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- REPORTAGEM
“Onde é que está a escola inclusiva?”
A pergunta é feita pela vereadora da Educação, Teresa Machado, e traduz a indignação perante o despacho do Ministério da Educação que, no programa de Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC) esqueceu as crianças que são diferentes, desprezando, inclusivamente, as próprias directivas do governo, que no seu Plano Nacional de Acção para a Inclusão (PNAI), preconiza a inclusão de todas as pessoas, com destaque para as mais vulneráveis: crianças, idosos e pessoas portadoras de qualquer tipo de deficiência.
As seis crianças que frequentam a Unidade de Apoio ao Autismo na Escola Básica do Serrado, em Buarcos, ‘deviam’ estar a ter, no âmbito das AEC, aulas de inglês, música e expressão plástica. Quanto às actividades de que realmente precisam, adaptadas às suas necessidades especiais e ao ritmo do seu desenvolvimento caso-a-caso, essas competiria aos pais encontrá-las, e gerir as suas já complexas vidas para conseguir levar até elas as suas crianças. “Onde é que está a escola inclusiva no meio disto?”, desabafa Teresa Machado. A resposta está à vista. No ano lectivo de 2004/05 foi criada a Unidade de Apoio ao Autismo, a funcionar no Jardim de Infância de Buarcos, na EB1 do Serrado e na EB 2,3 Infante D. Pedro. Ao todo, são 13 alunos, de idades que vão do pré-escolar ao 2.º ciclo. “São poucas crianças, no universo figueirense, mas são tão importantes como as demais”, defende a vereadora.
Assim, no âmbito do 1.º ciclo, competência da autarquia, e apesar da presente contenção financeira, a Câmara Municipal da Figueira da Foz decidiu “como que substituir-se ao Ministério da Educação na colmatação desta omissão”, e criou, para os seis meninos que frequentam a escola do Serrado, actividades pensadas para eles.
“Trabalhar com eles não é trabalhá-los”
Helena Gil é a professora do Ensino Especial que tem em mãos a missão de ensinar as seis crianças que frequentam do 1.º ao 4.º anos do 1.º ciclo do ensino básico. Como se não bastasse a diferencia-ção dos graus de ensino, cada uma destas crianças é um caso. O autismo não é uma deficiência mental, apesar de poder ser acompanhado de atrasos variáveis nas capacidades cognitivas. Em termos gerais, é uma perturbação global do desenvolvimento infantil que se prolonga por toda a vida e que se caracteriza por dificuldades na interacção social e na comunicação, bem como por padrões restritivos e repetitivos do comportamento, interesses e actividades. Aliado ao autismo pode ainda estar o Síndrome de Asperger (SA), que se caracteriza por capacidades invulgares em certos domínios, como a matemática ou a linguagem. Dentro destas generalidades não há, no entanto, um caso igual ao outro. Estima-se que, em Portugal, por cada 10.000 pessoas, dez tenham autismo, 2,5 SA e 30 perturbações globais do desenvolvimento do espectro do autismo. “Poder-se-á esquecer estas crianças, e as suas famílias?”, questiona Teresa Machado, que tomou em mãos, ouvindo os pais, a contratação de professores e a disponibilização de meios humanos, logísticos e de transportes para dar a estas seis crian-ças as AEC de que realmente precisam: musicoterapia (30 minutos por semana), psico-motricidade (60 minutos/semana), natação adaptada (100 minutos/semana), actividade física (60 minutos/semana), e apoio ao estudo em duas vertentes, terapia da fala (60 minutos/semana) e Sala Teach (90 minutos/semana).
Os progressos estão à vista. A auxiliar Graça Dias conhece-os bem e comove-se ao re-cordar aqueles que fugiam de qualquer contacto físico, “e que agora dão beijinhos”, ou que não falavam “a até já me chamaram de mãe”. Peque-nos grandes passos para crianças que têm um ritmo diferente, mas que evoluem.
