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19 Janeiro/2007  
Ano 88º  
Edição N.º 5491  
 
  NOTÍCIAS

Sexta-feira de azar

Viatura cai nas falésias do Cabo Mondego

Uma mulher de 33 anos de idade ficou ligeiramente ferida quando na passada sexta-feira de manhã a sua viatura, um Wolkswagen Passat, precipitou-se do alto de uma falésia junto ao mar de Buarcos com sensivelmente 12 metros de altura. Teve de ser retirada do local por uma equipa de resgate dos Bombeiros Voluntários através de uma maca-cesto.
Segundo apurámos, a chamada para o 112 terá sido efectuada pela própria que foi socorrida no local pelo INEM e Bombeiros Voluntários que a encontraram deitada na areia. Depois de prestados os primeiros socorros a mulher, residente em Figueiró do Campo, concelho de Soure, foi transportada ao Hospital Distrital da Figueira da Foz sem aparentes ferimentos exteriores, contudo com dores torácicas e sinais de hipotermia.
O motivo da queda pairava no ar. Este é um local muito procurado por aqueles que gostam de contemplar o mar de Buarcos. A estrada é privada –­ acesso à fábrica CIMPOR – mas o acesso é, contudo, livre. Devido a sustos recorrentes neste local, populares comentavam a eventualidade de um erro e dizia-se que possivelmente a condutora teria accionado a viatura com a primeira mudança engatada, em vez da marchas trás, descendo assim a escarpa de assinalável acesso à praia. O Wokswagen desceu a falésia e depois de capotar imobilizou-se em cima de umas rochas, a escassos metros da água.
A vítima deste acidente, enquanto socorrida, “apresentava-se consciente mas pouco colaborante”, não querendo re-latar o sucedido. Ao local deslocaram-se ainda elementos da PSP local e Polícia Marítima, responsável pela ocorrência em domínio marítimo.

Acidente faz dois feridos ligeiros

Duas mulheres, uma de 86 anos de idade e outra de 44, ficaram ligeiramente feridas no seguimento de um acidente de viação na passada sexta-feira, na Estrada Nacional 111, na localidade de Carritos. Foram transportadas ao Hospital Distrital da Figueira da Foz.
Segundo O Figueirense apurou, duas viaturas ligeiras (um Citroen Saxo e um Seat Alhambra) embateram lateralmente no seguimento de uma ultrapassagem quando, presume-se, um dos veículos preparava-se para sair dessa via.
A condutora, no momento do embate, deslocava-se ao Hospital da Figueira para transportar a idosa que sofria de problemas respiratórios. Ao local deslocaram-se Bombeiros Municipais e PSP local.

Assaltantes “afogaram” alarme

Por fim, e também nesta sexta-feira de azar, durante a madrugada, um armazém de revenda situado na zona industrial da Gala, freguesia de S. Pedro foi alvo de uma tentativa de assalto por um número indeterminado de indivíduos.
Segundo apurou o nosso jornal junto de fonte policial, os eventuais assaltantes terão usado uma escada de uma empresa contígua para desligar o alarme tendo cortado os fios eléctricos. Depois de arrombar a fechadura de uma porta e de entrar nas instalações, os amigos do alheiro colocaram o alarme dentro de água na tentativa de suster o som que emitia.
Os proprietários do armazém, numa primeira fase, não deram por falta de nenhum artigo. O alerta foi dado por um segurança privado de uma empresa outra empresa deste parque industrial.

Incêndio em habitação

No passado domingo uma vela acesa terá estado na origem de um incêndio que deflagrou no interior de uma habitação na Rua das Matas, localidade de Caceira, freguesia de Alhadas.
O incêndio – que causou apenas danos materiais – foi combatido pelos Bombeiros Municipais e Voluntários da Figueira da Foz.

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PSD “chumba” proposta

PS quer comissão para revitalizar Bairro Novo e Rua da República

Os vereadores do Partido Socialista (PS) apresentaram durante a última reunião de Câmara a sugestão para a constituição de uma comissão encarregue de dinamizar as zonas do Bairro Novo e Rua da República. Pretensão essa que não teve o acolhimento da maioria do executivo camarário liderado por Duarte Silva.

