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- CULTURA
Jacinta em Casino Unplugged
Jacinta, uma das mais reconhecidas vozes do jazz, que no seu primeiro disco, um tributo à diva do soul Bessie Smith, alcançou o galardão de ouro e se posicionou entre as melhores intérpretes portuguesas deste estilo musical, vai estar no salão caffé do Casino Figueira para um concerto intimista em mais uma edição de Casino Unplugged.
Jazz puro e duro
A 21 de Novembro, às 22h30, Jacinta apresenta o seu novo trabalho “Daydream”, com o qual a cantora espera “abrir portas na Europa, porque é um disco de jazz puro e duro, ao contrário do anterior, que era mais de crossover”.
Com “Daydream”, Jacinta marca pontos ao fazer-se acompanhar por alguns dos mais reputados músicos internacionais, liderados Greg Osby, que também produziu o álbum. Gravado em Nova Iorque, o álbum integra cinco temas de Duke Ellington, com letras em português de Tiago Torres da Silva; um tema de Thelonious Monk, “Ask Me”, na sua versão original (já que a viúva do célebre pianista não autorizou a tradução da letra); duas canções brasileiras “Luísa” de Tom Jobim e “Jogral” de Djavan e “Canção de Embalar” de José Afonso (um tema escolhido por Jacinta a pedido de Greg Osby, que insistiu com Jacinta para que incluísse no disco uma canção de embalar famosa em Portugal).
Aclamada na crítica portuguesa pela sua “voz quente, redonda, possante” (Miguel Soares, Comércio do Porto), Jacinta recebeu o prémio “Músico Revelação 2001” do programa “Cinco Minutos de Jazz” (Antena 1, desde 1966), referida como “A cantora de jazz portuguesa”, por José Duarte. “Segura, conhecedora” (Emanuel Carneiro, Jornal de Notícias), Jacinta transmite emoção e garra no timbre da sua voz, complementando-a com um swing sólido e natural. “A sua abordagem da música é absolutamente adulta e madura. Jacinta é uma cantora assertiva, sólida, com expressividade e sentido musical excelentes.” - Miguel Gas par, All Jazz.
Uma estrela
Jacinta tem um passado musical pouco comum numa cantora de jazz. Aos 22 anos uma excelente actuação de jazz vocal no programa “Chuva de Estrelas” impulsionou a sua carreira como cantora, tendo sido solicitada para inúmeros concertos a partir de então. Submergindo-se no estudo de música clássica em piano e composição, e até liderando como cantora e compositora um grupo de rock sinfónico, é no mundo do jazz que a sua energia musical encontra plena expressão.
Em 1997 Jacinta mudou-se para Nova Iorque para frequentar a Manhattan School of Music, onde foi premiada com bolsa de estudos para realização de Mestrado em Jazz Vocal. Ainda em Nova Iorque, Jacinta participou em workshops com grandes nomes do jazz contemporâneo, como Maria Schneider, Ed Neumeister, Mark Murphy, Dave Holland e Annie Ross. Prosseguiu estudos de improvisação com Chris Rosenberg da banda Ornette Coleman, e de interpretação estilística com Peter Eldridge dos New York Voices. Começou a cantar profissionalmente em Nova Iorque, deslumbrando o público com o seu estilo enérgico. Em Fevereiro de 2001 volta a Portugal a convite do aclamado trompetista e compositor Laurent Filipe, para uma série de concertos de homenagem a Bessie Smith, a grande imperatriz do Blues.
Entre os mais respeitados críticos de jazz em Portugal, Jacinta é descrita como tendo “uma presença em palco cheia de confiança e à vontade” (António Rubio, Correio da Manhã), e como possuidora de uma “voz forte e soberana” (António Ferro, O Primeiro de Janeiro).
Jacinta possui um forte sentido rítmico e as suas improvisações de jazz são dignas “de uma cantora cheia de maturidade, de um nível que nunca apareceu neste país” (António Rubio, Correio da Manhã).
Considerada “uma das grandes vocalistas do momento” (Rodrigo Affreixo, Blitz), Jacinta já actuou em clubes de jazz de renome mundial como Yoshi’s e Kimball’s East.
Jacinta regressa a Portugal em Fevereiro de 2003 com o quarteto Michael Bluestein para a estreia do seu projecto “Jacinta canta Monk” no Festival de Valado dos Frades e para o lançamento do disco Tributo a Bessie Smith.
Entrada livre para “Daydream”
No palco do Salão Caffé do Casino Figueira, Jacinta vai estar acompanhada de Rui Caetano ao piano, Jorge Reis ao saxofone, João Custódio no contrabaixo e João Lencastre na bateria, no âmbito de uma grande digressão nacional que, no Casino Figueira, tem entrada livre.
A febre continua
“Dance Fever”, o show internacional do Casino Figueira, continua em exibição no salão caffé, quartas e quintas-feiras às 22h30, sextas e sábados às 23h00 e domingos às 17h00, sempre com entrada livre. O elenco do espectáculo é composto por doze bailarinos, a cantora Verity Brown e Paulo Ponce, considerado um dos três melhores do mundo na sua arte, com chapéus, bolas e malabares. Coreografias ousadas, guarda roupa sensual, uma banda sonora irreverente e diversificada são os ingredientes de um espectáculo que surpreende, em 55 minutos de pura emoção.