O professor de musicoterapia, Jorge Felício, interrompeu o seu trabalho com o pequeno Gonçalo, concentradíssimo a tirar sons melódicos do piano, para falar um pouco sobre o poder desta terapia na construção de um equilíbrio interior para estas crianças, que lhes permita encarar o ‘nosso’ mundo. “Trata-se de trabalhar com elas e não de trabalhá-las”, explica, lembrando que o aparelho auditivo é o primeiro a desenvolver-se, ainda no útero. “O poder reconfortante da voz da mãe, do pai, destas pessoas que passam os dias com eles… é incomensurável”, garante. Trabalhar os sons da água, por exemplo, sempre diferentes, ajuda estas crianças a entenderem e a pacificarem a sua própria estrutura interior. Outra medida neste sentido é o seguimento de rotinas. “As rotinas são importantes para todas as crianças, mas para as com autismo são mesmo essenciais”, explica Helena Gil. Para isso, um quadro colorido dá ‘pistas’ sobre cada dia nesta sala de aulas, aparentemente igual a tantas outras. Numa das mesas, um menino pinta com precisão um desenho. O lápis amarelo não se desvia um milímetro das estreitas linhas que constituiriam um desafio para outros da sua idade. Ao seu lado, um amigo canta “adeus, adeus” à mãe, presente para agradecer, frente aos jornalistas, as AEC que tanto estimulam o seu filhote. “Ele sabe que a mãe não está no sítio dela: em casa. É por isso que canta aquela música”, explica Helena Gil, num sorriso. A mãe, por sua vez, também sorri. O seu menino está a crescer. “O que será dele e dos outros quando envelhecermos. E depois?”, pergunta, sem disfarçar a angústia. “Não há soluções, não há instituições, este é um passo gigante, mas são precisos outros, do Governo”, desabafa um pai, que há muito aprendeu a gerir a “revolta”. O dia-a-dia, acompanhando os filhos na medida do possível, é o que têm. “Amor e carinho é meio caminho andado”, consola-os Graça Dias.
Iniciativa pioneira... e desapoiada
A comparticipação da Direcção Regional de Educação do Centro (DREC) para estas AEC é a mesma que para qualquer outra criança: 250 euros por ano e por criança. As actividades em curso na EB1 do Serrado vão custar à autarquia, só este ano, 16 mil euros. A diferença, de 14.500 euros é suportada pela Câmara Municipal da Figueira da Foz, que pretende, no entanto, sensibilizar a DREC para apoiar de outra forma esta iniciativa, que sem falsas modéstias considera “exemplar” e “pioneira, pelo menos na região centro, e não sei se no país”.
Tolerância activa
Celebrou-se ontem o Dia Mundial da Tolerância. O director da UNESCO, Koichiro Matsuura, fala, na sua mensagem a propósito da efeméride, de “um empenhamento activo” e da “compreensão da riqueza e da diversidade da humanidade”. A pluralidade de culturas e etnias dominam o seu discurso, mas a tolerância, lê-se nas entrelinhas, abrange toda a diferença: de desenvolvimento, de percepções do mundo exterior, de capacidades, físicas, intelectuais ou cognitivas. “A intolerância”, diz, “assenta no medo, medo do desconhecido, medo da diferença, medo do outro”. E vai mais longe: “Devemos assegurar-nos de que o próprio ensino esteja isento do vírus da intolerância”, que, acrescentamos, se faz de actos, e de omissões.
Concelho coberto por AEC
Registe-se, entretanto, que as AEC já estão implementadas em todas as escolas básicas de 1.º ciclo do concelho, com o apoio dos agrupamentos, juntas de freguesia e IPSS’s.
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Morte com gestão informatizada
Cemitério Oriental à espera de um crematório
A Câmara Municipal da Figueira da Foz pretende construir nesta cidade o primeiro crematório da região centro do país. Para o efeito, já solicitou pareceres aos institutos do Ambiente e dos Resíduos e ainda à Direcção-Geral de Saúde. “Se tudo correr bem (da parte da Administração Central) teremos o crematório a funcionar antes do final deste mandato”, afiançou o vereador responsável pelo pelouro dos Cemitérios, Lídio Lopes.
