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- NOTÍCIAS
Relatórios
de acidente enviados a seguradora
“Conclusão
inconclusiva”, foi a forma como Carlos Cunha definiu o apuramento
dos resultados do incidente na noite de S. João da Figueira
da Foz, em que o fogo de artifício causou queimaduras de
1.º, 2.º e 3.º graus a 51 pessoas, na madrugada do
passado dia 24 de Junho.
O responsável pela empresa figueirense de pirotecnia explicou
ser “impossível” apurar ao pormenor o que aconteceu, isto
porque “a falha técnica” ocorrida poderá estar relacionada
com variados produtos utilizados na feitura das granas de fogo de
artifício, havendo diversos fornecedores dos vários
componentes utilizados.
Recorde-se que uma das granadas rebentou no interior de uma das
estruturas metálicas de projecção do fogo,
fazendo com que outras contíguas projectassem, desta forma,
o fogo sobre centenas de pessoas que assistiam à sessão
piro-musical.
A empresa de Carlos Cunha “há mais de 20 anos” que labora
neste tipo de festividades e “nunca nos aconteceu algo do género.
Não sabemos explicar o que aconteceu”, referiu a O Figueirense.
O resultado da noite foi 51 pessoas assistidas devido a várias
queimaduras.
Na passada sexta-feira, no Centro de Artes e Espectáculos
(CAE) da Figueira da Foz, edifício que alberga a empresa
municipal Figueira Grande Turismo, responsável pelas Festas
da Cidade, decorreu uma reunião com todas as entidades envolvidas
no fogo de artifício. O objectivo foi reunir todos os relatórios,
das várias entidades, e dar prosseguimento ao eventual processo
indemnizatório, visto que a empresa de pirotecnia já
assumiu anteriormente responsabilidades sobre o sucedido.
À hora da reunião, Liliana Jesus (26 anos) e Mónica
Ruas (27 anos) encontravam-se no CAE para entregar as roupas queimadas
no incidente. Ambas afirmaram estar a sensivelmente “10 metros”
de um bar nas imediações, “sentadas numa passadeira”
quando foram atingidas pelos estilhaços das granadas que
lhes provocou ferimentos de 2.º e 3.º graus (os mais graves)
no pescoço, peito, tórax, membros posteriores e inferiores
e ainda ao nível do rosto.
Mónica Ruas recordou que “pensava que ia ficar cega e surda”,
tal foi o impacto dos estilhaços e o som produzido. A jovem
foi atingida, entre outros locais, na zona do queixo. “Os estilhaços
furaram-se o queixo e queimaram-me as gengivas e os dentes”, tendo
inclusive de levar pontos.
Ambas enalteceram a assistência hospitalar (no local e no
Hospital da Figueira), lamentando que “ninguém do turismo
ou da Câmara nos contactou. Foi esta senhora (recepcionista
do CAE) que nos informou que deveríamos fazer um relatório
do que aconteceu e entregar, o que já fizemos”.
Mónica e Liliana mostraram aos jornalistas presentes várias
peças de roupa e uma carteira com visíveis traços
de queimaduras.
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Hospitais
SA têm custos superiores às receitas devido a maior
produção
Hospital
da Figueira com um prejuízo de 1.398.735 euros
Os
31 hospitais com gestão empresarial registaram no ano passado
custos superiores às receitas que geraram, o que justificam
com o aumento da produção, segundo o relatório
de actividades destas instituições referente a 2004.
O documento, a que a Agência Lusa teve acesso, revela que
os 31 hospitais SA obtiveram 2.030 milhões de euros de proveitos
– através da prestação de serviços,
subsídios à exploração e vendas, entre
outros –, o que representa um aumento de 8,9 por cento em relação
a 2003.
Por seu lado, as mesma instituições gastaram 2.121
milhões de euros durante o mesmo período, mais 6,6
por cento do que no ano anterior.
Entre os custos, constam as despesas com o pessoal, os impostos
e custos operacionais, entre outros.
No relatório, o aumento dos custos globais é justificado
com o facto de ter aumentado a produção realizada
na Rede dos Hospitais SA, a qual cresceu a um ritmo inferior a 2003.
No ano passado, os 31 Hospitais SA realizaram 249.237 intervenções
cirúrgicas (mais 6,9 por cento do que em 2003), 4.028.743
consultas externas (mais 7,4 por cento), 2.768.278 episódios
de urgência (menos 2,3 por cento) e 434.900 sessões
de hospital de dia (mais 25,9 por cento).
Neste período saíram 463.829 doentes do internamento.
As contas de 2004 destas 31 unidades de saúde revelam um
défice de exploração de 91,1 milhões
de euros. Em relação ao ano anterior, o défice
diminuiu 34,8 milhões de euros (27 por cento).
Apresentaram um resultado líquido negativo 16 Hospitais SA:
Hospital de Amarante (prejuízo de 148.654 euros), Centro
Hospitalar do Baixo Alentejo (2.371.053 euros), Hospital de Bragança
(3.174.583 euros), Centro Hospitalar da Cova da Beira (8.463.244
euros), Centro Hospitalar do Médio Tejo (8.289.906 euros),
Centro Hospitalar de Vila Real e Peso da Régua (3.931.179
euros), Hospital Egas Moniz (4.807.719 euros), Hospital de Famalicão
(5.328.209 euros).
