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08 Setembro/2006  
Ano 88º  
Edição N.º 5473  
 
 
  NOTÍCIAS

Alegadamente envenenados na baixa da cidade

“Reprodução alarmante de pombos atinge ponto de ruptura”

Praticamente todos nós já demos milho ou pão aos pombos. É imagem recorrente uma criança, acompanhada pelos pais, em jardins públicos, rodeada de pombos.
No entanto, a sua reprodução na Figueira da Foz atinge números “alarmantes”, razão pela qual têm chegado à autarquia figueirense variadas queixas de munícipes que se fartaram de ver roupas, casas, automóveis manchados pelos dejectos ácidos destes animais.
José Romano, veterinário municipal, propõe a criação de um pombal com uma alimentação controlada, medicada, que possa restringir a reprodução indiscriminada.

Até recentemente, havia uma certa benevolência com o pombo em áreas urbanas, sendo comum encontrarem-se em pontos turísticos em todo o mundo (como a Trafalgar Square em Londres, ou a Cinelândia carioca) vendedores ambulantes licenciados de milho que seria atirado aos pombos.
Actualmente, tais atitudes são desencorajadas e existe uma repugnância crescente à presença dos pombos, tidos como “ratos de asas”, em áreas urbanas.
Na Figueira da Foz, a exemplos de muitas outras cidades do país e estrangeiro, o problema da reprodução dos pombos é já uma realidade alarmante. O Figueirense sabe que à autarquia figueirense têm chegado várias queixas de munícipes, sobretudo pelos dejectos destes animais que tudo corrompem, devido à acidez das fezes. Roupas, fachadas de imóveis, viaturas, monumentos, são apenas alguns dos alvos destes pequenos animais.

“Números alarmantes”

José Romano, veterinário municipal da Figueira da Foz, salienta que “não é fácil combater o problema”, isto porque “muita gente dá-lhes alimento um pouco por todo o lado”. Afirma mesmo que “a sua reprodução está descontrolada”, sendo necessário tomar medidas oficiais para controlar estes “números alarmantes”.
Medidas essas que poderão passar pela sugestão apresentada por José Romano à autarquia figueirense da criação de um pombal, com alimentação controlada, com recurso a medicação hormonal que visa restringir a reprodução sem controle que hoje se verifica.
O responsável vai mais longe e pensa mesmo na necessidade de instaurar a proibição de alimentar os pombos. Um processo que “não é fácil de gerir”, atendendo aos cuidados a ter com as associações de protecção animal. “Estamos a atingir um ponto de ruptura”, alerta o veterinário municipal.

Justiça (?) pelas próprias mãos

Conforme noticiámos na última edição, precisamente devido a este problema, recentemente foram encontrados mortos cerca de duas dezenas de pombos, numa artéria da zona baixa da cidade.
A Junta de Freguesia de S. Julião recebeu a queixa verbal, e transmitiu-a a José Romano, que alertou o Serviço de Protecção da Natureza e Ambiente da Guarda Nacional Republicana (Cantanhede). Foi elaborado um auto, com registo de testemunhas (de quem terá dado algo aos pombos para comer) e congelado o alegado alimento envenenado que terá morto os animais.
Ao que apurámos, a brigada ambiental da GNR recolheu no local apenas pão com algumas sementes, uma vez que os pombos mortos foram colocados, por populares, num contentor de lixo, devido ao seu estado de putrefacção.

Jorge Lemos

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Período de adaptação até Janeiro de 2007

Praticantes de pesca lúdica obrigados a ter licença e a cumprir regras

Os praticantes da pesca lúdica, impedidos de comercializar peixe, vão ser obrigados a ter licença e a cumprir um conjunto de regras e restrições, como a quantidade de capturas, espécies, artes usadas ou local de actividade.
O secretário de Estado Adjunto da Agricultura e das Pescas, Luís Vieira disse à agência Lusa que a portaria publicada em Diário da República vem regulamentar uma situação de pesca que muitas vezes encobria uma actividade profissional, uma mudança que o sector pedia há décadas.
O diploma, que já entrou em vigor, vem regulamentar um decreto de 2000 e abrange somente Portugal continental.
A portaria salienta que as licenças de pesca lúdica só passam a ser exigíveis a partir de 1 de Janeiro de 2007, permitindo um período de adaptação aos pescadores por lazer.
O responsável governamental afirma que a prática da pesca lúdica será controlada e fiscalizada pela inspecção das pescas, pela ASAE (Agência para Segurança Alimentar e Económica) e pelas capitanias dos portos, Polícia Marítima.
O não cumprimento das regras definidas implica o pagamento de multas que se situam entre 250 e 2.500 euros para pessoas singulares e 25 a 30 mil euros para pessoas colectivas, avançou o secretário Estado.

