Director:  
08 Julho/2005  
Ano 87º  
Edição N.º 5413  
 
 
  NOTÍCIAS

Fogo de S. João

Relatórios de acidente enviados a seguradora

“Conclusão inconclusiva”, foi a forma como Carlos Cunha definiu o apuramento dos resultados do incidente na noite de S. João da Figueira da Foz, em que o fogo de artifício causou queimaduras de 1.º, 2.º e 3.º graus a 51 pessoas, na madrugada do passado dia 24 de Junho.
O responsável pela empresa figueirense de pirotecnia explicou ser “impossível” apurar ao pormenor o que aconteceu, isto porque “a falha técnica” ocorrida poderá estar relacionada com variados produtos utilizados na feitura das granas de fogo de artifício, havendo diversos fornecedores dos vários componentes utilizados.
Recorde-se que uma das granadas rebentou no interior de uma das estruturas metálicas de projecção do fogo, fazendo com que outras contíguas projectassem, desta forma, o fogo sobre centenas de pessoas que assistiam à sessão piro-musical.
A empresa de Carlos Cunha “há mais de 20 anos” que labora neste tipo de festividades e “nunca nos aconteceu algo do género. Não sabemos explicar o que aconteceu”, referiu a O Figueirense.
O resultado da noite foi 51 pessoas assistidas devido a várias queimaduras.
Na passada sexta-feira, no Centro de Artes e Espectáculos (CAE) da Figueira da Foz, edifício que alberga a empresa municipal Figueira Grande Turismo, responsável pelas Festas da Cidade, decorreu uma reunião com todas as entidades envolvidas no fogo de artifício. O objectivo foi reunir todos os relatórios, das várias entidades, e dar prosseguimento ao eventual processo indemnizatório, visto que a empresa de pirotecnia já assumiu anteriormente responsabilidades sobre o sucedido.
À hora da reunião, Liliana Jesus (26 anos) e Mónica Ruas (27 anos) encontravam-se no CAE para entregar as roupas queimadas no incidente. Ambas afirmaram estar a sensivelmente “10 metros” de um bar nas imediações, “sentadas numa passadeira” quando foram atingidas pelos estilhaços das granadas que lhes provocou ferimentos de 2.º e 3.º graus (os mais graves) no pescoço, peito, tórax, membros posteriores e inferiores e ainda ao nível do rosto.
Mónica Ruas recordou que “pensava que ia ficar cega e surda”, tal foi o impacto dos estilhaços e o som produzido. A jovem foi atingida, entre outros locais, na zona do queixo. “Os estilhaços furaram-se o queixo e queimaram-me as gengivas e os dentes”, tendo inclusive de levar pontos.
Ambas enalteceram a assistência hospitalar (no local e no Hospital da Figueira), lamentando que “ninguém do turismo ou da Câmara nos contactou. Foi esta senhora (recepcionista do CAE) que nos informou que deveríamos fazer um relatório do que aconteceu e entregar, o que já fizemos”.
Mónica e Liliana mostraram aos jornalistas presentes várias peças de roupa e uma carteira com visíveis traços de queimaduras.

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Hospitais SA têm custos superiores às receitas devido a maior produção

Hospital da Figueira com um prejuízo de 1.398.735 euros

Os 31 hospitais com gestão empresarial registaram no ano passado custos superiores às receitas que geraram, o que justificam com o aumento da produção, segundo o relatório de actividades destas instituições referente a 2004.
O documento, a que a Agência Lusa teve acesso, revela que os 31 hospitais SA obtiveram 2.030 milhões de euros de proveitos – através da prestação de serviços, subsídios à exploração e vendas, entre outros –, o que representa um aumento de 8,9 por cento em relação a 2003.
Por seu lado, as mesma instituições gastaram 2.121 milhões de euros durante o mesmo período, mais 6,6 por cento do que no ano anterior.
Entre os custos, constam as despesas com o pessoal, os impostos e custos operacionais, entre outros.
No relatório, o aumento dos custos globais é justificado com o facto de ter aumentado a produção realizada na Rede dos Hospitais SA, a qual cresceu a um ritmo inferior a 2003.
No ano passado, os 31 Hospitais SA realizaram 249.237 intervenções cirúrgicas (mais 6,9 por cento do que em 2003), 4.028.743 consultas externas (mais 7,4 por cento), 2.768.278 episódios de urgência (menos 2,3 por cento) e 434.900 sessões de hospital de dia (mais 25,9 por cento).
Neste período saíram 463.829 doentes do internamento.
As contas de 2004 destas 31 unidades de saúde revelam um défice de exploração de 91,1 milhões de euros. Em relação ao ano anterior, o défice diminuiu 34,8 milhões de euros (27 por cento).
Apresentaram um resultado líquido negativo 16 Hospitais SA: Hospital de Amarante (prejuízo de 148.654 euros), Centro Hospitalar do Baixo Alentejo (2.371.053 euros), Hospital de Bragança (3.174.583 euros), Centro Hospitalar da Cova da Beira (8.463.244 euros), Centro Hospitalar do Médio Tejo (8.289.906 euros), Centro Hospitalar de Vila Real e Peso da Régua (3.931.179 euros), Hospital Egas Moniz (4.807.719 euros), Hospital de Famalicão (5.328.209 euros).
Também o Hospital da Figueira da Foz (com um prejuízo de 1.398.735 euros), Centro Hospitalar do Alto Minho (7.833.240 euros), Hospital de Guimarães (5.294.967 euros), Instituto Português de Oncologia do Porto (1.983.511 euros), Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio (15.496.005 euros), Hospital Pulido Valente (3.562.247 euros), Hospital de Setúbal (16.996.365 euros) e o Hospital do Vale do Sousa (6.836.995 euros) obtiveram resultados líquidos negativos.
Um resultado líquido positivo foi apresentado por 13 Hospitais SA: Hospital de Almada (lucro de 2.335.940 euros), de Santo António (48.794 euros), de Aveiro (767.048 euros), de Barcelos (33.023 euros), de Barreiro (504.412 euros), de Santa Cruz (174.112 euros), de Santa Maria da Feira (2.320.515 euros).
O Instituto Português de Oncologia de Coimbra (lucro de 97.700 euros), Instituto Português de Oncologia de Lisboa (2.118.120 euros), Hospital de Leiria (612.028 euros), Hospital de Santa Marta (438.579 euros), Unidade Local de Saúde de Matosinhos (570.784 euros) e o Hospital de Santarém (672.281 euros) obtiveram igualmente resultados líquidos positivos.

