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- DESPORTO
Vitória navalista em Setúbal coloca Naval nos lugares europeus
Naval na rota do Euromilhões
A Naval impôs na tarde do passado domingo uma pesada derrota ao Vitória de Setúbal (3-0) numa partida disputada em sentido inclinado, em que quase todos os caminhos tiveram a direcção da baliza à guarda do ex-sportinguista e internacional Nelson.
Não houve alternativa para os sadinos. Apesar de aqui e além tentarem algumas vezes dar a volta ao texto, certo é, perante a inequívoca supremacia da equipa da Figueira da Foz, que os homens de Setúbal pouco ou nada mesmo puderam fazer.
Um golo da Naval aos 10 minutos de jogo foi o aviso das pretensões dos comandados de Barreto – regressou à Bwinliga nesta partida – para o confronto. Depois de uma primeira parte bem conseguida, bastaram apenas quatro minutos da etapa complementar para os visitantes assinarem novo tento e deixarem a nau setubalense completamente à deriva.
O aproximar do final da partida por um lado e o processo de gestão navalista por outro, provocou algum retraimento por parte dos figueirenses. O Vitória tentou o tudo por tudo na tentativa da surpreender os navalistas, porém as contas saíram erradas e a ousadia foi cara, já que num clássico lance de contra-ataque Nei e Mário Sérgio protagonizaram o momento de magia do encontro. Um primoroso toque de calcanhar de Nei isolou o lateral direito navalista e desde logo a sorte do jogo ficou ditada com o terceiro tento figueirense.
Com esta vitória a Naval dá um importante salto na classificação ao ser sexto classificado, com os mesmos pontos do quinto, contudo os figueirenses deixaram claramente a ideia de que quem assim joga tem de aspirar a muito mais do que a manutenção.
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XVIII Taça da Liga Cofidis
Ginásio na final-oito da Taça da Liga
A final da XVIII Edição da Taça da Liga Cofidis, competição que é disputada pelos oito primeiros classificados da Liga UZO – Campeonato da Liga Profissional de Basquetebol – vai ter presença figueirense com a equipa do Casino Figueira Ginásio entre os oito finalistas.
O evento realiza-se em Vagos entre os dias 18 e 21 do corrente com a equipa ginasista a estrear-se hoje na competição, defrontando pelas 19 horas a formação do Spor Lisboa e Benfica.
Para além destas duas formações Ovarense, F. C. Porto, Lusitânia, Queluz e Belenenses compõem o restante quadro competitivo.
O regulamento não permite que nos quartos de final se defrontem entre si os cabeças de série (quatro primeiros classificados) o que torna a competição mais convidativa às surpresas.
Calendário de jogos
da Taça da Liga Cofidis
19 Janeiro (Hoje)
S. L. Benfica – Casino Figueira Ginásio – 19h00
Ovarense – Queluz – 21h15
20 Janeiro (Sábado)
1.ª meia-final: Vencedores dos jogos de ontem – 17h05
2.ª meia-Final: Vencedores dos jogos de hoje – 19h20
21 Janeiro (Domingo)
Final da Taça da Liga Cofidis – 16h05
Todos os jogos realizam-se no Pavilhão Municipal de Vagos
Sérgio Salvador está confiante:“Importante é a evolução”
Não tem sido fácil a actual temporada ginasista. Desde a construção de uma equipa totalmente nova, em que as suas principais referências são porventura os jogadores estrangeiros, muitas vezes só depois de estarem algum tempo em Portugal e terem passado por uma fase de adaptação se consegue determinar com alguma exactidão o seu real valor. Esta situação vive-se no Ginásio onde a rigidez do orçamento é lei inultrapassável. Noutros clubes as trocas vão-se sucedendo no dia a dia, no Ginásio é um “luxo” que o orçamento não permite. Esta é a situação que Sérgio Salvador vive no dia a dia. Mesmo assim, o técnico ginasista sempre de sorriso na face vai enfrentando os desafios e curiosamente todos os objectivos que têm sido preconizados são atingidos.
