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- NOTÍCIAS
Alegadamente
envenenados na baixa da cidade
“Reprodução
alarmante de pombos atinge ponto de ruptura”
Praticamente
todos nós já demos milho ou pão aos pombos.
É imagem recorrente uma criança, acompanhada pelos
pais, em jardins públicos, rodeada de pombos.
No entanto, a sua reprodução na Figueira da Foz atinge
números “alarmantes”, razão pela qual têm chegado
à autarquia figueirense variadas queixas de munícipes
que se fartaram de ver roupas, casas, automóveis manchados
pelos dejectos ácidos destes animais.
José Romano, veterinário municipal, propõe
a criação de um pombal com uma alimentação
controlada, medicada, que possa restringir a reprodução
indiscriminada.
Até
recentemente, havia uma certa benevolência com o pombo em
áreas urbanas, sendo comum encontrarem-se em pontos turísticos
em todo o mundo (como a Trafalgar Square em Londres, ou a Cinelândia
carioca) vendedores ambulantes licenciados de milho que seria atirado
aos pombos.
Actualmente, tais atitudes são desencorajadas e existe uma
repugnância crescente à presença dos pombos,
tidos como “ratos de asas”, em áreas urbanas.
Na Figueira da Foz, a exemplos de muitas outras cidades do país
e estrangeiro, o problema da reprodução dos pombos
é já uma realidade alarmante. O Figueirense sabe que
à autarquia figueirense têm chegado várias queixas
de munícipes, sobretudo pelos dejectos destes animais que
tudo corrompem, devido à acidez das fezes. Roupas, fachadas
de imóveis, viaturas, monumentos, são apenas alguns
dos alvos destes pequenos animais.
“Números
alarmantes”
José
Romano, veterinário municipal da Figueira da Foz, salienta
que “não é fácil combater o problema”, isto
porque “muita gente dá-lhes alimento um pouco por todo o
lado”. Afirma mesmo que “a sua reprodução está
descontrolada”, sendo necessário tomar medidas oficiais para
controlar estes “números alarmantes”.
Medidas essas que poderão passar pela sugestão apresentada
por José Romano à autarquia figueirense da criação
de um pombal, com alimentação controlada, com recurso
a medicação hormonal que visa restringir a reprodução
sem controle que hoje se verifica.
O responsável vai mais longe e pensa mesmo na necessidade
de instaurar a proibição de alimentar os pombos. Um
processo que “não é fácil de gerir”, atendendo
aos cuidados a ter com as associações de protecção
animal. “Estamos a atingir um ponto de ruptura”, alerta o veterinário
municipal.
Justiça
(?) pelas próprias mãos
Conforme noticiámos na última edição,
precisamente devido a este problema, recentemente foram encontrados
mortos cerca de duas dezenas de pombos, numa artéria da zona
baixa da cidade.
A Junta de Freguesia de S. Julião recebeu a queixa verbal,
e transmitiu-a a José Romano, que alertou o Serviço
de Protecção da Natureza e Ambiente da Guarda Nacional
Republicana (Cantanhede). Foi elaborado um auto, com registo de
testemunhas (de quem terá dado algo aos pombos para comer)
e congelado o alegado alimento envenenado que terá morto
os animais.
Ao que apurámos, a brigada ambiental da GNR recolheu no local
apenas pão com algumas sementes, uma vez que os pombos mortos
foram colocados, por populares, num contentor de lixo, devido ao
seu estado de putrefacção.
Jorge
Lemos
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Período
de adaptação até Janeiro de 2007
Praticantes
de pesca lúdica obrigados a ter licença e a cumprir regras
Os
praticantes da pesca lúdica, impedidos de comercializar peixe,
vão ser obrigados a ter licença e a cumprir um conjunto
de regras e restrições, como a quantidade de capturas,
espécies, artes usadas ou local de actividade.
O secretário de Estado Adjunto da Agricultura e das Pescas, Luís
Vieira disse à agência Lusa que a portaria publicada em
Diário da República vem regulamentar uma situação
de pesca que muitas vezes encobria uma actividade profissional, uma
mudança que o sector pedia há décadas.
O diploma, que já entrou em vigor, vem regulamentar um decreto
de 2000 e abrange somente Portugal continental.
A portaria salienta que as licenças de pesca lúdica só
passam a ser exigíveis a partir de 1 de Janeiro de 2007, permitindo
um período de adaptação aos pescadores por lazer.
O responsável governamental afirma que a prática da pesca
lúdica será controlada e fiscalizada pela inspecção
das pescas, pela ASAE (Agência para Segurança Alimentar
e Económica) e pelas capitanias dos portos, Polícia Marítima.
O não cumprimento das regras definidas implica o pagamento de
multas que se situam entre 250 e 2.500 euros para pessoas singulares
e 25 a 30 mil euros para pessoas colectivas, avançou o secretário
Estado.
“Conservação
e gestão racional dos recursos”
A
simplificação dos processos da Administração
Pública também abrange esta área e as licenças
para a pesca lúdica podem ser obtidas através do Multibanco,
como salientou Luís Vieira. “O talão obtido no Multibanco
funciona como licença”, explica, acrescentando que o valor a
pagar pelos pescadores ainda não está definido, mas “será
mais baixo que se fosse um processo gerido pela Administração
Pública”. No entanto, outras alternativas para os praticantes
terem a licença são as capitanias dos portos ou as direcções
regionais de Pesca.
