Director:  
01 Setembro/2006  
Ano 88º  
Edição N.º 5472  
 
 
  CULTURA

Tiago Castro viajou no “Autocarro Night Dance”

“O meu cd é uma prova de que existe muito mais do que o Crómio em mim”

Tiago Castro tornou-se conhecido do grande público através da personagem “Crómio”, que interpreta na série televisiva Morangos com Açúcar. Contudo os primeiros passos foram dados na publicidade televisiva de uma conhecida marca de refrigerantes. Em Julho passado, Tiago avançou para o mundo da música com o álbum “A Minha Rádio”.
Sonhos, tem alguns, como representar com Nicolau Breyner e entrar numa longa metragem.
Aos 23 anos de idade, Tiago Castro mostra que sabe bem para onde quer ir, e como. Com apenas 15 anos de idade, ingressa no Balleteatro Escola Profissional do Porto. Três anos mais tarde, ruma a Lisboa (onde hoje reside sozinho) e frequenta o Conservatório, concluindo o bacharela-to de formação de actores. Participa num casting de actores, fica aprovado e começa então a sua história na telenovela Morangos com Açúcar. Nasceu o Crómio, um personagem consensual, simpática, que rapidamente ganha fãs em todo o lado.
De momento, é a personagem com mais longevidade nesta série televisiva que aposta na rotação de actores no intuito primeiro de cativar o seu público alvo. Mas a sua participação já chegou ao fim. Para trás, ficam “momentos marcantes que nunca poderei esquecer”, diz Tiago Castro a O Figueirense, numa entrevista exclusiva a este jornal, durante uma visita à Figueira da Foz.

“A Minha Rádio”: um disco de Verão

Morangos com Açúcar não pára de criar fenómenos televisivos. Depois dos D’ZRT, Patrícia Candoso, 4taste e FF, é agora a vez de Tiago Castro emergir no mundo musical.
“A Minha Rádio” é o disco de estreia de Tiago, definindo-se como um disco de Verão onde imperaram melodias leves que contam a praia, o Verão, os amigos e o amor. O single de estreia “Baby, eu fiz este som”, composto por Tiago, invadiu já as rádios na-cionais e locais. O videoclip conta com a participação de Marta Faial (Daniela dos Mo-rangos com Açúcar).
Crómio, como é mais conhecido, surge ainda acompanhado nesta aventura musical pelos actores da referida tele-novela Diogo Valsassina (Tó-Jó) como baixista e Raúl Abrantes (João Baptista) na bateria.

Na noite da Figueira, com a Maiorca FM

Na Figueira da Foz, Tiago foi o artista convidado do “Autocarro Night Dance”, um evento de animação nocturna promovida pela estação radiofónica local Maiorca FM (92.1).
Depois de uma sessão de autógrafos com a presença de largas dezenas de fãs, Tiago acedeu ao nosso convite e durante o jantar num restaurante de Buarcos falou dos seus projectos mais imediatos.
Lida bem com a fama que tem vindo a alcançar, encarando a situação como “é o nosso dia, e temos de ver o lado positivo”, até porque “é realmente uma mudança enorme na nossa vida, em termos de imagem, e temos de saber gerir bem com responsabilidade essa proximidade com as pessoas”.
Diz que já sentiu “algum tipo de assédio, nada de grave. Pessoas que me contactam por quererem trabalhar comigo em coisas efémeras, de um dia, ou mesmo entrar no mundo do espectáculo”.

