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- REPORTAGEM
Direcção quer fomentar gosto pela música e dança
Alunos do Conservatório de Música David de Sousa actuam no Casino Figueira
O Conservatório de Música David de Sousa é muito mais do que um espaço de aprendizagem da chamada música clássica. A dança ocupa também lugar de destaque e, desde há algum tempo a esta parte, a vertente educacional, através da escola da pré-escola e 1.º ciclo.
Em colaboração com o Casino Figueira e o Centro de Artes e Espectáculos (CAE) a actual direcção pedagógica pretende fomentar o gosto pela música clássica.
Tendo como cenário o rio Mondego, o Conservatório de Música David de Sousa (CMDS) integra presentemente perto de 250 alunos e três dezenas de professores. Música, dança e ensino escolar são as vertentes ocupacionais destes jovens.
Clarinete, trompa transversal, saxofone, trompete, trombone, violino, viola de arco, violoncelo, percussão, viola clássica (guitarra) são os cursos leccionados nesta instituição, a par dos cursos de formação musical.
Estes são cursos específicos que compreendem várias disciplinas, para alunos com pelo menos 10 anos de idade. No entanto, a escola disponibliza iniciação musical a crianças com três a quatro anos de idade que são instrumentos de preparação para os chamados oficiais.
O ensino da música divide-se em dois sectores: o articulado e o suplectivo. O primeiro, como o próprio nome indica, surge em articulação directa com o meio escolar dito normal, através de uma estreita colaboração entre as duas instituições. Destina-se aos alunos do 5.º ao 12.º anos de escolaridade, podendo dar acesso aos cursos superiores de música em universidades ou escolas superiores.
Quanto ao ensino suplectivo, trata-se basicamente de uma opção, na medida em que os alunos a partir do 7.º ano de escolaridade terão de optar por uma área, podendo então escolher a da música. Também aqui poderão aceder ao ensino superior.
O Conservatório David de Sousa lecciona ainda música a adultos, na sua maioria reformados que querem fazer um “up grade” das suas faculdades artísticas. “Não temos limites de idade. Ensinamos música desde as crianças dos três anos de idade aos mais idosos”, explica Rui Jordão, um dos directores pedagógicos de música da instituição.
“Uma área pouco apelativa”
Rui Jordão tem a noção de que a música clássica, face a uma série de outras actividades – entre elas as novas tecnologias – “é uma área pouco apelativa”. Defende contudo que a música não tem sido muito explorada em termos das novas tecnologias”, isto porque “há muito sistemas computorizados nos quais se trabalha com música”. O responsável lamenta ainda o facto da música clássica “ter-se fechado num círculo em torno dela própria, não é muito aberta às inovações, embora nós tentemos, dento do possível – reside a obrigação de cumprir um programa nacional –, introduzir novas tecnologias para cativar novos alunos”.
O ensino musical é, na sua opinião, “mais do que um gosto, torna-se uma ferramenta essencial no progresso individual das crianças e jovens”. E explica porquê: “Está provado que as crianças a partir dos seis anos de idade, se tiverem e desenvolverem o gosto pela música, irão fomentar capacidade de noutras área educacionais. Temos assistido à procura crescente por parte de muitos pais já sensibilidade para esta realidade. Eles não colocam os seus filhos aqui só a pensar no futuro profissional, mas porque acham que música realmente desenvolve outras faculdades a nível geral”.
Parcerias com Casino e CAE
Sandra Perpétuo, também directora pedagógica de música no CMDS, gostaria de ver a música clássica mais difundida pela comunidade figueirense. O preço por vezes alto a pagar pelo acesso aos bons espectáculos musicais é uma barreira nem sempre ultrapassável.
É precisamente esta uma das batalhas a travar: divulgar a música clássica. Razão pela qual o Conservatório de Música David de Sousa tenciona abrir-se mais à comunidade figueirense. “Em 2007 vamos fomentar e promover a música clássica porque no concelho não está in-cutido o espírito de música clássica”, diz Sandra Perpétuo adiantando estarem em curso parcerias com o Casino Figueira e o Centro de Artes e Espectáculos.