O projecto prévio da autoria do arquitecto Rui Silva prevê a implantação desta estrutura numa área de 258 metros quadrados no cemitério Oriental, à entrada da cidade. Além de um forno principal e de um outro pirolítico (para queima de resíduos, entre eles os restos das urnas), o projecto contempla espaços de usufruto público, de apoio à actividade desenvolvida e sanitários. O modelo tem como base o crematório do cemitério do Prado, no Porto. Contígua, existirá uma área exterior – roseiral – local onde poderão ser espalhadas as cinzas provenientes de futuras cremações.
Orçado em cerca de 700 mil euros, verba que inclui a construção e equipamento, o projecto deverá ficar sob a responsabilidade de privados. “Nós fazemos o projecto e abrimos concurso público para o desenvolvimento da construção e exploração do crematório. Pretendemos que fique entregue à iniciativa privada e só em último caso será explorado através de uma parceria público-privada”, conforme explicou a O Figueirense o vereador Lídio Lopes garantindo que “já temos contactos de interessados no projecto”.
Cemitério com capacidade para 30 anos
O cemitério Oriental praticamente duplicou a sua capacidade de recepção. A primeira zona de recepção alberga 2.459 sepulturas, tendo entrado em “situação de total ruptura este mês”, apenas com três espaços livres. No entanto, está já concluída a primeira fase da ampliação do cemitério, com a disponibilidade de mais 516 sepulturas na primeira plataforma do lado sul.
Numa posterior fase, serão criadas mais 2.016 campas e ainda dois módulos para ossários com 585 nichos na sua totalidade. Neste caso, optou-se pelo modelo de decomposição aeróbio, ou seja, com circulação de ar, através da construção de oito módulos para 252 campas cada, com três gavetas sobrepostas, em socalco.
A uma média de 10 funerais por dia, prevê-se que a primeira fase possa ficar esgotada somente daqui por cinco anos. Nessa altura e “face a uma análise prévia do evoluir das necessidades, já teremos pronta a segunda fase”, garante o vereador.
No geral, o cemitério Oriental fica dotado de mais 2.532 novas sepulturas, ao contrário do previamente projectado, de apenas 1.116, números que permitem perspectivar a longevidade e funcionalidade deste cemitério para um período de 30 anos.
O projecto de ampliação encontrava-se orçado em 568 mil euros, no entanto foi possível reduzir a verba para os 471 mil euros.
Informatizar a morte
Segundo afirma Lídio Lopes, está prevista para breve a electrificação deste cemitério, o que permitirá informatizar todo o sistema de gestão dos sepultamentos. Ou seja, “com rapidez e eficiência, será possível ver quem está enterrado, onde, prazos de utilização de sepulturas e outras questões”.
Por outro lado, a electrificação da zona “contribuirá para aumentar a segurança e evitar alguns problemas que aconteceram no passado, como assaltos”, sublinha o autarca.
JML
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Daniel Bessa: o ‘Porter” português
Já o chamaram de ‘Porter’ português, numa analogia ao (re)conhecido mestre de gestão norte-americano Michael Porter.
Ex-ministro da Economia no primeiro governo de António Guterres, economista por formação, docente universitário e presidente da direcção da Escola de Gestão do Porto, Daniel Bessa estará na Figueira da Foz, a convite de O Figueirense, esta segunda-feira, dia 20.
“Portugal tem futuro?” é a interrogação que serve de base à conferência de Daniel Bessa na Assembleia Figueirense. As respostas esperam por si, em mais uma edição de Conferências d’O Figueirense.
Entrada livre.
Frontal, sempre. Polémico, se necessário. Destemido nas opiniões, fundamentadas. A qualidade intelectual de Daniel Bessa fez dele um ícone no mundo empresarial, económico e político, área por onde passou, como titular da pasta da Economia no primeiro gover-no socialista de António Guterres, durante apenas cinco meses por não estar, admitiu na altura, disposto a pagar o elevado preço da vida política.
Já mais tarde, foi o PSD que o nomeou encarregado de missão do Programa de Recuperação de Áreas e Sectores Deprimidos, apenas mais uma passagem de um extenso currículo que integra trabalhos para grupos como Sonae e Amorim, associações sectoriais e de municípios, autarquias e governo de Angola.
