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Notícias
Primeira casa aos 76 anos
Figueira Domus entregou sete fogos de habitação social
A empresa municipal Figueira Domus entregou, na passada sexta-feira, as chaves de sete fogos devolutos dos bairros sociais de São Julião, Tavarede, Vila Verde e Buarcos a novos habitantes.
Uma septuagenária, mãe de dez filhos, foi a primeira contemplada, com um pequeno apartamento naquele que é o mais antigo bairro com habitação social no Concelho, no Bairro da Bela Vista. A D. Luciana, como é por todos conhecida, “teve uma vida difícil”. Quem o disse foi uma das filhas, que esteve ao seu lado no acto de recepção das chaves daquela que, aos 76 anos, é a primeira casa a que a mãe pode chamar sua. “Viveu toda a vida em barracas”, explicou a filha, que há nove anos também recebeu da Autarquia as chaves da casa em que habita. A ‘nova’ casa, pequena, fez as delícias da septuagenária. Composta apenas por um quarto, quarto-de-banho e cozinha, tudo espaços de pequenas dimensões, o novo lar da D. Lucinda parecia no entanto ter o tamanho de todos os seus sonhos. “Já lhe tinham encontrado uma casa, mas era muito longe de nós”, explicou a filha, feliz por a mãe estar, agora, a dois passos de uma sua irmã, portas-meias com uma velha amiga e, afinal, mais próxima de tudo o que lhe é familiar. “É que ela, com esta idade, pode precisar de alguma coisa”, justificou a filha. A precisar de algumas obras está o exterior da habitação antiga, nomeadamente o piso, demasiado acidentado para alguém com uma mobilidade já fraca, como é o caso da nova moradora. “Irei comunicar à Câmara”, garantiu a Vereadora da Acção Social e presidente do Conselho de Administração da Figueira Domus, Teresa Machado, sossegando a filha da nova habitante do Bairro da Bela Vista. Carência de obras à parte, ficou o registo de uma prenda de Natal antecipada, agradecida por uma septuagenária sorridente e de boa memória. “Esta casa era onde os miúdos vinham comer há muitos anos”, recordou. Do leite e sopa das crianças de outros tempos restam as recordações. Agora, a D. Luciana é que manda na sua pequena cozinha.
À espera de uma casa
No mesmo dia foram entregues outros seis fogos de habitação social, em diferentes locais do Concelho, a outros tantos agregados familiares inscritos na Figueira Domus. Com tipologias do T2 ao T4, os fogos foram entregues “mais tarde do que seria necessário, se as pessoas os deixassem em melhores condições”, explicou Teresa Machado, reiterando um apelo, já antigo, à boa manutenção das habitações sociais. Satisfeita por entregar as chaves de sete novos lares, a Vereadora, acompanhada pela administradora da empresa municipal Figueira Domus, Filipa Vaz Serra, não escondeu a preocupação pelo facto de “todos os dias aumentarem os pedidos” para habitação social, que actualmente conta com cerca de 270 candidaturas já aprovadas.
A.G.
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Duas novas viaturas e projecto de um novo quartel marcam 126.º aniversário dos Bombeiros Voluntários
Perto de 13 mil serviços, 680 mil quilómetros percorridos, 12 mil doentes transportados, 15.700 horas dispendidas, 127 fogos florestais e 66 urbanos, em 2008, são alguns números que atestam a capacidade operacional da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz. Uma actividade cujo apoio financeiro não é proporcional, segundo afirmou João Moreira, durante a sessão solene comemorativa do 126.º aniversário da Associação, que aconteceu sexta-feira passada.
“Rigor, unidade, disciplina e lealdade” são valores presentes nos perto de cem homens e mulheres que diariamente, 24 horas por dia, asseguram o serviço prestado nos Voluntários da Figueira da Foz. No entanto, o Comandante da corporação receia que o novo quadro legislativo traga grandes dificuldades aos bombeiros.
João Moreira enalteceu ainda o papel activo e presente quer dos próprios bombeiros, quer dos corpos directivos e da Fanfarra que “sempre disponíveis asseguram um louvável trabalho de retaguarda”. Os Bombeiros Voluntários, defendeu o responsável, “são um bom exemplo de cidadania participativa”.
Palavras partilhadas por Paulo Palrilha, 2.º Comandante Operacional Distrital, para quem os Voluntários desempenham “uma das mais nobres tarefas de serviço público”.