O vereador Victor Sarmento não baixa os braços e admite levar numa das próximas reuniões de Câmara o mesmo projecto, mas de uma forma oficial.
“Para ficar registada em acta a posição de todos perante esta situação”, diz o autarca.
Invocando novamente os “10 Pecados” do mandato de Duarte Silva, apresentados recentemente em conferência de imprensa pela Comissão Política Concelhia do PS, a bancada socialista invocou “um desordenamento com impasses e indefinições” traduzido na “falta de soluções para revitalizar o Bairro Novo e a Rua da República”, considerando “urgente repensar o ordenamento da cidade”.
A proposta dos autarcas ‘rosa’ dita que “deve ser criada uma organização por projecto, temporária, coordenada pelo presidente da Câmara e formada por pessoas competentes e dedicadas que se associam em função do trabalho que vão realizar e não de quaisquer cargos que desempenhem”.
A comissão, segundo diz Victor Sarmento, deveria incluir além do presidente da Câmara, um vereador da oposição, os presidentes da Junta de Freguesia de S. Julião, Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos, Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz e ainda profissionais nas áreas do Ordenamento de Cidades, Urbanismo Municipal, hotelaria, estabelecimentos de diversão, Casino, sectores comercial e de segurança pública.

JML

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Parceria com Viana do Castelo poderia ser uma solução

Comunistas visitam Estaleiros Navais do Mondego e criticam “silêncio absoluto” do governo, Câmara e ACIFF

O futuro dos Estaleiros Navais do Mondego (ENM) permanece, nesta fase, numa incerteza condicionada por algumas negociações em curso com potenciais parceiros e investidores.
Esta semana o vice-presidente da Assembleia da República António Filipe (Partido Comunista Português) visitou a empresa figueirense e inteirou-se dos problemas que a afectam.

O anterior governo “é o grande causador” da actual crise por que passa este estaleiro figueirenses. Os comunistas Silvina Queiroz e Francisco Guerreiro, que também visitaram os ENM, explicam que no passado “foram criadas expectativas” através de um concurso internacional para a construção de catamarans, tendo como proponente o Estado português.
“Devido a vigarices”, a adjudicação do concurso foi retirada à empresa figueirense, tendo a construção das embarcações sido reencaminhada para o estrangeiro.
“O governo descartou-se destas responsabilidades e assistiu-se a um lavar de mãos”, disse Francisco Guerreiro considerando todo o processo como “uma história escabrosa”.
Nesta visita os comunistas apuraram que depois de investir em tecnologia especializada, o estaleiro entrou num contra-ciclo de produção. “O único trabalho que os cerca de 60 funcionários da empresa fazem agora diz respeito à reparação desses mesmos catamarans, o que prova a qualidade dos trabalhos feitos”, explica Silvina Queiroz.
Francisco Guerreiro explicou que a administração do estaleiro procura parceiros/investidores no estrangeiro no intuito de salvar os postos de trabalho dos seus funcionários. Depois de notícias sobre um alegado interesse por parte de um grupo holandês na aquisição deste estaleiro, Francisco Guerreiro afirma que “há um abrandamento nesta questão devido a problemas de financiamento por parte dos holandeses”.
Atendendo à especialização de construção de cascos em alumínio, Francisco Guerreiro defende que “deveria haver um outro apoio estatal, por exemplo por parte dos ministérios da Economia, Transportes e Energia”. O comunista vai mais longe nas suas críticas e diz mesmo que “há um silêncio absoluto em torno desta situação”, apontando o dedo acusador à “inércia” quer da própria autarquia figueirense quer da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz. “Não vemos qualquer nada. Nem uma tomada de posição pública nem apelos a quem de direito”.
Outra solução seria a captação de alguns dos trabalhos encomendados, também pelo governo português, aos estaleiros de Viana do Castelo. “Eles têm outro problema. Não conseguem responder a tantos trabalhos. Poderiam desviar algumas das construções para a Figueira da Foz”, diz Silvina Queiroz garantindo que os Estaleiros Navais do Mondego “estão preparados para absorver a mão de obra e conhecimentos locais nesta área, desde que haja vontade política e apoios para tal”. E remata dizendo que “qualquer estaleiro que encerre não abre mais. E por vezes os terrenos onde estão edificados até desaparecem, dão lugar a outros projectos”

JML

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FGT na BTL quer promover concelho como destino short-break

A Figueira da Foz estará representada na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), de 24 a 28 deste mês, através do stand próprio da empresa municipal Figueira Grande Turismo (FGT).
Trata-se de uma parceria com a Associação de Hotelaria e Restauração do Centro, que “permitiu a participação de todos os hotéis, possibilitando o contacto com os agentes de dinamização turística”, refere fonte da FGT, entidade que delineou “objectivos concretos” para esta participação, como sejam “uma melhor e maior divulgação do concelho, a parceria com entidades participativas no desenvolvimento turístico e económico da região, aposta no turismo cultural e de negócios, aposta no produto sol / mar, nos roteiros turísticos e a aposta na promoção e divulgação da Figueira da Foz como destino short-break”.

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