Também o Hospital da Figueira da Foz (com um prejuízo
de 1.398.735 euros), Centro Hospitalar do Alto Minho (7.833.240
euros), Hospital de Guimarães (5.294.967 euros), Instituto
Português de Oncologia do Porto (1.983.511 euros), Centro
Hospitalar do Barlavento Algarvio (15.496.005 euros), Hospital Pulido
Valente (3.562.247 euros), Hospital de Setúbal (16.996.365
euros) e o Hospital do Vale do Sousa (6.836.995 euros) obtiveram
resultados líquidos negativos.
Um resultado líquido positivo foi apresentado por 13 Hospitais
SA: Hospital de Almada (lucro de 2.335.940 euros), de Santo António
(48.794 euros), de Aveiro (767.048 euros), de Barcelos (33.023 euros),
de Barreiro (504.412 euros), de Santa Cruz (174.112 euros), de Santa
Maria da Feira (2.320.515 euros).
O Instituto Português de Oncologia de Coimbra (lucro de 97.700
euros), Instituto Português de Oncologia de Lisboa (2.118.120
euros), Hospital de Leiria (612.028 euros), Hospital de Santa Marta
(438.579 euros), Unidade Local de Saúde de Matosinhos (570.784
euros) e o Hospital de Santarém (672.281 euros) obtiveram
igualmente resultados líquidos positivos.
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Música
e lazer na “ExpoFigueira’05”
A
“ExpoFigueira’05” abre amanhã ao público pelas 17h, ainda
antes pelas 15h proceder-se-á à reabertura da Casa do
Paço com visita à Ala Central, de seguida realizar-se-á
um colóquio subordinado ao tema “Inovação – Estratégia
para o Desenvolvimento Empresarial”. A abertura do colóquio será
realizada pelo Presidente da direcção da ACIFF, Fernando
Cardoso, e contará com a intervenção de António
Duarte Silva, Presidente da Câmara Municipal, Pedro Manuel Saraiva,
Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento
da Região Centro e de António Castro Guerra, Secretário
de Estado Adjunto da Indústria e da Inovação.
A inauguração da “ExpoFigueira’05” ficará a cargo
da Filarmónica Santanense e os visitantes poderão ainda
assistir, pelas 22h, ao espectáculo musical – “Cantigas da Rua”.
Domingo, dia 10, a abertura da exposição ao público
será pelas 17h, e durante a semana está marcada para as
18h30. Os visitantes, para além de muitas e diversas animações,
poderão assistir a espectáculos musicais, com especial
destaque para o fado, o encontro de tunas, Marco Paulo e a sua banda
e “Los Sombreros”. A exposição terminará no dia
17, pelas 24h.
A “ExpoFigueira’05” terá lugar no Terrapleno do Instituto Portuário
de Transportes Marítimos (IPTM), com uma área total de
20 000 m2 , dos quais 3000 m2 de área coberta, onde se encontram
os expositores, e o restante espaço, área descoberta,
encontra-se dividido pelas sete tasquinhas e palco.
Na sua visita à “ExpoFigueira’05” não deixe de visitar
o stand d’O Figueirense, o seu jornal de sempre.
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Câmara
já definiu apoio para ano lectivo 2005/06
Perto
de 100 euros para livros e material escolar para cada aluno carenciado
A
Câmara Municipal da Figueira da Foz já decidiu os montantes
a atribuir aos alunos do 1.º ciclo do ensino básico do município,
para o ano lectivo de 2005/06. Teresa Machado, vereadora do pelouro
da Educação, afirmou na reunião do executivo que
a autarquia vai cumprir o que está estipulado na lei, “muito
embora não haja muitas autarquias que o façam”. Os valores,
aprovados em Conselho Municipal de Educação, “são
bastante superiores aos dos anos anteriores”, dando assim resposta às
necessidades comunicadas pelos professores deste nível de ensino
– o único sob alçada das autarquias – e que são
agora iguais aos praticados nos 2.º e 3.º ciclos, muito embora
a vereadora admita que, nestes, “as despesas são maiores”. De
qualquer forma, os pais e/ou encarregados de educação
de crianças a frequentarem um dos quatro anos que integram este
primeiro ciclo, e cujos rendimentos justifiquem a atribuição
de apoio no âmbito da acção social escolar, podem
ficar descansados, já que, afirma Teresa Machado “os valores
para os alunos do Escalão A cobrem perfeitamente todas as despesas,
e representam uma fatia significativa para os do Escalão B”.
Assim, as famílias com crianças integradas no primeiro
escalão poderão realizar despesas até cerca de
96 euros, valor que desce para 48 euros no escalão B. Ao contrário
do que acontece nos níveis de ensino seguintes, em que os valores
efectivamente pagos pelas famílias são devolvidos meses
depois, no 1.º ciclo da Figueira da Foz as facturas são
pagas pela própria autarquia, evitando-se assim o esforço
financeiro, por vezes complicado, na altura do início do ano
lectivo. Para além dos livros e do material escolar adquirido
por altura do arranque do ano escolar, a verba remanescente pode ser
gasta ao longo do ano, à medida das necessidades. Os estabelecimentos
comerciais onde os produtos são comprados enviam directamente
à Câmara Municipal as facturas correspondentes.
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