A toda esta situação acresce o facto de existir no país uma falta generalizada de professores credenciados para leccionar algumas das disciplinas de música clássica, principalmente o piano. “Sentimos grande falta de professores e temos de recorrer a docentes estrangeiros. Não para tirar lugar aos portugueses, mas porque temos procurado e não temos professores com as habilitações necessárias”, diz Rui Jordão.
Educação multidisciplinar
A par da música, o Conservatório David de Sousa divide a sua actividade ainda pela dança e pelo ensino.
“Somos a única escola do distrito e uma das poucas nacionais com um curso oficial de dança homologado pelo Ministério da Educação”, diz Rui Jordão explicando ainda que são leccionadas aulas de dança criativa, contemporânea, tradicional, clássica e ballet, entre outras. Também aqui existe uma vertente de iniciação, contudo é a partir dos 10 anos de idade (5.º ano de escolaridade) que os interessados podem ingressar num curso de dança que os poderá levar ao ensino superior.
No Conservatório de Música David de Sousa funciona ainda uma escola pré-primária (em que as crianças têm acesso aos primeiros passos no ensino musical) e uma escola do 1.º ciclo com os normais graus de escolaridade. Para além do currículo normal de uma qualquer escola do 1.º ciclo, existem aqui as actividades extra-curriculares da música e dança.
O Conservatório de Música David de Sousa baseia a sua actividade na música, mas enquanto estabelecimento privado com cursos homologados pelo Ministério da Educação, todos os alunos podem auferir de uma comparticipação nas suas propinas, mediante critérios bem definidos pela lei nacional vigente.
Há cerca de cinco anos atrás, este conservatório já teve mais de 300 alunos. O número desceu para perto de 250 alunos tendo estabilizado nos últimos dois anos.
O Conservatório de Música tem disponíveis uma grande multiplicidade de cursos nas áreas da música e dança. Os interessados poderão visitar as instalações na Rua Engenheiro Silva (perto do Mercado Municipal), n.º 48/50, onde viveu o ilustre botânico figueirense Luiz Carrisso.
Para despertar o gosto pela educação da música e dança, os alunos do Conservatório de Música David de Sousa estarão no Casino Figueira, no próximo dia 9, pelas 21h30, para dar corpo à “Audição de Reis”. Em conjunto e individualmente, irão actuar as classes Cordas, Saxofones, Conjunto, Orquestra e Coro. A entrada é gratuita.
Jorge Lemos
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Milhares na Passagem de Ano
Uma noite surpreendentemente amena recebeu o ano de 2007 na Figueira da Foz, onde milhares de pessoas, entre figueirenses e visitantes, saíram à rua para brindar com champagne e alegria.
O fogo de artifício iluminou com uma salva de luzes os primeiros 15 minutos de 2007, seguindo-se a actuação da banda de música da série Morangos com Açúcar, DZRT, em plena avenida marginal. Os hotéis encheram e a festa foi grande.
“Roleta do Tempo” inaugurou 2007
O Casino Figueira apresentou duas opções neste fim de ano. Óscar Romero, produtor do espectáculo “Roleta do Tempo”, conduziu os presentes ao universo de glamour que marcou as melhores épocas, usando o rigor e a fantasia de personagens míticas – Marilyn Monroe, Jessica Rabbit e Marlene Dietrichque – que ficaram marcadas na história para sempre.
Segundos antes da meia-noite começou a contagem decrescente para a entrada em 2007. A festa prosseguiu pela noite fora com três grupos musicais.
Automobilismo recupera tradição no réveillon
Promovido pelo Clube de Automóveis Antigos da Figueira da Foz, recuperou-se a tradição no último réveillon. O clube re-editou uma das maiores tradições da Passagem de Ano figueirense organizando uma prova de perícia para automóveis clássicos (anteriores a 1983).
A Avenida 25 de Abril recebeu, na tarde do passado domingo, largas centenas de amantes das “velhas máquinas”. Desde o famoso “Ferrari Testa Rosa”, até um simples Fiat 600, as máquinas aceleraram e “roncaram” naquele artéria da cidade com os pilotos a demonstrarem que as novas tecnologias ajudam a uma pilotagem mais fácil. Nunca, porém, colocando de lado a perícia e mestria individuais.
Entre os cerca de meia centena de participantes encontrava-se o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Duarte Silva, conduzindo um MG de colecção. O autarca obteve o quinto lugar na classificação geral.
