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Concelho reforçado com 20 novos bombeiros municipais
A primeira mulher na corporação Marina Caetano, de 23 anos de idade, natural e residente em Miranda do Corvo, é a primeira mulher a ser contratada para os Bombeiros Municipais da Figueira da Foz. “É um grande orgulho, em 141 anos, ser a primeira mulher nesta corporação”. Nossa Senhora do Ó dá nome a nova ambulância “Nossa Senhora do Ó” é o nome da nova ambulância que o Casino Figueira (Sociedade Figueira Praia - SFP) ofereceu à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários, por ocasião das comemorações do 124.º aniversário da corporação. ......................................................................................................
Segurança infantil em destaque numa acção inédita na Figueira da Foz
A Unidade Coordenadora Funcional Infantil e Adolescente da Figueira da Foz (Centro de Saúde e Hospital Distrital da Figueira da Foz) promoveu recentemente, em colaboração com a Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) duas acções de formação, uma para profissionais de saúde, outra para pais e demais adultos com crianças a cargo. A esta que se pretende a primeira de mais acções formativas, assistiram pais e mães (sobretudo do Projecto Integrado de Intervenção Precoce que se encontra em curso no Centro de Saúde), avós e até uma bisavó. Porque quem ama, cuida. E dispõe-se a aprender a cuidar melhor. Acidentes acontecem Há acidentes evitáveis, e há outros que o não são. Na maioria dos casos, porém, a acção dos adultos pode, se não prevenir a ocorrência de acidentes, pelo menos reduzir a extensão e a gravidade das marcas deixadas nas crianças. Cadeirinha sempre Não facilitar é a ‘palavra de ordem’. Quando a água mata O afogamento é a segunda causa de morte infantil na maior parte dos países, incluindo Portugal. Um poço destapado, uma simples bacia para recolher a água da chuva, uma banheira que não se esvaziou depois do banho... podem ser fatais para crianças pequenas, em muito pouco tempo e de forma silenciosa. Em casa, de gatas A imaginação das crianças não conhece limites, por isso a melhor forma de as proteger da sua própria audácia é colocarmo-nos no lugar delas, à altura delas. “Percorrer a casa de gatas permite-nos ver o que elas vêem: as tomadas destapadas, os fios soltos, as plantas (cuidado com as venenosas), os objectos pequenos que podem asfixiar se engolidos, os detergentes (nunca trocar líquidos de garrafas e optar pelas embalagens com tampa ‘à prova de criança), e os xaropes (quanto mais doces mais atractivos) ao seu alcance, as diferenças de piso, enfim, muitas das potenciais fontes de acidentes”, explica Helena Sacadura. Ainda em casa, a APSI recomenda atenção especial para a área da cozinha: facas, superfícies quentes e objectos de vidro devem estar absolutamente inacessíveis às crianças. Cozinhar com as crianças ao colo ou deixar as pegas dos tachos voltadas para fora são também convites aos acidentes, graves. “Quem puder deve fazer um curso de primeiros socorros”, pede a técnica, uma vez que estes conhecimentos podem fazer a diferença entre a vida e a morte, entre um acidente que não deixa grandes seque-las, e um que marca a criança para sempre. Corporações de bombeiros e delegações da Cruz Vermelha Portuguesa são algumas das entidades que ministram, regularmente, estes cursos. Aranhas ou andarilhos Atrasam o processo da locomoção, porque permitem à criança deslocar-se sem grande esforço, mas, mais grave do que isso, podem dar origem a quedas graves, não apenas em escadas ou desníveis, como habitualmente se refere, mas também, por exemplo, no embate contra uma mesa baixa, cujo tampo choca violentamente contra a frágil cabeça do bebé, a velocidades superiores à da sua normal deslocação. Menos brinquedos, mas melhores Cuidado com os brinquedos ‘baratos’. Se é certo que o preço não, por si só, garantia de qualidade, também é público que os brinquedos mais baratos tendem a ter piores acabamentos, e a partirem-se com maior facilidade. “Antes de darem um brinquedo à criança, experimentem-no: puxem os olhos aos bonecos e as rodas aos carros, passem a mão pelas arestas, atirem-no ao chão. Se se partir é melhor que seja nas nossas mãos do que nas de uma criança”, alerta. A inscrição ‘CE’ permite pressupor que o brinquedo está em conformidade com as normas das directivas europeias, mas só isso: pressupor. “Não ha nada como testarmos nós”, conclui. Nada aconselhável é também o uso de pulseiras e anéis por crianças. “Quando roídos, estes objectos podem libertar pequenas partículas que podem ir parar aos pulmões das crianças”, esclarece a técnica, que acrescenta que brinquedos com pilhas “só se estas estiverem em compartimentos fechados a parafuso”. Mais sessões em breve A Unidade Coordenadora Funcional Infantil e Adolescente da Figueira da Foz pretende promover outras sessões no concelho, sobre diferentes temáticas relacionadas com estas faixas etária. Nesta acção experimental o tempo dividiu-se entre os alertas acima reproduzidos e as histórias reais contadas pela assistência, que expôs dúvidas e lançou novos temas. No fim, os participantes foram brindados com panfletos informativos da APSI e amostras da Nestlé, entregues em mão por um representante da marca. Brinquedos para quem mais precisa Finda a quadra natalícia, o Centro de Saúde da Figueira da Foz – Buarcos (CSFFB) está a receber brinquedos, novos ou usados em bom estado, que as pessoas desejem ver entregues aos cuidados e carinhos de crianças que precisam de brincar todo o ano, e não apenas no Natal. A iniciativa é da equipa que coordena o Projecto Integrado de Intervenção Precoce (PIIP), e os brinquedos serão entregues no âmbito de uma acção de sensibilização para a importância pedagógica do brinquedo. Andreia Gouveia |