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- CULTURA
Carlos
Cruz e Caras Direitas promovem espectáculos de Verão
António
Pinto Bastos, Teresa Tapadas, Carlos Guilherme, Isabel Campelo,
Show Brasil, Alexandra (a recordar Amália) e Tonicha, são
apenas alguns dos protagonistas dos espectáculos musicais
que o Grupo Caras Direitas irá receber nos próximos
meses.
A produção surge sob a responsabilidade da produtora
C2E – Concepção e Comercialização de
Espectáculos, Lda, dirigida pelo figueirense Carlos Cruz.
José Gaspar, presidente da direcção do Caras,
explicou que a intenção é rentabilizar o salão
e polidesportivo do clube com “espectáculos de muita qualidade,
mas acessíveis a todos. Serão espectáculos
populares, mas não popularuchos”.
Carlos Cruz, que lamentou o facto de “nunca ter sido convidado para
fazer algo no Centro de Artes e espectáculos, onde as nossas
produções nunca foram chamadas”, salientou que os
nomes do panorama musical nacional que desfilarão em concerto
no Caras “são produções com impacto para a
Figueira”, mais concretamente para Buarcos.
Noites brasileiras com “meninas bem descascadas e a sambar”, os
mais conhecidos temas da canção portuguesa e alguns
da estrangeira (caso do espectáculo La Vie em Rose, pela
voz da cantora Nádia), rock, canto lírico, são
promessas de “um espectáculo de qualidade, inesquecível”.
A par do som e das vozes, Carlos Cruz trará à Figueira,
em simultâneo, espectáculos multimédia. Com
a garantia de que “não teremos música pimba”.
Assim, para o próximo dia 13 está já agendado
um espectáculo com António Pinto Basto e Teresa Tapadas,
e para dia 21 melodias pelas vozes de Carlos Guilherme e Isabel
Campelo. No fim do mês, a 28, elevam-se os sons brasileiros.
O preço dos bilhetes neste ciclo de espectáculos de
Verão custará entre cinco e 20 euros por pessoa.
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Mário
Viana na liderança do Lions
Natércia
Crisanto passou a liderança do Lions Clube da Figueira da
Foz a Mário Viana, fazendo na cerimónia de transmissão
de poderes um breve resumo da actividade desenvolvida neste último
ano.
Uma venda de Natal (para apoiar a Associação Acreditar),
as Jornadas de Reflexão Lionística, o fórum
sobre Urbanismo Ontem e Hoje, e as Jornadas de Teatro Amador, entre
outras iniciativas, mereceram comentários de Natércia
Crisanto.
Mário Viana, por seu lado, considerou esta passagem de ‘testemuinho’
como “o virar de uma página dete clube”, sendo sua intenção
“dar continuidade à miaor parte dos programas anteriores”,
relevando as jornadas de teatro amador. Manter-se-ão os momentos
culturais e lúdicos, a organização de visitas
e o fomento de colóquios e reuniões de aspecto cultural
e formativo.
Quanto as jornadas, o novel presidente pretende fazer “uma análise
interna” no intuito de delinear o futuro das mesmas. Isto porque,
defende, “as jornadas prolongam-se por muito tempo, o que torna
difícil conseguir a presença” dos elementos do lions
figueirense.
Mário Viana defende, ainda, ser “necessário aumentar
o nível de qualidade das prestações dos diferentes
grupos”, apostando para tal na formação dos elementos
dos grupos amadores, “quer do ponto de vista de representação,
quer nos aspectos técnicos”.
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CAE…
sempre bem
Entrada
livre para “O Leque de Lady Windermere”
A comédia de Óscar Wilde “O Leque de Lady
Windermere”, interpretada pelo grupo cénico da Sociedade de Instrução
Tavaredense (SIT), sobe amanhã, pelas 21h30, ao palco do grande
auditório do Centro de Artes e Espectáculos (CAE). A entrada
é livre, devendo os ingressos, limitados à lotação
do espaço, ser levantados nas bilheteiras do CAE.
Jazz
ao ar livre
A 14 de Julho, pelas 22h30, o anfiteatro exterior do
Centro de Artes e Espectáculos ilumina-se para receber o Septeto
do Hot Club de Portugal (HCP), constituído por músicos
de jazz que, para além dos seus próprios projectos, integram
também a Big Band do HCP. De Louis Armstrong aos Jazz Messengers
de Art Blakey, o repertório deste septeto promete uma verdadeira
viagem pela história do jazz. Para maiores de seis anos, com
entrada a dez euros.
“Adriana”
procura um pai
A 10 de Julho, pelas 21h30, o cinema regressa ao CAE
para a exibição de “Adriana”, um filme realizado por Margarida
Gil.
“Adriana” conta a história de uma mulher que vive numa ilha imaginária
dos Açores, onde um homem – o seu pai – decreta o luto e proíbe
o sexo ou qualquer forma de procriação. A ilha vai ficando
deserta e, anos mais tarde, ele decide enviar a filha para o continente,
para constituir família por métodos naturais. O filme
conta as aventuras de Adriana à procura de um homem que a faça
procriar um filho e assim garanta a descendência na ilha.
