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17 Novembro/2006  
Ano 88º  
Edição N.º 5483  
 

 

  DESPORTO

Rogério Gonçalves troca Naval pelo Braga

Fernando Mira assume comando da equipa

A deserção de Rogério Gonçalves para o S. C. de Braga deixou o presidente da Naval, Aprígio Santos, à beira de um ataque de nervos. Na Naval toda a gente foi apanhada de surpresa, mas lá diz o ditado, “rei morto… rei posto” e Fernando Mira, desde a passada segunda-feira, assumiu o comando técnico da equipa.

Aprígio Santos não quis classificar a promoção de Fernando Mira a técnico principal como provisória ou definitiva. “Na Naval nada é definitivo. Entre esta semana e a próxima vou pensar seriamente no assunto”, sublinhou acrescentando que “Fernando Mira vai comandar a equipa tecnicamente no encontro com o Paços de Ferreira e quase de certeza frente ao Sporting”.
“Aproxima-se um ciclo terrível que não vai ser fácil”, refere o presidente da Naval. “O Fernando Mira é uma pessoa da casa, tem a minha confiança e está comigo desde há treze anos. Conhece como ninguém os cantos desta casa, conhece o plantel mas não o quero “queimar”.
O presidente da Naval recusou-se mesmo a falar de eventuais treinadores e comentar quaisquer nomes, mesmo os daqueles que já estavam dados como certos na sucessão. “Nas próxima duas semanas vou pensar a sério no assunto. Estou tranquilo, vamos decidir o que vai ser melhor para a Naval”.

Uma ferida que fica para sarar

Face ao processo de rescisão de Rogério Gonçalves, a Naval será no futuro uma porta fechada para o homem que a levou ao mais alto patamar do futebol nacional? Uma pergunta respondida por Aprígio Santos: “Nunca se deve dizer nunca. O que eu digo e estou mesmo muito magoado é pela forma como este processo foi iniciado, conduzido e finalizado. Ficou uma ferida que vai custar a sarar”. Aprígio mostrou que falar neste processo lhe deixa um certo mal-estar. “Não nos queremos armar em vítimas, mas há coisas, que pela sua importância, não podem ser tratadas pelo telefone”, referiu o líder do executivo navalista, referindo-se ao processo de rescisão de Rogério Gonçalves.
”Não tínhamos de abdicar dos nossos direitos. Pagamos todos os meses aos nossos colaboradores e estes quando se vão embora recebem tudo. Por que não hão-de ter o mesmo procedimento connosco?”.
O projecto de confirmação e evolução na Bwinliga continua em curso, afirmação peremptória de Aprígio Santos: “nesta casa os projectos não são pertença de ninguém, ou melhor, são pertença da Naval”, sublinhou o timoneiro da nau navalista, concluindo que “tudo passa por mim e assim vai continuar. Cada vez mais a vida me dá razão. Os clubes não se podem alienar das suas responsabilidades. Por vezes acontecem coisas que não estamos à espera e é por isso que eu defendo que os projectos não são de ninguém. É apenas e só dos clubes”.

Campeonato reata-se domingo

Depois da interrupção dos campeonatos da Liga Profissional devido aos afazeres das selecções nacionais, retoma-se a competição futebolística no próximo domingo com a deslocação da turma da Naval à Mata Real, para defrontar a equipa da capital do móvel, Paços Ferreira, em encontro agendado para as 16 horas.
Três pontos são o diferencial positivo favorável a Naval resultante da 7.ª posição da tabela, frente ao 9.º lugar ocupado pela turma do Paços. A formação nortenha tem mantido uma campanha de regularidade somando nos nove jogos realizados três vitórias, três empates e o mesmo número de derrotas, totalizando 12 pontos. A Naval, por sua vez, com o mesmo número de jogos, totaliza quatro vitórias, três empates e duas derrotas, somando até ao momento 15 pontos.
Este encontro apresenta-se de grande importância para as cores figueirenses. Por um lado, trata-se do primeiro jogo a seguir a uma mudança de técnico e se Fernando Mira se estrear com um resultado positivo, aumentará significativamente o capital de confiança entre adeptos, jogadores e dirigentes. Depois – e não menos importante – surge a seguir a uma derrota (Marítimo) e como se diz na gíria, as grandes equipas nunca perdem duas vezes seguidas. Finalmente, uma vitória será certamente uma motivação extra para o encontro que vem a seguir em que os homens da Naval serão anfitriões do Sporting.

Rogério Neves

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Portugal ‘bate’ Sérvia por 3 – 0

Figueirense Hugo Almeida foi um dos marcadores

Portugal e Sérvia encontraram-se na passada terça-feira no relvado do municipal José Bento Pessoa, tendo a vitória sorrido à equipa das quinas, por três bolas a zero. O figueirense Hugo Almeida foi um dos marcadores, assinando dois golos, aos três e 17 minu-tos.
O avançado do Werder Bremen pela primeira vez na sua carreira alinhou com a camisola da Selecção Nacional na cidade que lhe serviu de berço. Hugo Almeida conta com internacionalizações em todos os escalões a partir de iniciados. Depois de várias chamadas à Selecção A, Hugo integra a Selecção Nacional de Sub-21 que iniciou nesta partida a preparação para a fase Final do Campeonato da Europa 2007. Pertencendo aos quadros do F. C. Porto, no início desta temporada foi emprestado aos alemães do S. V. Werder Bremen.
O avançado figueirense iniciou-se na prática desportiva no Grupo Desportivo de Buarcos de onde transitou na categoria de infantil para a Naval 1º de Maio.
“Sinto-me lisonjeado por estar a jogar na minha cidade. Foi aqui que eu nasci, cresci e me criei como jogador. Estou muito feliz por isso. Poder estar aqui na minha cidade a jogar por Portugal é muito gratificante”.

Para a história...

A equipa portuguesa adiantou-se no marcador na primeira vez que se acercou com perigo da baliza contrária, num lance em que Hugo Almeida caminhou cerca de 30 metros em direcção à baliza sérvia, esperou pela saída do guarda-redes e fez o primeiro golo de Portugal.
O mesmo Hugo Almeida ampliou a vantagem de Portugal aos 17 minutos, numa jogada em que Manuel Fernandes assistiu em profundidade o avançado português, tendo este, após ganhar dois ressaltos, marcado facilmente o segundo tento.
A equipa sérvia apenas em duas ocasiões criou perigo, aos 14 e 30 minutos, através de dois bons remates de Kolarov e de Veselinovic, acabando depois as suas acções por se centrarem em cruzamentos pouco perigosos para a baliza à guarda de Ricardo Batista.
Com a vantagem adquirida, o técnico José Couceiro optou por promover experiências no grupo, tendo Portugal baixado um pouco o ritmo, mas criado mesmo assim numerosas ocasiões de golo ao longo da segunda metade.
O terceiro e último tento de Portugal foi anotado já nos instantes finais da contenda, aos 85 minutos, por intermédio de Ricardo Vaz Tê.

R.N.

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