“Uma emanação directa do povo”
Jaime Soares considerou que estes 126 anos têm sido “muito participativos mas também muito sofridos” reportando-se aos parcos apoios estatais e a um quadro legislativo que, na sua opinião, se encontra “desadequado à realidade do país”.
Para o Presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Coimbra, nos Bombeiros Voluntários assiste-se a “uma conjugação perfeita entre o associativismo organizado e um voluntariado por opção mas profissional na acção”.
Os 40 mil bombeiros voluntários do país, distribuídos por 530 associações, são “uma emanação directa do povo que os criou”, disse Jaime Soares defendendo que “a Autoridade Nacional de Protecção Civil deveria fazer uma análise profunda da intervenção (dos Bombeiros Voluntários) na sociedade, calcular minimamente a sua acção e reembolsar as corporações”. Tendo presente que se o Estado pagasse o trabalho desenvolvido a despesa seria “incomportável”, disse contudo ser a favor de medidas que possam aligeirar a vida dos Bombeiros.
Jorge Cosme, Chefe de Gabinete do Governador Civil dos Distrito de Coimbra, defendeu por seu lado ser “possível e passível a respectiva comparticipação”, dando como exemplo o investimento em infra-estruturas nos municípios de Góis, Mira e Figueira da Foz.
Teresa Machado, em representação do Presidente da Câmara, falou do papel da associação no pulsar da sociedade figueirense. “Temos um concelho seguro e a Câmara Municipal confia incondicionalmente nos Bombeiros da cidade”, disse a Vereadora. Idêntica posição tem Coelho Jordão, Presidente da Assembleia Geral dos Voluntários aniversariantes. “Os Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz estão entre os melhores do país”, considerou o ex-Presidente de Câmara.
José Silva nomeado segundo comandante
A sessão solene de aniversário ficou marcada pela entrega de medalhas de assiduidade em cobre (cinco anos) a Henrique Rocha, João Branco e Ana Lúcia Rocha; e de Ouro (15 anos) a Carlos Romeiro e António Brilhante. Foram ainda entregues 10 distinções de “Quadro de Honra” e uma medalha por 10 anos de serviço a Mário Leitão.
José António Silva Teixeira foi empossado nesta cerimónia como segundo Comandante da Corporação. José Silva, Adjunto do Comando desde 2003, ingressou nos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz aos 17 anos de idade, tendo subido na escala hierárquica, sempre na qualidade de voluntário. O seu percurso levou a que fosse alvo de várias distinções e louvores, tendo recebido ao longo dos anos variadas medalhas pelos serviços prestados.
Novas viaturas ao serviço da comunidade
Lídio Lopes é o Presidente da Direcção da Associação dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz nos últimos 11 anos. Neste seu mandato a corporação adquiriu 29 viaturas, mais 14 do que no período de 1988 a 1998 e menos seis do que nos últimos 46 anos.
Em dia de aniversário Lídio Lopes anunciou que até final de Janeiro próximo será submetida à aprovação do Quadro de Referência Estratégica Nacional “um projecto arrojado” de construção de um novo quartel. “A legislação é muito apertada, mas estamos a estudar soluções”, garantiu o Presidente da Direcção.
Perante uma assistência atenta, Lídio Lopes considerou que “este é um bom dia para nós. Temos conseguido manter o prestígio de um serviço acumulado. Os Bombeiros Voluntários – sublinhou – são a expressão mais fiel dos valores da solidariedade”. Agradecendo o esforço desenvolvido por todos, Lídio Lopes recordou a participação da Fanfarra e da secção desportiva que, no decurso de diversas iniciativas, tem angariado verbas para a corporação.
Ficou, como prenda de aniversário, o baptismo de duas novas ambulância e uma viatura de combate a incêndio florestal. Uma das viaturas foi oferecida pelo INEM (já se encontrava ao serviço da corporação), tendo a outra sido baptizada com o nome “Hernâni Lopes”. A viatura de combate ao fogo florestal recebeu o nome de “Irmãos Heleno”, a empresa que suportou financeiramente a sua adaptação à actividade desenvolvida.