Esta obra ganhou o Prémio Tóbis para Melhor Filme Português
na última edição do IndieLisboa. Com Ana Moreira,
Isabel Ruth e Bruno Bravo, entre outros. Para maiores de 12 anos, com
bilhetes a 3,5 euros.
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FestiMaiorca’2005
arranca amanhã
Há
festa em Maiorca
Esta noite, pelas 22h00, os grupos estrangeiros presentes
na edição de 2005 do FestiMaiorca são recebidos
com o Baile d’Amizade, animado pelo grupo ‘Impacto’. Mas é amanhã,
pelas 18h30, que a festa promete aquecer não apenas a freguesia
de Maiorca, mas a Figueira da Foz em geral. Este ano na sua 31.ª
edição, o Festival Internacional de Folclore organizado
pela Casa do Povo de Maiorca, traz ao concelho três ranchos estrangeiros
e quatro nacionais, para além do anfitrião Rancho Folclórico
da Casa do Povo de Maiorca.
A festa tem início às 18h30, com o ‘Desfile do Traje’
a sair da Esplanada Silva Guimarães e a percorrer as artérias
envolventes até ao Mercado Engenheiro Silva Guimarães.
À noite, a partir das 22h00, o hastear das bandeiras, ao som
dos hinos dos países representados, dá o mote para a abertura
do encontro etnográfico no Largo do Terreiro do Paço,
no centro da Vila. Para António Maia Cardoso, da organização
do evento, este é um espectáculo “que não se pode
perder, e que não se pode descrever. É preciso vir vê-lo
e vivê-lo”.
Animação
sem fronteiras
Os estrangeiros trazem as suas manifestações
culturais mais ricas, os portugueses evocam a orgulhosa história
de um país antigo e pelo de tradições.
Da Ucrânia chega o grupo “Prolisok”, constituído por estudantes
de várias faculdades da Universidade Pedagógica de Drohobych.
O grupo está na lista dos dez melhores conjuntos folclóricos
do mundo, com danças e canções do povo ucraniano,
recuperando ainda o folclore do território dos Cárpatos
e de outras regiões daquele país.
Do continente africano chega “Les Ballets Tchamba”. Oriundos de Lomé
(Togo), cativam pela sua habilidade e coreografias com os pernaltas,
em andas de três a seis metros, revivendo assim as danças
e costumes dos ancestrais togoleses.
Da Lituânia, mais concretamente da capital Vilnius, vem o grupo
“Vilnis”, composto por bailadores, tocata de música de folclore
e cantadores.
Portugal faz-se representar com quatros grupos de qualidade reconhecida.
De Santarém chega o Grupo académico de Danças Ribatejanas,
enquanto a Póvoa de Varzim faz jus à sua vocação
marítima, trazendo as chulas e os viras da região. Do
Minho, os trajes vistosos são vestidos e honrados pelo Grupo
Folclórico de São Torcato, e de Guimarães chegam
“Os moliceiros de Ovar”. Da Figueira, pelo rancho da casa, podem esperar-se
as modas de roda tradicionais, de inspiração comunitária.
Para terminar, e para aproveitar ao máximo a troca de experiências,
a organização do Festimaiorca promove ainda, de 11 a 13
de Julho, ateliers de dança.
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Exposição
no Museu Municipal recorda Luís Wittnich Carrisso
O
figueirense que redescobriu Angola
Foi a 14 de Fevereiro de 1886 que a Figueira da Foz
viu nascer Luís Wittnich Carrisso, o menino que havia de formar-se
com 19 valores em Filosofia Natural e, posteriormente, doutorar-se em
Ciências Histórico-Naturais com a classificação
máxima. Em 1918, com apenas 32 anos, Luís Carrisso já
é professor catedrático e assume a direcção
do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra. É no desempenho
deste cargo que nasce em si a insatisfação que caracteriza
os visionários: o professor dá-se conta da fraca exploração
científica que Portugal leva a cabo nas, hoje, ex-colónias.
Outros países, como Inglaterra, estão nesse campo muito
mais avançados. O professor, entretanto casado com a também
figueirense Ana Maria Costa Pereira de Souza, mete mãos à
obra e, em 1927, apesar dos poucos fundos que conseguiu reunir, embarca
na primeira de três expedições científicas
que havia de fazer a Angola. Nesse território em larga medida
virgem, pelo menos do ponto de vista académico, Luís Carrisso
encontrou espécimens que trouxe para Portugal, e que passaram
a integrar os herbários do Instituto Botânico da Universidade
de Coimbra e do Museu Antropológico. De Angola, nas três
missões realizadas, vieram por sua iniciativa ainda muitos objectos,
e um precioso espólio fotográfico, que retrata muito mais
do que a flora local: fala das gentes, dos costumes, da luz das paisagens
desertas de Angola.
