Director:  
08 Julho/2005  
Ano 87º  
Edição N.º 5413  
 
 
  CULTURA

Carlos Cruz e Caras Direitas promovem espectáculos de Verão

António Pinto Bastos, Teresa Tapadas, Carlos Guilherme, Isabel Campelo, Show Brasil, Alexandra (a recordar Amália) e Tonicha, são apenas alguns dos protagonistas dos espectáculos musicais que o Grupo Caras Direitas irá receber nos próximos meses.
A produção surge sob a responsabilidade da produtora C2E – Concepção e Comercialização de Espectáculos, Lda, dirigida pelo figueirense Carlos Cruz.
José Gaspar, presidente da direcção do Caras, explicou que a intenção é rentabilizar o salão e polidesportivo do clube com “espectáculos de muita qualidade, mas acessíveis a todos. Serão espectáculos populares, mas não popularuchos”.
Carlos Cruz, que lamentou o facto de “nunca ter sido convidado para fazer algo no Centro de Artes e espectáculos, onde as nossas produções nunca foram chamadas”, salientou que os nomes do panorama musical nacional que desfilarão em concerto no Caras “são produções com impacto para a Figueira”, mais concretamente para Buarcos.
Noites brasileiras com “meninas bem descascadas e a sambar”, os mais conhecidos temas da canção portuguesa e alguns da estrangeira (caso do espectáculo La Vie em Rose, pela voz da cantora Nádia), rock, canto lírico, são promessas de “um espectáculo de qualidade, inesquecível”. A par do som e das vozes, Carlos Cruz trará à Figueira, em simultâneo, espectáculos multimédia. Com a garantia de que “não teremos música pimba”.
Assim, para o próximo dia 13 está já agendado um espectáculo com António Pinto Basto e Teresa Tapadas, e para dia 21 melodias pelas vozes de Carlos Guilherme e Isabel Campelo. No fim do mês, a 28, elevam-se os sons brasileiros.
O preço dos bilhetes neste ciclo de espectáculos de Verão custará entre cinco e 20 euros por pessoa.

......................................................................................................

Mário Viana na liderança do Lions

Natércia Crisanto passou a liderança do Lions Clube da Figueira da Foz a Mário Viana, fazendo na cerimónia de transmissão de poderes um breve resumo da actividade desenvolvida neste último ano.
Uma venda de Natal (para apoiar a Associação Acreditar), as Jornadas de Reflexão Lionística, o fórum sobre Urbanismo Ontem e Hoje, e as Jornadas de Teatro Amador, entre outras iniciativas, mereceram comentários de Natércia Crisanto.
Mário Viana, por seu lado, considerou esta passagem de ‘testemuinho’ como “o virar de uma página dete clube”, sendo sua intenção “dar continuidade à miaor parte dos programas anteriores”, relevando as jornadas de teatro amador. Manter-se-ão os momentos culturais e lúdicos, a organização de visitas e o fomento de colóquios e reuniões de aspecto cultural e formativo.
Quanto as jornadas, o novel presidente pretende fazer “uma análise interna” no intuito de delinear o futuro das mesmas. Isto porque, defende, “as jornadas prolongam-se por muito tempo, o que torna difícil conseguir a presença” dos elementos do lions figueirense.
Mário Viana defende, ainda, ser “necessário aumentar o nível de qualidade das prestações dos diferentes grupos”, apostando para tal na formação dos elementos dos grupos amadores, “quer do ponto de vista de representação, quer nos aspectos técnicos”.

......................................................................................................

CAE… sempre bem

Entrada livre para “O Leque de Lady Windermere”

A comédia de Óscar Wilde “O Leque de Lady Windermere”, interpretada pelo grupo cénico da Sociedade de Instrução Tavaredense (SIT), sobe amanhã, pelas 21h30, ao palco do grande auditório do Centro de Artes e Espectáculos (CAE). A entrada é livre, devendo os ingressos, limitados à lotação do espaço, ser levantados nas bilheteiras do CAE.

Jazz ao ar livre

A 14 de Julho, pelas 22h30, o anfiteatro exterior do Centro de Artes e Espectáculos ilumina-se para receber o Septeto do Hot Club de Portugal (HCP), constituído por músicos de jazz que, para além dos seus próprios projectos, integram também a Big Band do HCP. De Louis Armstrong aos Jazz Messengers de Art Blakey, o repertório deste septeto promete uma verdadeira viagem pela história do jazz. Para maiores de seis anos, com entrada a dez euros.

“Adriana” procura um pai

A 10 de Julho, pelas 21h30, o cinema regressa ao CAE para a exibição de “Adriana”, um filme realizado por Margarida Gil.
“Adriana” conta a história de uma mulher que vive numa ilha imaginária dos Açores, onde um homem – o seu pai – decreta o luto e proíbe o sexo ou qualquer forma de procriação. A ilha vai ficando deserta e, anos mais tarde, ele decide enviar a filha para o continente, para constituir família por métodos naturais. O filme conta as aventuras de Adriana à procura de um homem que a faça procriar um filho e assim garanta a descendência na ilha.
Esta obra ganhou o Prémio Tóbis para Melhor Filme Português na última edição do IndieLisboa. Com Ana Moreira, Isabel Ruth e Bruno Bravo, entre outros. Para maiores de 12 anos, com bilhetes a 3,5 euros.