Em “Mestres Portugueses da Gestão”, editado em 2004, Géraldine Correia e Jorge Nascimento Rodrigues incluem o nome de Daniel Bessa entre os 22 mestres de gestão que compõem a primeira colectânea de entrevistas com o melhor do pensamento em gestão em Portugal, chamando-lhe o ‘Porter’ português.
Crise? Que crise?
Em 1996, Daniel Bessa escrevia que “a noção de crise faz parte do senso comum. (...) É provável, no entanto, que o senso comum não tenha, sobre todas estas expressões, mais do que um entendimento rudimentar. É necessário, em primeiro lugar, que fique claro de que economia estamos a falar. Da economia mundial? Da economia europeia? Da economia portuguesa? De qualquer destas economias, na sua globalidade? Ou, em relação a qualquer delas, de um determinado sector de actividade? É que, vendo bem, não é forçoso que, em todo o mundo, todos os países e todos os sectores se encontrem simultaneamente em crise. Que a sucessão de períodos de crescimento e de períodos de crise seja síncrona em todos os países e em todos os sectores de actividade, e, além disso, que se apresente, em todos eles, com a mesma intensidade.
Nada será como dantes
“Chegados a uma crise desta natureza, é impossível descortinar os caminhos de saída sem uma reflexão profunda sobre o que se encontra em questão: quais os contornos da crise, o que é que, nesses contornos, se afigura particularmente relevante, e, sobretudo, quais os factores que se encontram em actuação e que explicam a crise”, prossegue.
“Vamos ainda um pouco mais longe: no sentido acabado de expor, não estamos certos de poder subscrever a afirmação de que a economia mundial, hoje em dia, se encontra em crise (...).
Crise quando um país como a China, com mais de mil milhões de habitantes, atravessa vários anos consecutivos com taxas de crescimento superiores a 10 por cento ao ano?
Outras conferências
Ontem Daniel Bessa foi orador, juntamente com o actual ministro da Economia, Manuel Pinho, numa conferência na Universidade Católica do Porto. O tema, “Para que servem os Fundos Estruturais destinados ao Norte”, foi moderado pelo antigo ministro Miguel Cadilhe.
Segunda-feira, na Figueira da Foz, é Portugal que está em análise.
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Abílio Bastos
Após o fecho a maternidade da Figueira, se considerarmos as valências que lhe foram retiradas, faz sentido recordar um dos médicos que marcaram a Figueira: Abílio Bastos.
Abílio de Araújo Bastos dos Santos nasceu em Coimbra a 13 de Julho de 1923. Fez os primeiros estudos em Coimbra.
Em 1943 iniciou o Curso de Medicina, na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, que veio a concluir em 1948.
No mesmo ano, Abílio Bastos realizou estágios profissionais nos Serviços de Urgência do Hospital de S. José, nos Hospitais Civis de Lisboa e no Serviço de Cirurgia do Hospital de Cascais.
No ano de 1949, realizou estágios nos Seviços de Urgência e Consultas Externas nos Serviços de Obstetrícia, Ginecologia, e Neonatologia da Maternidade Dr. Alfredo da Costa, em Lisboa.
Igualmente realizou estágios no Serviço de Patologia Médica, Clínica Cirúrgica Clínica Obstétrica na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
Após concurso público, é nomeado médico interno da delegação da zona centro do Instituto Maternal de Coimbra.
Foi médico do Dispensário do Instituto Maternal de Coimbra e concluiu o 1.º Curso de Médico Vacinador do BCG nos Serviços do BCG de Coimbra.
É neste mesmo ano de 1953, que obtém o título de Médico Especialista em Obstetrícia por unanimidade.
Em Julho de 1954, foi convidado pela delegação da zona centro do Instituto Maternal, para director clínico da Maternidade da Figueira da Foz – antiga Casa da Mãe – que era na altura uma extensão do Instituto Maternal de Coimbra.
Durante 10 anos, acumulou as suas funções clínicas na Maternidade da Figueira da Foz e no Instituto Maternal de Coimbra.