Texto: Jorge Lemos - Imagem: Raúl Cardoso
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Casa do Pessoal do Hospital Distrital da Figueira da Foz promoveu Festa de Natal
No Auditório da Misericórdia–Obra da Figueira e em parceria com o Centro de Formação da Figueira
O estabelecimento de parcerias é considerado hoje em dia, um dos pilares fundamentais da racionalização de procedimentos e da gestão eficiente de meios. Implica uma negociação entre duas ou mais partes que, utilizando os conhecimentos e as capacidades de cada uma delas, se unem no desenho e execução de projectos conjuntos com vista a obterem um resultado mais positivo para todas. Uma outra característica importante, é a sua função pedagógica, pois pressupõe partilhar objectivos, planos de trabalho, decisões e gestão de recursos.
Neste seguimento, o Centro Cultural e Desportivo da Casa do Pessoal do Hospital da Figueira da Foz ao organizar, como habitualmente, a Festa de Natal para os filhos dos seus associados, decidiu propor uma parceria ao Centro de Formação Profissional da Figueira da Foz, envolvendo mais concretamente o Curso Técnico de Apoio à Infância, proposta esta que a Direcção deste aceitou.
Os destinatários são os filhos dos associados até aos 10 anos inclusive.
Para a realização do evento, a “Misericórdia, Obra da Figueira” disponibilizou o seu auditório, no âmbito de protocolo já existente. Os objectivos desta parceria são, não só proporcionar uma aproximação entre a escola e o meio envolvente, promover a formação adquirida no referido curso, desenvolver, nas alunas participantes, capacidades de organização, comunicação e dinamização de actividades lúdico-pedagógicas, mas também proporcionar às crianças envolvidas maior interactividade, participação e desenvolvimento da sua criatividade no decorrer do evento. A festa teve lugar no passado sábado.
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Associação de Desenvolvimento da Figueira da Foz entregou 52 cabazes de Natal
Cursos de Alfabetização, Desenvolvimento Pessoal e Higiene e Segurança no Trabalho arrancam em Janeiro~
A entrega de 52 cabazes de Natal a outros tantos utentes da Associação de Desenvolvimento da Figueira da Foz (ADFF) começou na passada sexta-feira. “Fomos a casa de 23 dos nossos seniores que, por estarem acamados ou dependentes em elevado grau, não puderam vir à nossa pequena festa de Natal”, explicou Azenha Gomes, Presidente da Associação.
A festa em questão realizou-se no último sábado, com a presença de elementos dos órgãos sociais da ADFF, funcionários e alguns dos utentes da associação, a quem, para além dos cabazes, foi disponibilizado um lanche. “É um acto simbólico, que pretende proporcionar um momento de alegria a estas pessoas que, durante o ano, contam connosco”, explicou Azenha Gomes, sem esconder a preocupação face a algumas situações com que a ADFF se depara, “de graves carências, sobretudo em pessoas acamadas ou com muito fraca mobilidade, e cujo isolamento muitas vezes cresce por viverem em apartamentos em prédios altos e com escadas”, explicou aos jornalistas, à margem da Festa de Natal. A ADFF apoio estes utentes na vertente do apoio domiciliário, recebendo em contrapartida uma verba definida de acordo com os rendimentos de cada um. “Alimentação, higiene pessoal e do lar e tratamento de roupas são os serviços que os utentes podem ter”, explicou a Técnica de Serviço Social Raquel Pedro. Uma palavra amiga e um sorriso constituem o outro apoio que nenhuma factura regista e que a equipa não nega a ninguém. Quanto aos cabazes, entregues em jeito de prenda de Natal, resultaram do apoio da Soporcel, com a colaboração do hipermercado Jumbo, entidades a que a ADFF, em nome dos utentes, agradeceu publicamente.
Curso de alfabetização para adultos arranca em Janeiro
Recentemente acreditada para dar Formação, a Associação de Desenvolvimento da Figueira da Foz arranca já em Janeiro com cursos em três das cinco áreas para que obteve já aprovação – Alfabetização, Desenvolvimento Pessoal, Segurança e Higiene no Trabalho, Saúde e Serviços Domésticos. Os cursos das três primeiras áreas, a começar no início de 2009, não são financiados pelo Quadro Referência Estratégica Nacional (QREN), pelo facto de o mesmo já se encontra fechado na altura da acreditação da ADFF, “mas os cursos de alfabetização e de desenvolvimento pessoal serão gratuitos”, explicou a responsável pela Formação na Associação, Margarida Durães, “e o curso de 35 horas de Segurança e Higiene no Trabalho tem um custo acessível”, acrescentou.