“Conservação e gestão racional dos recursos”

A simplificação dos processos da Administração Pública também abrange esta área e as licenças para a pesca lúdica podem ser obtidas através do Multibanco, como salientou Luís Vieira. “O talão obtido no Multibanco funciona como licença”, explica, acrescentando que o valor a pagar pelos pescadores ainda não está definido, mas “será mais baixo que se fosse um processo gerido pela Administração Pública”. No entanto, outras alternativas para os praticantes terem a licença são as capitanias dos portos ou as direcções regionais de Pesca.
O objectivo primeiro da portaria é “a conservação e gestão racional dos recursos”, criando condições para a prática da pesca lúdica, protegendo a actividade, assegurando a sustentabilidade dos recursos marinhos e impedindo o desenvolvimento de uma actividade de pesca profissional a coberto da pesca lúdica, como pode ler-se no diploma.
As regras agora publicadas destinam-se a regular a actividade de pesca lúdica em águas interiores marítimas, águas interiores não marítimas sob jurisdição da autoridade marítima e águas oceânicas da zona económica exclusiva do continente.

Até 10 quilos por dia

Cada pescador pode capturar até 10 quilogramas de pescado por dia, para a generalidade das espécies, e dois qui-los para os crustáceos.
Para as embarcações uma quantidade de peixe permitida é de 25 quilogramas por cada barco.
As licenças podem ser mensais, anuais ou trianuais, para tipos de pesca como a apeada (a partir de terra), a bordo de embarcação e para pesca submarina, sendo a excepção a apanha de bivalves que não necessita desta autorização, como adiantou Luís Vieira.
O responsável refere as licenças para fins turísticos, para fins lúdicos e para pesca submarina.
A área turística é referida para proibir a retenção ou comercialização por parte de empresas deste sector, ou seus trabalhadores, de quaisquer espécies capturados através da pesca lúdica.
Quanto às restrições à actividade dos pescadores por divertimento, a lista inclui um conjunto de zonas proibidas como as barras (acessos e embocaduras), canais de acesso, de aproximação ou canais estreitos em portos, a menos de 100 metros das docas, portos de abrigo ou estabelecimentos de aquicultura.
A pesca lúdica também não é permitida nos portos de pesca e marinas de recreio, nas praias concessionadas em época balnear, a menos de 300 metros da costa e a menos de 100 metros da zona de qualquer esgoto, acrescenta o diploma.
Os praticantes de pesca lúdica têm ainda de respeitar as restrições biológicas e a dimensão mínima das espécies, além de guardar entre si ou face a pescadores profissionais uma distância mínima de 10 minutos.
Entre as espécies cuja captura está proibida contam-se a lampreia, salmão, sável, esturjão, cavalo-marinho ou tartarugas marinhas.

Rangel Coutinho com Lusa

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No Bizorreiro do Paião

Despiste faz dois feridos ligeiros

Por motivos desconhecidos, mas alegadamente relacionados com uma quebra de tensão, uma carrinha Toyota Dina, de caixa aberta, embateu na passada quarta-feira de manhã contra um poste de electricidade, na Rua de Castela, Bizorrei-o do Paião, deitando-o por terra.
As duas ocupantes da viatura, mãe e filha, residentes em Casal Novo (Paião), foram assistidas no local por elementos dos Bombeiros Municipais, Voluntários e INEM, tendo sido transportadas ao Hospital Distrital da Figueira da Foz. Os bombeiros tiveram de utilizar algum material de desencarceramento para conseguir abrir as portas da viatura.
Testemunhas no local afirmavam que a viatura sinistrada seguia a baixa velocidade, momentos antes do embate frontal. Fonte dos Bombeiros Voluntários afirmou apenas que a condutora apresentava sinais de tensão baixa.
Devido à queda do poste, a via ficou temporariamente encerrada ao trânsito automóvel.

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Centro Desportivo divide políticos de Buarcos

Com ou sem impacto ambiental

Em comunicado de imprensa, os membros do PSD na Assembleia de Freguesia de Buarcos vêm a público repudiar as afirmações proferidas recentemente por António João Paredes, presidente da Comissão Política Concelhia do PS, e pelo presidente da Junta de Freguesia de Buarcos, Carlos Moço, em que estes socialistas teceram críticas ao projecto do Parque Desportivo de Buarcos, relacionadas com a ausência de um estudo de impacto ambiental para o local (instrumento exigido para projectos a partir dos 50 hectares de ocupação, e de que o referido projecto, com 49, está dispensado), e com a inclusão do golfe no projecto que, defendem os socialistas, devia “dar à população infra-estruturas que esta possa usar”.

Dar as mãos

No comunicado assinado, entre outros, pelo ex-presidente daquela junta de freguesia, Álvaro Soares, e pelo ex-presidente do Teatro Trindade – União Foot Ball de Buarcos, Júlio Guerra, os sociais-democratas reagem, alegando que estas afirmações “prejudicam o desenvolvimento da nossa terra”, uma vez que visam “tentar criar dificuldades a um investimento de mais de seis milhões de euros”, quando “deviam era dar as mãos à Câmara e ajudar”, defendem, sublinhando que não faltam “freguesias dispostas a receber de braços abertos a construção destes equipamentos, que hão criar riqueza, emprego e desenvolvimento”.

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