Longa metragem é sonho

De momento, a participação nos Morangos com Açúcar findou, guardando boas recordações.
“Somos um grupo de miúdos que cedo percebeu que fazer televisão não é uma brincadeira, é preciso trabalhar muito”, e “aquilo que muita gente pensa que possa ser, ou seja, um grupo de miúdos com um ego enorme, que se pavoneiam enquanto passeiam na rua, não é o que acontece”. Na verdade, explica, “as pessoas ganham humildade enquanto trabalham, e acabámos por transformarmo-nos num grupo de jovens promessas”.
Nesta área da representação, diz ter o sonho em poder fazer parte do elenco de uma longa metragem. Por agora, “o teatro é complicado de conciliar. A televisão é uma possibilidade, mas ainda não tive nenhum convite”. Gostava de representar com o actor Nicolau Breyner: “sei que dá uma contracena brutal”, com Rogério Samora, Adriano Luz, Miguel Guilherme, José Pedro Gomes, e mesmo Soraia Chaves.
O Crómio com o tempo ficará para trás. “Marcou-me e marca para as pessoas lá fora, mas com o tempo a personagem do Crómio vai acabar por desaparecer, é uma consequência que irá surgir naturalmente, fruto de outros projectos meus”, salienta.
“O meu cd é uma prova de que existe muito mais do que o Crómio em mim, e estou a comprová-lo numa área em que nem tenho formação”, conclui.
A música ocupa a maior parte do seu tempo livre. “O meu maior projecto é o cd”, reconhecendo que “tenho um longo caminho a percorrer”.
Prefere temas de rock & roll porque “permitem que puxe mais pela acção em palco, que dê largas ao exercício físico e ligação com o público”. Tem como referências nacionais Xutos e Pontapés, Ornatos Violeta, Clã e Rui Veloso. A grande referência musical é o grupo Queen, em particular o já falecido vocalista Fredy Mercury.
Sobre sonhos de uma actuação em palco com um ícone musical, refere que “não mereço sonhar em can-tar com este ou aquele artista. Quero melhorar o meu trabalho, e se algum dia vier a cantar com alguém que está lá em cima do mundo da música, tenho de o merecer. Quero ter mérito, com a minha posição bem firme”.

Jovem e bom rapaz

Tiago Castro não fuma, gosta de beber com moderação, e não esquece os seus amigos de infância e família. Não é grande frequentador de discotecas, gosta de jogar futebol e playstation e tocar guitarra.
O jovem actor/cantor confessa-se uma pessoa divertida e que já foi muito tímida. “Hoje em dia, com as adversidade e situações próprias da minha profissão, tive de quebrar essas barreiras”.
Atento à política, mais nos momentos cruciais como as eleições, sublinha que gosta de assistir às discussões parlamentares. “São uma boa fonte de trabalho, porque ouvem-se grandes discursos elaborados com muito trabalho de casa”.
Tiago Castro terminou a entrevista a O Figueirense, entrou no Autocarro Night Dance da Maiorca FM, percorreu a marginal oceânica da Figueira da Foz acompanhado por perto de cinco dezenas de mulheres e fãs, visitou os bares Din’s e Império, a discoteca Vinyl e, claro, distribuiu centenas e centenas de autógrafos, e posou para outras tantas centenas de fotografias.
“Estou feliz por merecer o carinho de tantas pessoas”, disse-nos em jeito de despedida.

Rangel Coutinho

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Showcolatte promove “Clube do Show” na Figueira da Foz

O animador brasileiro Showcolatte está na Figueira da Foz para promover o seu novo trabalho, o álbum “Clube do Show”. Este artista, que anima os dias no Aquapark Teimoso, dá-nos a oportunidade de desfrutar de um disco repleto de frescura e movimento, sem descurar um sentido de responsabilidade social nas suas letras.
Walter Cândido, nascido para o mundo do espectáculo como Showcolatte, tem já 15 anos de trabalho no Brasil, pelas praias da Bahia, Espírito Santo e Minas Gerais, onde anima casas nocturnas e cabanas de praia. É ele que faz os turistas sentirem-se em casa, quando passa grandes sucessos portugueses nos seus espectáculos. É ele o responsável pelo palco do Complexo de Lazer Toa Toa, em Porto Seguro, onde promove bandas brasileiras à procura de chegar ao público. Já trabalhou com grupos como “É o Tchan”, “Araketu”, “Banda Eva”, “Carlinhos Brown”, “Elba Ramalho”, “Jota Quest”, “Paralamas do Sucesso”, entre muitos outros.
Showcolatte revela que pensa já no seu próximo trabalho, que se intitulará “Felicidade”. Prepara-se para entrar em estúdio para gravar o seu próximo single, ‘Kaipirinha’, co-adjuvado por Beto Jamaica, seu produtor.