......................................................................................................

FestiMaiorca’2005 arranca amanhã

Há festa em Maiorca

Esta noite, pelas 22h00, os grupos estrangeiros presentes na edição de 2005 do FestiMaiorca são recebidos com o Baile d’Amizade, animado pelo grupo ‘Impacto’. Mas é amanhã, pelas 18h30, que a festa promete aquecer não apenas a freguesia de Maiorca, mas a Figueira da Foz em geral. Este ano na sua 31.ª edição, o Festival Internacional de Folclore organizado pela Casa do Povo de Maiorca, traz ao concelho três ranchos estrangeiros e quatro nacionais, para além do anfitrião Rancho Folclórico da Casa do Povo de Maiorca.
A festa tem início às 18h30, com o ‘Desfile do Traje’ a sair da Esplanada Silva Guimarães e a percorrer as artérias envolventes até ao Mercado Engenheiro Silva Guimarães. À noite, a partir das 22h00, o hastear das bandeiras, ao som dos hinos dos países representados, dá o mote para a abertura do encontro etnográfico no Largo do Terreiro do Paço, no centro da Vila. Para António Maia Cardoso, da organização do evento, este é um espectáculo “que não se pode perder, e que não se pode descrever. É preciso vir vê-lo e vivê-lo”.

Animação sem fronteiras

Os estrangeiros trazem as suas manifestações culturais mais ricas, os portugueses evocam a orgulhosa história de um país antigo e pelo de tradições.
Da Ucrânia chega o grupo “Prolisok”, constituído por estudantes de várias faculdades da Universidade Pedagógica de Drohobych. O grupo está na lista dos dez melhores conjuntos folclóricos do mundo, com danças e canções do povo ucraniano, recuperando ainda o folclore do território dos Cárpatos e de outras regiões daquele país.
Do continente africano chega “Les Ballets Tchamba”. Oriundos de Lomé (Togo), cativam pela sua habilidade e coreografias com os pernaltas, em andas de três a seis metros, revivendo assim as danças e costumes dos ancestrais togoleses.
Da Lituânia, mais concretamente da capital Vilnius, vem o grupo “Vilnis”, composto por bailadores, tocata de música de folclore e cantadores.
Portugal faz-se representar com quatros grupos de qualidade reconhecida. De Santarém chega o Grupo académico de Danças Ribatejanas, enquanto a Póvoa de Varzim faz jus à sua vocação marítima, trazendo as chulas e os viras da região. Do Minho, os trajes vistosos são vestidos e honrados pelo Grupo Folclórico de São Torcato, e de Guimarães chegam “Os moliceiros de Ovar”. Da Figueira, pelo rancho da casa, podem esperar-se as modas de roda tradicionais, de inspiração comunitária.
Para terminar, e para aproveitar ao máximo a troca de experiências, a organização do Festimaiorca promove ainda, de 11 a 13 de Julho, ateliers de dança.

......................................................................................................

Exposição no Museu Municipal recorda Luís Wittnich Carrisso

O figueirense que redescobriu Angola

Foi a 14 de Fevereiro de 1886 que a Figueira da Foz viu nascer Luís Wittnich Carrisso, o menino que havia de formar-se com 19 valores em Filosofia Natural e, posteriormente, doutorar-se em Ciências Histórico-Naturais com a classificação máxima. Em 1918, com apenas 32 anos, Luís Carrisso já é professor catedrático e assume a direcção do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra. É no desempenho deste cargo que nasce em si a insatisfação que caracteriza os visionários: o professor dá-se conta da fraca exploração científica que Portugal leva a cabo nas, hoje, ex-colónias. Outros países, como Inglaterra, estão nesse campo muito mais avançados. O professor, entretanto casado com a também figueirense Ana Maria Costa Pereira de Souza, mete mãos à obra e, em 1927, apesar dos poucos fundos que conseguiu reunir, embarca na primeira de três expedições científicas que havia de fazer a Angola. Nesse território em larga medida virgem, pelo menos do ponto de vista académico, Luís Carrisso encontrou espécimens que trouxe para Portugal, e que passaram a integrar os herbários do Instituto Botânico da Universidade de Coimbra e do Museu Antropológico. De Angola, nas três missões realizadas, vieram por sua iniciativa ainda muitos objectos, e um precioso espólio fotográfico, que retrata muito mais do que a flora local: fala das gentes, dos costumes, da luz das paisagens desertas de Angola.
Luís Carrisso não chegaria a regressar com vida da terceira expedição científica a Angola. Faleceu em 1937, no Deserto do Namibe (Moçâmedes), a 14 de Julho, com apenas 51 anos. Como legado à ciência, deixou ainda várias espécies baptizadas com parte do seu nome, como a “Carrissoa angolensis”, a “Dissotis carrissoi” e a mais conhecida “Welwitschia Mirabilis”, que pode durar até 1500 anos.