Luís Carrisso não chegaria a regressar com vida da terceira
expedição científica a Angola. Faleceu em 1937,
no Deserto do Namibe (Moçâmedes), a 14 de Julho, com apenas
51 anos. Como legado à ciência, deixou ainda várias
espécies baptizadas com parte do seu nome, como a “Carrissoa
angolensis”, a “Dissotis carrissoi” e a mais conhecida “Welwitschia
Mirabilis”, que pode durar até 1500 anos.
Na
Figueira até Outubro
Depois de ter estado em Coimbra, no âmbito da
Semana da Universidade, a exposição que estará
no Museu Municipal Dr. Santos Rocha aprofunda um pouco mais a ligação
de Luís Carrisso à sua cidade natal, onde foi amigo e
colaborador do próprio Santos Rocha, tendo-lhe sucedido na direcção
do museu durante os 20 anos subsequentes à sua morte. O professor
foi ainda sócio-fundador do Clube de Ténis, administrador-delegado
da Comissão de Iniciativa de Turismo e realizou inúmeras
conferências na Delegacia da Universidade Livre da Figueira da
Foz. Muitos dos seus estudos sobre o fitoplâncton desenvolveram-se
na baía de Buarcos.
Fotografias, exemplares da imponente “Welwitschia Mirabilis” e de outras
plantas, artefactos, mapas e apontamentos vários podem ser apreciados
nesta exposição, patente até 2 de Outubro, inaugurada
esta terça-feira na presença do presidente da autarquia,
Duarte Silva, da vereadora da Cultura, Teresa Machado, de familiares
do próprio Luís Carrisso e de muitos convidados.
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“Lugares,
Sombras e Afectos” apresentado na Figueira
O
livro “Lugares, Sombras e Afectos”, da autoria do escritor e ensaísta
açoriano Urbano Bettencourt e do pintor Seixas Peixoto, nascido
no Porto mas há muito a viver (n)a Figueira da Foz, foi apresentado
na passada sexta-feira, no Restaurante Quinta Santa Catarina, pela jornalista
de O Figueirense, Andreia Gouveia.
Obra que marca simultaneamente o regresso à escrita de Urbano
Bettencourt – após dez anos de interregno – e os 20 anos de carreira
nas artes plásticas de Seixas Peixoto, “Lugares, Sombras e Afectos”
evoca locais de eleição para os autores, dos Açores
a Cabo Verde, passando por outros, só encontrados no mapa das
ideias e dos sentimentos.
Poemas de amor e sátiras sociais completam o leque dos textos
e das imagens, que mais do que meras ilustrações, são
outra forma de escrita, indo muitas vezes para além do texto.
Depois de ter sido apresentado em Bruxelas, nos Açores e em Coimbra,
a obra – onde não passarão despercebidas algumas alusões
à Figueira da Foz – está agora disponível na Casa
Havaneza e no Restaurante Quinta Santa Catarina, que tem também
patente a exposição dos desenhos incluídos em “Lugares,
Sombras e Afectos”.
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163
anos de dedicação à cidade
Filarmónica Figueirense teve “um ano em cheio”
A
Sociedade Filarmónica Figueirense celebrou na passada terça-feira
163 anos de história e estórias pejadas de dedicação
à causa pública.
Eugénio Ferreira, actual presidente da direcção,
elencou as principais actividades desenvolvidas no último ano,
destacando, entre outras, as actuações da banda de música
da colectividade, a escola de música, as actuações
do grupo cénico com a representação da peça
“Entre Giestas” e a participação nas Jornadas de Teatro
Amador do Lions Club da Figueira da Foz, a promoção de
noite de fados e diversos bailes, torneios de sueca e, ainda no capítulo
do teatro, as representações dos Reis Magos e da Serra
a Velha. A presença na bienal de associativismo (a decorrer no
Centro de Artes e Espectáculos) foi, ainda, mencionada.
Os investimentos também foram ventilados pelo timoneiro da Figueirense,
muito em particular os respeitantes à aquisição
de instrumentos musicais e obras de melhoramento ao nível dos
sanitários para os homens, hall e fachada dom edifício-sede.
Neste particular, o presidente da direcção falou ainda
da aquisição de equipamento de som e de informática.
Nesta sessão de aniversário, José Carlos Costa
Ferreira foi distinguido com o diploma de sócio de mérito,
tendo sido descerrada uma fotografia de Manuel Ferreira Cavaco, perpetuando
a memória do “Manuel Enfermeiro”.
Eugénio Ferreira, a este propósito, recordou histórias
e a vida do homenageado, falecido em 1997.
A sessão evocativa da efeméride contou com a actuação
da banda da Figueirense que, momentos antes, tinha ido cumprimentar
a sua congénere Sociedade Filarmónica Dez de Agosto.
O delegação de Coimbra do Inatel, para este dia festivo,
contribuiu com um apoio financeiro de 500 euros, tendo a autarquia figueirense
entregue um cheque, para despesas correntes, no valor de euros.
Eugénio Ferreira encontra-se acompanhado na liderança
dos destinos da Figueirense por Natércia Crisanto (Assembleia
Geral) e Herculano Rocha (Conselho Fiscal).
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