“Tivemos uma pré-temporada muito conturbada”, salienta Salvador. “Lesões, jogadores nas selecções e trocas de jogadores não nos permitiram um trabalho metódico e planeado”. Perante as adversidades surgidas Sérgio Salvador não desistiu e de alguma forma tem procurado recuperar algumas das perdas com a equipa em competição.
“Temos recuperado alguma coisa, penso que ainda nos falta alguma consistência mas vamos a meio do campeonato e sinceramente espero, quando chegarmos à altura das grandes decisões, que vamos então ter o Ginásio que eu quero e que eu gosto”.
Quanto à presença na Taça da Liga, o treinador da equipa figueirense diz ser um objectivo alcançado, contudo, para ele considera-o diminuto. “ Ir à final da Taça da Liga pode ser bom em termos de objectivos, mas não é a nossa ambição máxima. Não é isso que eu desejo nem é a minha principal preocupação”, refere concluindo que “acima de tudo colectivamente temos de sentir – eu, os jogadores e as pessoas que vêm ao basquetebol – que de facto houve alguma evolução quer a nível individual quer a nível colectivo, isso é que pode valorizar o nosso trabalho”.
Defrontar o Benfica não é o que o treinador do Ginásio mais desejava, porém poucos treinadores desejariam defrontar a turma das águias no primeiro jogo. “O Benfica é um grande clube, tem uma grande equipa, um grande plantel e um grande treinador. O nosso adversário vem de uma derrota em casa e a experiência diz-me que normalmente as grandes equipas nunca perdem duas vezes seguidas”, diz Salvador na certeza de que “foi o Benfica que nos calhou no sorteio, temos de tentar contrariar o favoritismo do nosso adversário, mas acima de tudo vamos jogar a pensar que podemos e temos valor para ganhar”.
João Reveles é a referência das “escolas de formação” do Ginásio
João Reveles é uma das referências figueirenses no basquetebol profissional do Ginásio. Foi neste clube que nasceu para a modalidade e é neste clube que quer atingir a notoriedade e a ambição própria e natural de um jovem que abraçou esta modalidade como profissão.
“Penso que estamos com uma evolução gradual. Sinceramente não era o que queríamos nesta altura, mas espero que dentro de pouco tempo sejamos aquela equipa que todos esperam”, reitera o jogador acrescentando que “os objectivos preconizados até ao momento têm sido atingidos, contudo enquanto jogadores temos sempre a ambição de chegar mais além. Isso é o que todo o grupo pretende”.
João Reveles diz que no basquetebol as surpresas são constantes, daí que encare esta final da Taça da Liga como uma competição onde estão oito equipas com um ponto comum, todos a querem vencer. “E o Ginásio também”, salienta finalizando que “o Benfica é uma grande equipa, porém na sexta-feira (hoje) pode ser o nosso dia, como o foi recentemente em que ganhámos de forma convincente”.
Reveles lembra que na temporada passada o Ginásio unanimemente era apontado como equipa para não passar do primeiro jogo do play-off. “Afinal passámos, fomos vice-campeões nacionais. Agora apenas temos uma certeza: vamos encarar a nossa participação na Taça da Liga de forma consciente e sempre a pensar que somos tão favoritos como os outros”, rematou o basquetebolista.
Rogério Neves
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Objectivo para 2007 está já traçado: vencer
Miguel Abrantes e Miguel Vale sempr’abrir com Saxo renovado
Depois de um ano de aprendizagem no Campeonato Nacional de Rallyes, a época de 2006 foi encarada pela dupla “com muito optimismo”, tendo perseguido o objectivo traçado inicialmente, o título de campeão nacional.
No final, o balanço “é positivo”, diz Miguel Vale recordando que em quatro provas foram alcançados dois pódios, seis vitórias em Prova Especial de Classificação (PEC), um terceiro lugar no Campeonato de Condutores e o vice-campeonato de Navegadores. “Sabíamos que a fasquia estava elevada, mas de outra forma não fazia sentido encarar a época”, afirma o navegador.
O Citroen Saxo, no início da época de 2006, foi devidamente preparado pela equipa de mecânicos liderada por Valter Raposo. “Preparámos a carroceria para receber um espectacular motor (1.600 cc, 189 cv), travões novos e de maiores dimensões, suspensões revistas e melhoradas, novos alinhamentos e nova distribuição de massas”.