Na Figueira até Outubro

Depois de ter estado em Coimbra, no âmbito da Semana da Universidade, a exposição que estará no Museu Municipal Dr. Santos Rocha aprofunda um pouco mais a ligação de Luís Carrisso à sua cidade natal, onde foi amigo e colaborador do próprio Santos Rocha, tendo-lhe sucedido na direcção do museu durante os 20 anos subsequentes à sua morte. O professor foi ainda sócio-fundador do Clube de Ténis, administrador-delegado da Comissão de Iniciativa de Turismo e realizou inúmeras conferências na Delegacia da Universidade Livre da Figueira da Foz. Muitos dos seus estudos sobre o fitoplâncton desenvolveram-se na baía de Buarcos.
Fotografias, exemplares da imponente “Welwitschia Mirabilis” e de outras plantas, artefactos, mapas e apontamentos vários podem ser apreciados nesta exposição, patente até 2 de Outubro, inaugurada esta terça-feira na presença do presidente da autarquia, Duarte Silva, da vereadora da Cultura, Teresa Machado, de familiares do próprio Luís Carrisso e de muitos convidados.

......................................................................................................

“Lugares, Sombras e Afectos” apresentado na Figueira

O livro “Lugares, Sombras e Afectos”, da autoria do escritor e ensaísta açoriano Urbano Bettencourt e do pintor Seixas Peixoto, nascido no Porto mas há muito a viver (n)a Figueira da Foz, foi apresentado na passada sexta-feira, no Restaurante Quinta Santa Catarina, pela jornalista de O Figueirense, Andreia Gouveia.
Obra que marca simultaneamente o regresso à escrita de Urbano Bettencourt – após dez anos de interregno – e os 20 anos de carreira nas artes plásticas de Seixas Peixoto, “Lugares, Sombras e Afectos” evoca locais de eleição para os autores, dos Açores a Cabo Verde, passando por outros, só encontrados no mapa das ideias e dos sentimentos.
Poemas de amor e sátiras sociais completam o leque dos textos e das imagens, que mais do que meras ilustrações, são outra forma de escrita, indo muitas vezes para além do texto.
Depois de ter sido apresentado em Bruxelas, nos Açores e em Coimbra, a obra – onde não passarão despercebidas algumas alusões à Figueira da Foz – está agora disponível na Casa Havaneza e no Restaurante Quinta Santa Catarina, que tem também patente a exposição dos desenhos incluídos em “Lugares, Sombras e Afectos”.

......................................................................................................

163 anos de dedicação à cidade

Filarmónica Figueirense teve “um ano em cheio”

A Sociedade Filarmónica Figueirense celebrou na passada terça-feira 163 anos de história e estórias pejadas de dedicação à causa pública.
Eugénio Ferreira, actual presidente da direcção, elencou as principais actividades desenvolvidas no último ano, destacando, entre outras, as actuações da banda de música da colectividade, a escola de música, as actuações do grupo cénico com a representação da peça “Entre Giestas” e a participação nas Jornadas de Teatro Amador do Lions Club da Figueira da Foz, a promoção de noite de fados e diversos bailes, torneios de sueca e, ainda no capítulo do teatro, as representações dos Reis Magos e da Serra a Velha. A presença na bienal de associativismo (a decorrer no Centro de Artes e Espectáculos) foi, ainda, mencionada.
Os investimentos também foram ventilados pelo timoneiro da Figueirense, muito em particular os respeitantes à aquisição de instrumentos musicais e obras de melhoramento ao nível dos sanitários para os homens, hall e fachada dom edifício-sede. Neste particular, o presidente da direcção falou ainda da aquisição de equipamento de som e de informática.
Nesta sessão de aniversário, José Carlos Costa Ferreira foi distinguido com o diploma de sócio de mérito, tendo sido descerrada uma fotografia de Manuel Ferreira Cavaco, perpetuando a memória do “Manuel Enfermeiro”.
Eugénio Ferreira, a este propósito, recordou histórias e a vida do homenageado, falecido em 1997.
A sessão evocativa da efeméride contou com a actuação da banda da Figueirense que, momentos antes, tinha ido cumprimentar a sua congénere Sociedade Filarmónica Dez de Agosto.
O delegação de Coimbra do Inatel, para este dia festivo, contribuiu com um apoio financeiro de 500 euros, tendo a autarquia figueirense entregue um cheque, para despesas correntes, no valor de euros.
Eugénio Ferreira encontra-se acompanhado na liderança dos destinos da Figueirense por Natércia Crisanto (Assembleia Geral) e Herculano Rocha (Conselho Fiscal).

......................................................................................................

Todos os conteúdos são propriedade de Fozcom - Produção e Comunicação Multimédia, S.A.

Desenvolvimento e Produção de 

:: Webdesign - Internet - Design Gráfico ::

Todos os Direitos Reservados.