O objectivo primeiro da portaria é “a conservação
e gestão racional dos recursos”, criando condições
para a prática da pesca lúdica, protegendo a actividade,
assegurando a sustentabilidade dos recursos marinhos e impedindo o desenvolvimento
de uma actividade de pesca profissional a coberto da pesca lúdica,
como pode ler-se no diploma.
As regras agora publicadas destinam-se a regular a actividade de pesca
lúdica em águas interiores marítimas, águas
interiores não marítimas sob jurisdição
da autoridade marítima e águas oceânicas da zona
económica exclusiva do continente.
Até
10 quilos por dia
Cada
pescador pode capturar até 10 quilogramas de pescado por dia,
para a generalidade das espécies, e dois qui-los para os crustáceos.
Para as embarcações uma quantidade de peixe permitida
é de 25 quilogramas por cada barco.
As licenças podem ser mensais, anuais ou trianuais, para tipos
de pesca como a apeada (a partir de terra), a bordo de embarcação
e para pesca submarina, sendo a excepção a apanha de bivalves
que não necessita desta autorização, como adiantou
Luís Vieira.
O responsável refere as licenças para fins turísticos,
para fins lúdicos e para pesca submarina.
A área turística é referida para proibir a retenção
ou comercialização por parte de empresas deste sector,
ou seus trabalhadores, de quaisquer espécies capturados através
da pesca lúdica.
Quanto às restrições à actividade dos pescadores
por divertimento, a lista inclui um conjunto de zonas proibidas como
as barras (acessos e embocaduras), canais de acesso, de aproximação
ou canais estreitos em portos, a menos de 100 metros das docas, portos
de abrigo ou estabelecimentos de aquicultura.
A pesca lúdica também não é permitida nos
portos de pesca e marinas de recreio, nas praias concessionadas em época
balnear, a menos de 300 metros da costa e a menos de 100 metros da zona
de qualquer esgoto, acrescenta o diploma.
Os praticantes de pesca lúdica têm ainda de respeitar as
restrições biológicas e a dimensão mínima
das espécies, além de guardar entre si ou face a pescadores
profissionais uma distância mínima de 10 minutos.
Entre as espécies cuja captura está proibida contam-se
a lampreia, salmão, sável, esturjão, cavalo-marinho
ou tartarugas marinhas.
Rangel
Coutinho com Lusa
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No
Bizorreiro do Paião
Despiste
faz dois feridos ligeiros
Por
motivos desconhecidos, mas alegadamente relacionados com uma quebra
de tensão, uma carrinha Toyota Dina, de caixa aberta, embateu
na passada quarta-feira de manhã contra um poste de electricidade,
na Rua de Castela, Bizorrei-o do Paião, deitando-o por terra.
As duas ocupantes da viatura, mãe e filha, residentes em Casal
Novo (Paião), foram assistidas no local por elementos dos Bombeiros
Municipais, Voluntários e INEM, tendo sido transportadas ao Hospital
Distrital da Figueira da Foz. Os bombeiros tiveram de utilizar algum
material de desencarceramento para conseguir abrir as portas da viatura.
Testemunhas no local afirmavam que a viatura sinistrada seguia a baixa
velocidade, momentos antes do embate frontal. Fonte dos Bombeiros Voluntários
afirmou apenas que a condutora apresentava sinais de tensão baixa.
Devido à queda do poste, a via ficou temporariamente encerrada
ao trânsito automóvel.
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Centro
Desportivo divide políticos de Buarcos
Com
ou sem impacto ambiental
Em
comunicado de imprensa, os membros do PSD na Assembleia de Freguesia
de Buarcos vêm a público repudiar as afirmações
proferidas recentemente por António João Paredes, presidente
da Comissão Política Concelhia do PS, e pelo presidente
da Junta de Freguesia de Buarcos, Carlos Moço, em que estes socialistas
teceram críticas ao projecto do Parque Desportivo de Buarcos,
relacionadas com a ausência de um estudo de impacto ambiental
para o local (instrumento exigido para projectos a partir dos 50 hectares
de ocupação, e de que o referido projecto, com 49, está
dispensado), e com a inclusão do golfe no projecto que, defendem
os socialistas, devia “dar à população infra-estruturas
que esta possa usar”.
Dar
as mãos
No
comunicado assinado, entre outros, pelo ex-presidente daquela junta
de freguesia, Álvaro Soares, e pelo ex-presidente do Teatro Trindade
– União Foot Ball de Buarcos, Júlio Guerra, os sociais-democratas
reagem, alegando que estas afirmações “prejudicam o desenvolvimento
da nossa terra”, uma vez que visam “tentar criar dificuldades a um investimento
de mais de seis milhões de euros”, quando “deviam era dar as
mãos à Câmara e ajudar”, defendem, sublinhando que
não faltam “freguesias dispostas a receber de braços abertos
a construção destes equipamentos, que hão criar
riqueza, emprego e desenvolvimento”.
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