José Cid comoveu
A noite de S. Martinho viveu-se no Casino Figueira com a música do consagrado José Cid a fazer os convivas reviver alguns dos temas mais badalados da música nacional. Num serão onde o líquido de Baco também mereceu destaque, da mostra de acessórios no átrio à degustação de vinhos, as baladas de José Cid preencheram uma noite de Verão… de S. Martinho.
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FEDRAVE e autarquia figueirense assinaram protocolo
Aveiro e Figueira da Foz mais próximas
O presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Duarte Silva, e o professor universitário Armando Teixeira Carneiro, na qualidade de administrador da fundação para o Estudo e Desenvolvimento da Região de Aveiro (FEDRAVE) e de presidente do Instituto Superior de Ciências da Informação e da Administração (ISCIA), assinaram no passado dia 9 de Novembro um protocolo que visa conceder, a funcionários da autarquia figueirense e seus familiares directos, bolsas de estudo do ISCIA. “Esta é uma outra forma de aproximar a Figueira da Foz e Aveiro”, sustentou Armando Carneiro, que já se considera “figueirense de coração”.
A FEDRAVE é uma fundação de direito privado, com reconhecimento oficial de utilidade pública, que tem, entre outros, os objectivos de criar e gerir instituições de ensino, e de organizar e dirigir cursos superiores. A concessão de bolsas de estudos é outra das preocupações desta fundação, que se desenvolve fundamentalmente com base no ISCIA, que considera como um centro de gestão de conhecimentos variável, integrado numa rede dinâmica de conhecimento.
Na área da sua política social, a FEDRAVE atribui, todos os anos, um conjunto de bolsas de estudo para cursos graduados, pós-graduados e de especialização. A FEDRA-VE, considerando que a “Câmara Municipal da Figueira da Foz (CMFF) defende, no âmbito dos seus objectivos gerais e no desempenho das suas funções e atribuições, a dignificação da valorização cívica e profissional dos trabalhadores municipais, através de uma política de formação que maximize o aproveitamento dos recursos disponíveis no quadro de uma gestão racionalizada e moderna”, decidiu atribuir, anualmente, duas bolsas (uma licenciatura e um mestrado), que poderão beneficiar funcionários municipais ou seus familiares directos. Cada bolsa contempla todos os pagamentos devidos a títulos de matrícula e propinas, enquanto o bolseiro tiver aproveitamento. Na falta, injustificada, de aproveitamento, a bolsa caduca. O bolseiro tem apenas de pagar 100 euros de inscrição no ISCIA.
Homenagens
Cada bolsa terá um nome de personalidade ou instituição que se distinga ou tenha distinguido na área do conhecimento em apreço ou na zona onde a bolsa é atribuída. Assim, as bolsas para o ano lectivo de 2006/07 terão a designação de Maurício Águas Pinto (licenciatura em Gestão Internacional) e Engenheiro Fernando Muñoz de Oliveira (mestrado em Gestão Portuária), enquanto as de 2007/08 prestam homenagem a Manuel Cardoso Martha (licenciatura em Comunicação) e Comandante António Artur Baldaque da Silva (mestrado em Gestão Portuária).
Razões históricas
As bolsas de estudo, cujas candidaturas serão recebidas e enviadas à FEDRAVE pela CMFF, serão alvo de uma comissão de análise, decisão e acompanhamento, constituída por um elemento de cada uma das instituições signatárias. Refira-se ainda que está registado em protocolo que “o bolseiro deverá sempre dignificar, pelo seu comportamento e conduta escolar e social, tanto a FEDRVE como a CM-FF, entidade através da qual recebeu a bolsa, podendo ser solicitado a participar em eventos nacionais ou internacionais de estudantes, sendo os custos assumidos pela FEDRAVE.
Amigo de juventude de Armando Teixeira Carneiro, Duarte Silva agradeceu ao administrador da FEDRAVE o continuado interesse e empenho no desenvolvimento da Figueira da Foz, sublinhando que as áreas de atribuição das bolsas de estudo são “de particular interesse para os figueirenses”.
O professor universitário defendeu o “desenvolvimento sobre os paralelos” e chamou a atenção para o facto de os portos de Aveiro e Figueira da Foz serem “dois pólos de logística importantes, com as suas especificidade, que devem unir--se”, recordando que “Aveiro já rompeu um pouco o isolamento em acessibilidades, e a Figueira está nesse caminho”. Já o edil figueirense aproveitou a oportunidade para lembrar que “a questão portuária esteve sempre presente no desenvolvimento das duas cidades, sendo que a Figueira da Foz só existe como cidade porque tem um porto de mar”, embarcando mesmo num ‘regresso ao passado’: “chegou a haver um projecto de ligação fluvial, no século XIX, entre Aveiro e Figueira da Foz, a exemplo do que aconteceu na Alemanha e em França, mas que acabaria por cair no esquecimento”. Duarte Silva concluiu a sua intervenção afirmando-se convicto de que Aveiro e Figueira da Foz, juntas, têm uma oferta mais competitiva no contexto da região centro e do eixo com Espanha através de Salamanca. “O actual governo também assim o entendeu, ao contemplar-nos no plano de logística a nível nacional”, rematou.
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