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- DESPORTO
2006 em balanço
Desporto figueirense com saldo positivo
Terminou o ano de 2006 e apesar de desportivamente não coincidir com o chamado ano civil, o desporto figueirense registou excelentes momentos. Nas competições profissionais, aquelas onde a notoriedade é maior, os dois clubes mais representativos da cidade – Naval e Ginásio – atingiram com maior ou menor dificuldade os objectivos a que se propuseram.
Futebol
No futebol e dividindo o ano em dois semestres, diremos que a Naval depois de muita aflição no que diz respeito à manutenção na principal liga futebolística atingiu na última jornada a desejada permanência. Foi um ano complicado para os navalistas – quatro treinadores em ano de estreia ficou na história –, contudo acabou por consagrar Rogério Gonçalves, que depois de ter subido o clube à I Liga, retornou para o manter no patamar máximo. No segundo semestre a Naval terminou o ano em 8.º lugar da classificação, enfileirando entre as equipas sensação da Bwinliga.
No que respeita ainda ao Futebol, brilhante o comportamento da União Desportiva da Gândara que primeiro fez a ‘dobradinha’, venceu a Taça A. F. Coimbra e simultaneamente sagrou-se Campeão da Divisão de Honra. Já no segundo semestre de 2006 os homens da Gândara têm vindo a consolidar a sua posição na III Divisão Nacional e, para que tal facto aconteça, não será alheio o trabalho do treinador Pedro Ilharco e a gestão do presidente, José Jesus Nogueira.
A Cova-Gala continua a sua persistência em manter-se na I Divisão Distrital, todavia e cada vez mais os homens da margem sul do Mondego estão virados para a formação no sentido da sua equipa mais representativa ser oriunda das classes de formação.
Basquetebol
O Ginásio Figueirense no decurso do final do campeonato de 2005/06 fez retornar o sonho de poder vir a sagrar-se campeão nacional da Liga Profissional. O clube ginasista, mercê de um final de campeonato extraordinário, eliminou o F. C. Porto e o Benfica, vindo a ceder numa final disputadíssima perante a Ovarense, equipa claramente de recursos superiores.
O final de 2006 deixa o Ginásio numa posição de 5.º lugar na pauta classificativa da Liga USO com os figueirenses a manterem intactos os seus objectivos de presença em todas as finais das diversas provas do calendário basquetebolístico.
Naval e Sporting Figueirense continuam a tentar manter o basquetebol disputando os campeonatos seniores. Os navalistas desde há muito que deixaram a formação, enquanto no Sporting Figueirense a atenção especial recai nas classes mais jovens com o clube figueirense a ser reconhecido pela F. P. Basquetebol com o título de Escola.
De referenciar como factor negativo a desistência do Caras Direitas, equipa que desde há vários anos dedicava muito da sua especial atenção à formação no basquetebol feminino.
Futsal
No futsal o ano foi de grande notoriedade para as equipas do concelho da Figueira da Foz. Nas Alhadas a cereja foi colocada no topo do bolo pelo CRIA que ascendeu ao escalão nacional.
A nível distrital especial referência para as raparigas do Vilaverdense que se sagraram vice-campeãs distritais.
A formação sénior do G. R. V. falhou a ascensão à III Divisão, SBUAlhadense e Matos fizeram um campeonato dentro das suas possibilidades mantendo o objectivo de não descer de divisão.
De realçar o esforço e a vontade do Grupo Instrução e Sport, colectividade da Praia de Buarcos, com avanços significativos no campo da formação.
Remo
Naval e Ginásio continuam a mostrar todo o carinho que sentem por esta modalidade.
O Ginásio Figueirense continua a enfileirar entre as equipas mais cotadas do remo nacional, conforme atesta o seu posicionamento no ranking nacional e os títulos nacionais conquistados.
Na Naval rema-se em busca do tempo perdido. De realçar a abertura da secção aos atletas portadores de deficiência motora que constituem uma secção importante de remo adaptado.