A primeira prova foi o Rallye Cidade de Fafe, onde a dupla obteve o 3.º lugar. Depois, seguiu-se o Rallye de Lafões. Das quatro PEC’s, os dois miguéis venceram duas, empataram uma e fizeram um segundo lugar numa outra. “Dos 18 segundos de desvantagem, recuperámos 11, perdendo o rallye por escassos sete segundos”, recupera Miguel Vale ao nosso jornal.
O Rallye do Centro e o Rallye de Ródão foram as etapas seguintes. Nesta última, a dupla tinha de vencer a toda à força para continuar a lutar pelo campeonato. “Estávamos em segundo e, matematicamente, era possível vencer”, sublinha o navegador recordando que “numa curva traiçoeira o Saxo entrou em despiste tendo dado um monumental capotanço. Tinha acabado o sonho de conquistar o campeonato”.
A viatura ficou de tal forma danificada que foi impossível alinhar na última prova do campeonato, o Rallye de Vila Verde. Para trás ficaram momentos complicados mas que, longe no tempo, são agora motivo de humor: “Em Castanheira de Pêra, ao final de 18 quilómetros tínhamos uma vantagem de 19 segundos”, mas o pior estava para acontecer. Em plena terceira PEC, um tirante da caixa de velocidades cedeu. “Tivemos de parar, abrir o capot e engatar uma mudança à mão. Faltava apenas um quilómetro para terminar a PEC...”.
Resolvida a situação, a dupla prosseguiu em prova, voltando a ganhar mais duas PEC’s. O azar ‘bateu à porta’ e o tirante voltou a quebrar, remetendo o Saxo para o sétimo posto. Miguel Abrantes ainda foi eleito o “Piloto do Rallye”.
Viatura renovada
Com a entrada em 2007, Miguel Vale e Miguel Abrantes encontram-se já a estudar os caminhos a percorrer. A O Figueirense, Miguel Vale deixou uma novidade: a aquisição de uma nova caixa de velocidades para o Citroen Saxo que “irá permitir ganhar alguns preciosos segundos, uma vez que não é necessário recorrer à embraiagem para trocar de mudança”.
De momento o navegador e piloto de ralis encontram-se à procura de parceiros/patrocínios para o próximo campeonato, ponderando mesmo uma incursão no Campeonato Galego de Rallyes, uma vez que “a Galiza tem grande tradição em automobilismo. As provas são presenciadas por largos milhares de espectadores”. De igual forma, está equacionada a participação no Open de Rallyes. Uma certeza é logo avançada: “estaremos na partida de um destes campeonatos com um objectivo, o de vencer”.
O Citroen Saxo
Cilindrada: 1.600 cv
Motor: 4 cilindros / 16 válvulas
Árvore de cames: duas à cabeça
Alimentação: injecção directa com unidade de comando programável EFI
Potência: 189 cv às 8.200 rpm
Caixa de velocidades: manual de seis velocidades “crabot” c/autoblocante de discos
Embraiagem: disco cerâmico
Suspensões: Citroen Sport / Bilstein
Travões dianteiros: discos ventilados de 278 mm com pinças Wildood 4 pistons
Travões traseiros: discos maciços
Jantes: Speedline 15”
Pneus: Michelin (ou Matador) Moullé 185/50R15
Peso: 925 kgs (mínimo)
Jorge Lemos
jorge.lemos@ofigueirense.com
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José Rolinho Sopas aposenta-se do “Galamba Marques”
José Rolinho Sopas, personalidade do mundo ginasista, deixou a direcção do Pavilhão Jorge Galamba Marques mas, como referiu, não o Ginásio, clube de que é sócio há 53 anos.
José Sopas é uma personalidade de referência na vida do Ginásio Clube Figueirense. Desportista de eleição, tem dedicado grande parte da sua vida à componente cultural do clube, dinamizando-a e participando em várias acções.
Figura predominante no que diz respeito ao Arquivo Histórico e Sala-Museu Pedro Augusto Ferreira, teve nos últimos 15 anos a responsabilidade de gestão e direcção do Pavilhão Jorge Galamba Marques, tarefa que agora abandona por aposentação.
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