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Música e lazer na “ExpoFigueira’05”

A “ExpoFigueira’05” abre amanhã ao público pelas 17h, ainda antes pelas 15h proceder-se-á à reabertura da Casa do Paço com visita à Ala Central, de seguida realizar-se-á um colóquio subordinado ao tema “Inovação – Estratégia para o Desenvolvimento Empresarial”. A abertura do colóquio será realizada pelo Presidente da direcção da ACIFF, Fernando Cardoso, e contará com a intervenção de António Duarte Silva, Presidente da Câmara Municipal, Pedro Manuel Saraiva, Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro e de António Castro Guerra, Secretário de Estado Adjunto da Indústria e da Inovação.
A inauguração da “ExpoFigueira’05” ficará a cargo da Filarmónica Santanense e os visitantes poderão ainda assistir, pelas 22h, ao espectáculo musical – “Cantigas da Rua”.
Domingo, dia 10, a abertura da exposição ao público será pelas 17h, e durante a semana está marcada para as 18h30. Os visitantes, para além de muitas e diversas animações, poderão assistir a espectáculos musicais, com especial destaque para o fado, o encontro de tunas, Marco Paulo e a sua banda e “Los Sombreros”. A exposição terminará no dia 17, pelas 24h.
A “ExpoFigueira’05” terá lugar no Terrapleno do Instituto Portuário de Transportes Marítimos (IPTM), com uma área total de 20 000 m2 , dos quais 3000 m2 de área coberta, onde se encontram os expositores, e o restante espaço, área descoberta, encontra-se dividido pelas sete tasquinhas e palco.
Na sua visita à “ExpoFigueira’05” não deixe de visitar o stand d’O Figueirense, o seu jornal de sempre.

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Câmara já definiu apoio para ano lectivo 2005/06

Perto de 100 euros para livros e material escolar para cada aluno carenciado

A Câmara Municipal da Figueira da Foz já decidiu os montantes a atribuir aos alunos do 1.º ciclo do ensino básico do município, para o ano lectivo de 2005/06. Teresa Machado, vereadora do pelouro da Educação, afirmou na reunião do executivo que a autarquia vai cumprir o que está estipulado na lei, “muito embora não haja muitas autarquias que o façam”. Os valores, aprovados em Conselho Municipal de Educação, “são bastante superiores aos dos anos anteriores”, dando assim resposta às necessidades comunicadas pelos professores deste nível de ensino – o único sob alçada das autarquias – e que são agora iguais aos praticados nos 2.º e 3.º ciclos, muito embora a vereadora admita que, nestes, “as despesas são maiores”. De qualquer forma, os pais e/ou encarregados de educação de crianças a frequentarem um dos quatro anos que integram este primeiro ciclo, e cujos rendimentos justifiquem a atribuição de apoio no âmbito da acção social escolar, podem ficar descansados, já que, afirma Teresa Machado “os valores para os alunos do Escalão A cobrem perfeitamente todas as despesas, e representam uma fatia significativa para os do Escalão B”. Assim, as famílias com crianças integradas no primeiro escalão poderão realizar despesas até cerca de 96 euros, valor que desce para 48 euros no escalão B. Ao contrário do que acontece nos níveis de ensino seguintes, em que os valores efectivamente pagos pelas famílias são devolvidos meses depois, no 1.º ciclo da Figueira da Foz as facturas são pagas pela própria autarquia, evitando-se assim o esforço financeiro, por vezes complicado, na altura do início do ano lectivo. Para além dos livros e do material escolar adquirido por altura do arranque do ano escolar, a verba remanescente pode ser gasta ao longo do ano, à medida das necessidades. Os estabelecimentos comerciais onde os produtos são comprados enviam directamente à Câmara Municipal as facturas correspondentes.

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