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UHF foi sucesso

Casino Figueira não pára com animação musical

Quadrifonia, Maria Augusta, João Melo, João Peneda, Quinzinho Portugal e The Jay Corre Swinging Quartet são apenas dos artistas que irão actuar no restaurante bar do Casino Figueira, neste mês de Setembro que hoje começa.
Agosto foi um mês em grande, no que diz respeito aos espectáculos musicais promovidos pelo Casino Figueira. Foram nada mais nada menos do que 49 diferentes espectáculos todos com entradas gratuitas. O Verão chegou ao fim, mas não a animação. Essa, é já uma constante neste pólo de animação figueirense.
No passado fim de semana o conjunto UHF deixou momentos de elevado recorte musical, um concerto que transportou os presentes a um passado de êxitos deste grupo português. O público vibrou com os temas mais e menos conhecidos, razão pela qual os aplausos dominaram o espaço do salão caffé, um espaço que, durante este mês de Setembro, estará encerrado ao público devido aos preparativos do próximo show, que estreia a 4 de Outubro.
Mas o restaurante bar do Casino Figueira continua a abrir as suas portas ao público, com entradas gratuitas, oferecendo um variado leque de apostas musicais.
Hoje e amanhã à noite poder-se-á ouvir o som o conjunto Quadrifonia. Domingo actua Maria Augusta em mais uma noite de fados, para na segunda-feira próxima o destaque recair no Café com Fú. A voz de Domingos Fú, cantor residente do Casino Figueira, surge acompanhada por Stella.
Terça-feira regressa a música ao vivo com Quadrifonia, quarta surge João Gentil Trio com blues & jazz e quinta o protagonismo recai no humor de Luís Rodrigues, em mais uma “Barriga de Riso”. Até ao final deste mês, outras vozes e sons irão dominar as atenções nocturnas da Figueira da Foz. Basta visitar o restaurante bar do Casino Figueira.

Três milhões mais 460 mil contos pagos este Verão no Casino

O Casino Figueira pagou este Verão 17 milhões e 300 mil euros de prémios nas Slots Machines. Segundo O Figueirense apurou, este prémios tiveram uma cadência diária na ordem dos 192 mil euros.
O Casino Figueira, actualmente com 431 máquinas automáticas, “dispõe de slots cujas apostas se podem iniciar com apenas cinco cêntimos e ter a possibilidade de ganhar milhares de euros”, conforme fonte da direcção do Serviço de Jogos.
Presentemente poderão sair a qualquer momento outros grandes prémios, como por exemplo 575 mil euros em jackpots acumulados.

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OLS – Big Band actua hoje no CAE

O Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz apresenta hoje, pelas 22h00, no anfiteatro exterior, um concerto com a OLS – Big Band.
A Orquestra Ligeira de Santana, actualmente OLS – Big Band, apresentou-se pela primeira vez, com o actual padrão artístico, no ano de 1997. Nascia, assim, uma convencional orquestra ligeira, vocacionada inicialmente para temas de música ligeira que não teriam o mesmo brilho quando executadas por uma banda filarmónica. A evolução foi sendo gradual e notória realizando, em apenas cinco anos, inúmeros concertos em Portugal e no estrangeiro.
O anseio da OLS em virar uma nova página na sua história, obrigou-a a tornar-se numa big band de cariz mediterrânico, tal como hoje é conhecida, com a inclusão de um novo repertório e alguns instrumentos normalmente afastados destas formações.
Esta orquestra, membro da Sociedade Musical Santanense, tem como prioridades absolutas a educação musical da comunidade em que se insere e providenciar aos seus músicos uma oportunidade de expressarem a sua criatividade musical.
A entrada para este concerto é gratuita.

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