Director:  
16 Fevereiro/2007  
Ano 88º  
Edição N.º 5495  
 

 

  DESPORTO

Naval visita Dragão

Duelo entre equipas de orgulho ferido

Seja em que circunstância for, defrontar o Futebol Clube do Porto não é tarefa fácil para ninguém. Caso o confronto seja no “Dragão”, ainda mais difícil se torna e se o embate vem na sequência de três derrotas consecutivas dos azuis e brancos, então, nem sequer é bom falar.
Uma montanha de dificuldades espera (hoje) a Naval a partir das 20h30 – encontro que terá transmissão televisiva – no Estádio do Dragão, partida que assinala a abertura da 18.ª jornada da Bwinliga.
Pelo lado figueirense, as coisas não se apresentam fáceis. As duas últimas partidas não correram de feição aos navalistas, já que frente ao seu público averbaram duas derrotas, uma delas de digestão extremamente difícil como foi o caso da eliminação da Taça de Portugal frente ao Bragança.
As duas formações vão certamente tentar dar a volta por cima da eventual crise que possam estar a viver, qual delas o conseguirá, por enquanto, é uma total incógnita.
Na formação nortenha os seus responsáveis movem montanhas para despenalizar o seu menino de ouro, Quaresma. Na Naval faz-se um grande esforço para recuperar toda uma série de mazelas de forma a poder alargar ao máximo as opções do seu técnico Mariano Barreto.
Um bom jogo em perspectiva ao qual certamente não irá faltar aquilo que caracteriza os grandes jogos: a emoção.

Orestes restabelecido

Foi grande o susto que o brasileiro Orestes pregou aos responsáveis navalistas no final do encontro com o Bragança. O jogador ao disputar um lance com no guardião adversário foi socado na cabeça ficando à beira da inconsciência. No final da partida o jogador foi transportado ao Hospital da Figueira, onde apresentou um traumatismo do hemicranio, diagnóstico que o obrigou a ficar durante várias horas em observação e vigilância. 
O mau tempo já passou, Orestes está restabelecido, já integrou o trabalho normal da equipa na preparação do encontro com o Porto e certamente vai ser uma das opções de Mariano Barreto para o encontro no Estádio do Dragão.

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Jornada de “pastéis” indigestos e “queijadas” saborosas

Depois de um jogo frente ao Belenenses em que os figueirenses mostraram poucos argumentos para poder vencer o antagonista, tudo se modificou na deslocação a Queluz em que a turma do Ginásio foi igual a ela própria. Demonstrou uma grande maturidade ao qual juntou uma atitude de raça, acabando por vencer justamente uma partida que se antevia de muito difícil, contudo pelos condimentos utilizados os ginasistas conseguiram tornar fácil.
Uma espectacular exibição de Ricky Woods catapultou a turma ginasista para uma exibição convincente. O norte-americano, bem coadjuvado por Chet Stachitas e Jesse Smith, esteve imparável, estabelecendo a diferença entre os dois conjuntos. Depois de um equilíbrio nos 10 minutos iniciais o Ginásio teve a sua primeira grande explosão no decorrer do segundo quarto, chegando ao intervalo a vencer por 34-24.
Havia alguma expectativa quanto à abordagem por parte das duas equipas ao terceiro parcial. O Ginásio vacilou, permitiu um parcial de 22-15 ao adversário perdendo quase toda a vantagem adquirida nos primeiros vinte minutos. Temeu-se a repetição de um filme muitas vezes já visto. Mas não. Desta feita, Salvador deu lição de cátedra e os seus comandados partiram para os derradeiros dez minutos com atitude demolidora, ganhando nova vantagem a rondar a dezena de pontos. Depois, foi só saber aplicar as regras de uma boa gestão.

Próxima jornada

Ginásio – F. C. Porto, realiza-se no domingo, dia 18, às 17 horas, no Pavilhão Jorge Galamba Marques

Bater o pé aos dragões

Ginásio e Futebol Clube do Porto têm no próximo domingo encontro marcado no Pavilhão Jorge Galamba Marques. Agendar um jogo destes neste calendário é convidar um pavilhão às moscas, todavia tanto quanto sabemos a realização da partida neste horário deve-se unicamente a compromissos televisivos.
Cada um sabe as linhas com que se cose, todavia o basquetebol enquanto modalidade, pelo maior apoio que as transmissões televisivas confiram aos clubes, vive de gente nos pavilhões e certamente poucos trocarão provavelmente a folia de uma tarde de Carnaval por um jogo de basquetebol. Sem pretendermos ser arautos da desgraça, porventura será por decisões destas que a Liga Profissional já contou com 14 clube e agora já só tem nove.
Quanto ao jogo, escusado será dizer das tremendas dificuldades que o Ginásio vai encontrar para ultrapassar o seu poderoso adversário, mas como diz o ditado “é Carnaval, ninguém leva a mal”, daí que há que vencer e depois logo se vê.

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