No final, Miguel Amaral, da organização, estava satisfeito com a reposição desta tradição automobislística.
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Um morto e 65 feridos no primeiro dia do ano
PSP local em operação STOP
No âmbito do Plano de Actividade Operacional, a Polícia de Segurança Pública (PSP) da Figueira da Foz realizou recentemente uma acção de fiscalização nas vertentes da condução sob o efeito de álcool e no excesso de velocidade. Com a denominação generalista de “Festas em Segurança”, a operação aconteceu numa rodovia urbana de Tavarede e depois no IC1 (Estrada Nacional 109). Perto de duas dezenas de agentes e seis viaturas (incluindo uma equipa cinotécnica e uma outra de intervenção rápida) encontravam-se acompanhados pelos comandante da PSP local Fernando Santos e da esquadra de Trânsito Fernando Marques.
Segundo Fernando Santos, este tipo de operações pretende “aproximar a PSP da comunidade”, oportunidade aproveitada pelo comandante para eliminar alguns “tabus” respeitantes à actuação desta força de segurança pública, como seja a chamada caça à multa. “Isso não existe, ninguém anda aqui a aplicar multas para ganhar comissões”.
Na rodovia urbana perto do parque de campismo, entre Tavarede e Buarcos, um radar ia registando os prevaricadores de “pé pesado” no acelerador. Já no IC1, perto de Vila Robim, no acesso à ponte da Figueira, os restantes agentes mandavam parar vários veículos para um controle da taxa de alcoolémia aos condutores e verificação de documentos.
Os agentes encontravam-se munidos de diverso material de apoio à actividade ali realizada (numa iniciativa da estação radiofónica local Maiorca FM), como um computador portátil com acesso directo a dados de viaturas e condutores. Nesta acção foram apreendidos os documentos de uma viatura de limpeza e recolha de resíduos (lixo). Segundo o livrete, a viatura deveria estar pintada de branco, porém a mesma encontra-se decorada de azul, com um dos símbolos que identifica a Figueira da Foz, usado pela autarquia.
Num posto móvel, vários agentes tratavam, de forma rápida e funcional, toda a tramitação inerente à fiscalização que decorria, incluindo o pagamento de multas. Os computadores portáteis (designados de Polícias em Movimento) facilitam o tratamento da informação recebida e sua gestão.
Numa operação deste género, com duração média de quatro horas, são realizadas perto de 700 fiscalizações. Para Fernando Santos, “tem-se registado uma evolução muito positiva” no que diz respeito às infracções detectadas. A maioria delas reporta ao esquecimento dos documentos da viatura, sendo muito reduzidas as detecções por condução sobre influência de álcool.
Operacionalidade normalizada
Um dos grandes incêndios de 2005 destruiu o moderno retrotransmissor da PSP, colocado na Serra da Boa Viagem, inutilizando quase por completo o sistema de comunicações.
A alternativa teve de ser encarada com rapidez, pelo que Fernando Santos garante que neste momento “ainda que tivéssemos de regredir no sistema utilizado, encontramo-nos numa situação aceitável e razoável. Existem problemas pontuais, mas nada de grave”. Presentemente as baterias “viciadas” dos aparelhos de comunicação móvel (os velhinhos e conhecidos rádios de Polícia) já foram substituídas por outras mais funcionais.
Um morto e 65 feridos no primeiro dia do ano
Ainda no âmbito destas acções de fiscalização, refira-se que no primeiro dia do ano de 2007 a Guarda Nacional Republicana (GNR) registou pelo menos 178 acidentes que causaram uma vítima mortal, três feridos graves e 62 ligeiros.
De acordo com dados provisórios da GNR, na segunda-feira passada foram fiscalizados 4.385 condutores, operação que resultou em 786 autos de contra-ordenação dos quais 356 dizem respeito a infracções graves e 162 muito graves.
Segundo os dados da GNR, foram detectados 391 condutores em excesso de velocidade. No primeiro dia do ano foram sujeitos a teste de controlo de álcool 2.540 condutores, sendo que destes 334 apresentaram excesso. Destes 334, 104 foram detidos por atingirem uma taxa igual ou superior a 1,20 g/l álcool no sangue.
JML
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