Natação
Na natação o Ginásio continua a ser o clube de referência entre os que a praticam na no nosso concelho. Também a Junta de Freguesia do Paião, aproveitando as suas magníficas estruturas, tem feito um enorme esforço de implantação.
A nível individual as atletas ginasistas Solange Azevedo e Tânia Garcia, entre outros, são as jóias da coroa.
Desportos de combate
Os desportos de combate atingiram no ano de 2006 um acréscimo de praticantes notável. A este facto não pode ser alheio o trabalho desenvolvido nas colectividades recreativas que utilizaram os seus salões de actividades lúdicas para formação das modalidades inseridas nos desportos de combate.
Recentemente, a Câmara Municipal galardoou os campeões nacionais e figuras de pódio figueirenses por aí se pode constatar a grande implantação da modalidade, não só a nível de cidade, com o Ginásio e Goju-Ryu Karate Figueirense, mas também as colectividades da periferia da sede do concelho como o Quiaios-Clube, Oucofra, C. C. D. Carvalhense, CP Alqueidão entre outras.
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Quem já foi vice-campeão tem legitimidade para pensar que pode ser campeão
Luís Santos “acelera” entre o curso de Direito e o motocross
Luís Santos é um jovem piloto figueirense que escolheu como opção de prática desportiva o motocross. Aos 21 anos, divide a sua paixão pela moda-lidade com a obrigatoriedade de cursar Direito numa das Universidades sediadas na Figueira da Foz.
Embora a Figueira da Foz não tenha como referência uma grande tradição competitiva no mundo das motas, certo é que tem sido uma cidade pioneira em grandes eventos da modalidade.
Pilotos como Augusto Mota, José Varino, Gilberto Jordão foram figuras de referência no motocross na década de 70. Depois de um período de certo interregno surge agora o jovem Luís Santos que se iniciou “neste mundo” com 16 anos.
“Explicar o porquê da minha paixão pelas motos é um pouco difícil”, refere Luís Santos salientando que por tradição familiar não foi. “Referências entre a família e a modalidade de facto não existiam, porém hoje já não é bem assim. O meu pai e o meu irmão, embora não oficialmente, acompanham-me e são para mim um suporte e um estímulo importante”.
Luís Santos refere mesmo que o apoio que tem tido a todos os níveis por parte do seu pai é elemento chave na sua carreira. “Não podia competir a este nível se não contasse com o apoio da minha família, especialmente do meu pai que me acompanha para toda a parte, me aconselha e me ajuda a gerir uma carreira difícil, isto já para não falar do apoio financeiro que me concede”.
Duas motos por ano
O ano de 2006 foi um ano de referência para Luís Santos. Competiu nas principias provas do calendário nacional do motocross, sagrando-se vice-campeão regional norte “MX2”. Quem chega a vice-campeão, tem toda a legitimidade de pensar que pode chegar a campeão.
É nesta perspectiva que Luís Santos está já a preparar a temporada de 2007. “Já passei a fase de encarar o motocross a brincar. Quem quer estar na modalidade de forma consciente e com ambição de poder ser um piloto de pódio não pode encarar a modalidade a brincar”, salienta o piloto figueirense acrescentando “hoje qualquer piloto que queira singrar na modalidade tem de contar com bons patrocínios, contudo, a conjuntura económica que envolve o país a todos os níveis, não permite grandes veleidades neste sentido, excepção feita aos pilotos que eventualmente tenham ou contem com apoios directos de fábrica”.
Luís Santos lembra que o motocross pela dureza que encerra obriga a grandes gastos. O piloto trabalha com duas motos – treino e competição – que no final de cada temporada competitiva o obriga à sua troca.
Luís Santos tem objectivos claros para 2007 e o título de Campeão Regional Norte está no seu horizonte. O piloto reconhece que não vai ser fácil pois não pode de forma alguma descurar o seu curso de Direito – compromisso familiar – e pretende ainda fazer algumas incursões no Enduro.
Rogério Neves
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