Director:  
17 Novembro/2006  
Ano 88º  
Edição N.º 5483  
 
  CRÓNICAS

Ser empresário

Por que é que continuam a existir pessoas a querer criar as suas próprias empresas?
Sabia que 80 por cento dos negócios que forem criados este ano estarão fechados daqui a 5 anos? Sabia que dos restantes 20 por cento, a sua esmagadora maioria, nunca atinge o crescimento desejado? No entanto, todos temos a consciência de que a maior parte destes empresários trabalha mais horas e recebem menos dinheiro do que se estivessem a trabalhar por conta de outrém.
Então o que leva as pessoas a investirem o seu tempo e o seu dinheiro numa aventura que estatisticamente está votada ao fracasso?
Neste espaço tentarei fazer com que aprenda a pensar e agir como um empresário; comece a trabalhar mais no seu negócio e menos para o seu negócio. Irei dar-lhe algumas dicas que o possam ajudar a descobrir o que pode correr mal, vencer a estatística e construir uma empresa rentável que trabalhe mesmo sem a sua presença.
Ao longo da minha vida profissional, fui-me apercebendo de que a maioria das pessoas se lança no desafio de criar a sua própria empresa, apenas e unicamente por uma razão: liberdade – quer represente o trabalhar para si próprio, ter mais tempo para si, a liberdade financeira, ou apenas a liberdade de saber que estão no comando das suas próprias vidas.
Para a maior parte dos empresários estes sonhos rapidamente se tornam em pesadelos. Em vez de dirigirem os seus negócios são dirigidos pelos seus negócios; em vez de trabalharem menos são escravos do seu negócio; em vez de viverem a liberdade financeira vivem na agonia diária que os vai esgotando dia-a-dia sem fim à vista.
Com efeito, estas pessoas tiveram que assumir grandes riscos e gastar todas as suas energias apenas para comprar um emprego, ainda por cima mal pago e com um horário impraticável.
Quererá isto dizer que eu sou apologista de que as pessoas não se devem lançar no desafio de criar a sua empresa? Não! Bem pelo contrário, aquilo que me motiva a escrever esta coluna é inspirar os empresários e candidatos a empresários a criar e transformar a sua empresa numa empresa rentável que funcione mesmo sem a sua presença.
Confusos?! Eu sei que isto é uma viragem de 180º em relação à imagem que tinha de si no comando da sua empresa – o capitão que nunca abandona a ponte: se a minha empresa não precisar do meu trabalho, então o que é que estou lá a fazer? Vamos reflectir um pouco. Consegue tirar umas semanas consecutivas de férias? Consegue ir buscar os seus filhos à escola, todos os dias? Porquê? Porque não pode abandonar o negócio – lembra-se, é o capitão e não pode abandonar a ponte. Então por que é que não constrói uma empresa que possa trabalhar sem a sua presença permanente? Por que é que em vez de construir o seu próprio emprego, não constrói uma empresa organizada e lucrativa que funcione independentemente da sua presença?! Já pensou que se algum dia quiser vender a sua empresa, ninguém a irá comprar se ela só funcionar com a sua presença?!
É por esta razão que tem de sair da rotina do dia-a-dia de trabalho no seu negócio. Comece já hoje a investir algum tempo, por dia, a trabalhar o seu negócio.
Irei tentar ajudá-lo nesta mudança de mentalidade e de processos de trabalho para que possa finalmente alcançar os seus sonhos.

António Saboga Almeida
Business Coach da Action-International
antoniosaboga@action-international.com
www.actioncoaching.com/antoniosaboga

......................................................................................................

Globalizar

“Não perguntes o que o teu País pode fazer por ti, mas sim o que tu podes fazer pelo teu país”
John F. Kenney

A globalização, ao abrir as fronteiras a um novo comércio mundial, desenvolveu a competição entre empresas e trabalhadores de todo o mundo, (rivalizando-se mesmo entre operários do mesmo grupo, como acontece na Volkswagen,  correspondendo uma nova competição global, onde a única forma de sobrevivência possível será produzir cada vez mais e mais barato, com objectivos programados e escalonados de forma a aumentar os resultado e respectivos lucros.
A promessa de uma mundialização / globalização foi sempre o velho sonho de todos os cosmopolitas: realizar a unidade política do mundo, fazendo dele uma única comunidade humana.   
Ninguém imaginaria é que este sonho se tornaria numa exigência económica para a sobrevivência das grandes potências mundiais. O crescimento das suas empresas e o aumento do consumo dos seus habitantes, exigiu a expansão dos seus mercados e das áreas de exploração dos recursos existentes no planeta.
No entanto, um sistema económico só é sustentável quando estão presentes o seguintes factores: investimento, produção, consumo e lucro. Hoje, quase todos sabemos disto, porém, quando olhamos para o nosso país não vemos investimentos, a produção está estagnada, a riqueza começa a ficar mal distribuída e com isto não existe consumo interno e as exportações são quase insignificantes. A economia global é uma realidade e não adianta fugir do assunto. A realidade está aqui, as estatísticas comprovam a perda do mercado de exportações.
Portugal vende pouco, o dinheiro que entra é insuficiente, os custos são elevados, as empresas não se sustentam e “fogem” (mas será que ninguém previa isto?). Os centros de decisão emigram e levam junto com eles os empregos mais bem pagos, ficando por cá sem lugar os trabalhadores mais preparados, deixando o Estado sem forma de cobrar os altos impostos. Até que no fim, não há dinheiro nas finanças públicas para sustentar os serviços, nem para pagar as prestações sociais. Em resumo: é a crise… a crise orçamental, social e económica.

Bruno Correia

......................................................................................................

Todos os conteúdos são propriedade de Fozcom - Produção e Comunicação Multimédia, S.A.

Desenvolvimento e Produção de 

:: Webdesign - Internet - Design Gráfico - Alojamento - Manutenção - Redesign - E-Commerce - Produção de Banners - Cd's Multimédia - Mailing Lists ::

Todos os Direitos Reservados.