Tira outras especialidades e aprofunda conhecimentos e em 5 de Dezembro de 1959, junto com outros colegas médicos da Figueira da Foz e de Coimbra, funda a antiga Casa de Saúde – Clínica de S. Julião da Figueira da Foz.
No ano de 1960 foi bolseiro da Organização Mundial de Saúde para o 1.º Curso Internacional de Paris, durante o período de 10 semanas, sobre o tema Problemas Perinatais.
Em 1965 foi nomeado professor de Obstetrícia do Curso de Enfermeiras Parteiras, no Centro de Saúde e Assistência Materno Infantil Bissaya Barreto, assim como para o Curso de Assistentes Sociais. Realizou várias palestras e trabalhos científicos.
Em 5 de Maio de 1967 e por despacho do Ministério da Saúde e Assistência, Abílio Bastos é nomeado presidente da Comissão Instaladora da Maternidade – Casa da Mãe da Figueira da Foz, ano em que publicou um relatório de 20 anos de actividade da Casa da Mãe da Figueira da Foz.
Tratou-se do aproveitamento de um edifício abandonado do antigo Hospital Militar de Figueira da Foz, transformado numa unidade sanitária do sector materno-infantil, realizada pelo professor doutor Bissaya Barreto.
A Casa da Mãe
Era uma maternidade com uma ampla enfermaria de 24 camas, dividida em 4 sectores: num piso estava a secção de Partos e Bloco Operatório, no outro piso com 5 quartos para doentes particulares com respectiva secção de partos.
Além da maternidade e consulta externa foram criados paralelamente dois postos rurais de assistência materno-infantil em Maiorca e no Paião.
Para além de Abílio Bastos estava outro distinto clínico, ainda em plena actividade, o médico Jorge Biscaia, especialista em Puericultura e Pediatria.
Havia 11 enfermeiras das quais duas eram parteiras – puericultoras e nove enfermeiras parteiras.
Como curiosidade e segundo uma noticia publicada no Jornal “ A Voz da Figueira”, de 12 de Outubro de 1972, “ nos primeiros 25 anos de existência da Maternidade da Figueira da Foz, foram ali assistidos 1.7493 partos, sendo cerca de 1.200 o número de partos ali assistidos anualmente”.
A carreira de Abílio Bastos é notável. Mais tarde passou a exercer funções de médico especialista em Obstetrícia e Ginecologia no Posto Médico da Caixa de Previdência do Pessoal da C.ª de Carvões e Cimentos do Cabo Mondego, mais tarde Serviços Médico-Sociais da ARS de Figueira da Foz.
Em Março de 1975 e após um largo período de tempo de indecisões quanto ao futuro a dar à Maternidade da Figueira da Foz – Casa da Mãe – época em que os governos provisórios se sucediam a uma grande cadência, acabou a mesma por ser englobada no então novo Hospital Distrital da Figueira da Foz.
Nesta mesma data, tomou então posse do lugar de membro da comissão instaladora do Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF), após eleição pelos trabalhadores.
Em 1976 ficou sócio fundador da Sociedade Portuguesa de Ginecologia.
Em 1983, após eleições autárquicas assumiu o cargo de vice-presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz de um modo não remunerado, o qual exerceu até 1985, em acumulação com as suas actividades médicas no HDFF.
De 1990 a 1993 Abílio Bastos exerceu funções de presidente da Assembleia Municipal Figueira da Foz.
Em Dezembro de 1991 foi-lhe concedida a aposentação do cargo de director de Serviço de Obstetrícia e Ginecologia do HDFF por limite de idade e de tempo de serviço
Para além das sua actividades profissionais foi membro do Rotary Club da Figueira da Foz desde 1960, tendo sido presidente do referido clube no biénio 1966/67.
Abílio Bastos, de trato afável e de uma competência exemplar, deixou-nos no dia 24 de Julho de 1998, após doença prolongada.
A Figueira da Foz não o esqueceu, daí este destaque de O Figueirense à guisa de suave recordação.
Não seria de perpetuar o seu nome na toponímia figueirense? Fica a ideia de quem nasceu também pelas suas mãos...
António Jorge Lé
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