Com inscrições abertas ao longo do ano na sede da Associação e informações pelo 233429856, o curso de alfabetização conta actualmente com cinco inscritos. “Ainda não fizemos qualquer divulgação, e acreditamos que novas inscrições virão brevemente, uma vez que constatamos que ainda existe um número considerável de pessoas que precisam deste tipo de formação, não apenas numa faixa etária mais elevada, como seria de supor, mas até entre jovens de vinte e poucos anos”, adiantou Azenha Gomes. A carência foi detectada através de outra valência da Associação, a de empresa de inserção no mercado de trabalho, em colaboração com o Instituto de Emprego e Formação Profissional. “Hoje em dia é obviamente muito complicado conseguir entrar no mercado de trabalho quando faltam competências básicas, como sejam saber ler e escrever”, admitem os responsáveis da Associação, acrescentando, no entanto, que é no campo da própria autonomia que quem é analfabeto mais sofre. “Não serem capazes de apanhar um autocarro, por exemplo, por não conseguirem ler o destino, é gerador de problemas que afectam, desde logo, a auto-estima”, concluem os responsáveis, dispostos a contribuir para mudar este cenário, inesperado num Portugal do século XXI.
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Lions Clube de Santa Catarina levou um Natal mais justo a quem mais precisa
Em colaboração com as Juntas de Buarcos, S. Pedro e Brenha
O Lions Clube de Santa Catarina este Natal apoiou perto de 30 famílias das freguesias de Buarcos, S. Pedro e Brenha. Em estreita colaboração com as respectivas Junta de Freguesia, o clube de serviço presidido por João Lopes entregou perto de duas dezenas de cabazes de Natal compostos essencialmente por bens alimentares de primeira necessidade.
Ao longo de várias semanas cerca de 50 elementos deste Lions Clube, com o apoio de familiares, deram corpo a mais uma acção solidária, angariando os produtos distribuídos esta semana que agora termina. Contudo, atendendo à resposta ao apelo lançado por João Lopes – que contou com a colaboração do universo escolar local – a campanha converteu-se para algo maior. Aos bens alimentares juntaram-se largas centenas de peças de vestuário, brinquedos, livros, produtos de higiene, material escolar e pequenos electrodomésticos.
Fruto de um trabalho de proximidade com os responsáveis pela acção social destas freguesias foi possível seleccionar cada oferta consoante a constituição dos núcleos familiares. Ou seja, o Lions Clube de Santa Catarina tentou dentro das suas possibilidades ir devidamente informado das necessidades específicas de cada família para que não houvesse donativos considerados como inadequados.
“Trabalhámos em estreita articulação com as Junta de Freguesia no sentido de medir a verdadeira necessidade social. Nós completámos um trabalho numa óptica de optimização de recursos”, explicou o Presidente Lion João Lopes para quem este é o caminho a seguir. “Este tipo de actividades, de iniciativas não devem acontecer de forma aleatória. Devem assentar no planeamento e num conhecimento de causa, em termos geográficos”.
Os donativos foram entregues às famílias pelo Lions de Santa Catarina em colaboração com as próprias Juntas de Freguesia. Uma iniciativa que decorreu no silêncio próprio de quem pratica o bem.
Jorge Lemos
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São Julião promoveu festas para todas as crianças
A Festa de Natal da Junta de Freguesia de São Julião, no passado sábado, foi de todas as crianças. Em parceria com a delegação local da Cruz Vermelha Portuguesa, estava prevista a distribuição de brinquedos a crianças carenciadas daquela freguesia, mas a presença de dois mimos/animadores, de um avião fazedor de bolas de sabão, do lanche e de mil e uma brincadeiras tiveram o condão de atrair muitas outras crianças, que passeavam com os pais no Centro Comercial Foz Center – Figueira Shopping, onde teve lugar a festa. Depois de brincar e de retemperar forças com um lanche, as crianças receberam ainda a sempre desejada visita do Pai Natal, ou melhor, de muitos pais natais, com motas em vez de renas, já que, mais uma vez, o Titans – Motoclube da Figueira da Foz, se associou a esta iniciativa, colorindo ainda mais uma tarde que, mais do que de festa para crianças carenciadas, foi simplesmente de festa para todas as crianças presentes. E nem o facto de umas receberem presentes (as crianças referenciadas como carenciadas) e outras não, impediu que todos vivessem com alegria e espírito natalício a festa promovida pela Junta de Freguesia de São Julião, presidida por Vítor Coelho, que já na véspera procedera à entrega de cabazes de Natal, com produtos de primeira necessidade a famílias carenciadas da freguesia. A iniciativa contou ainda com o apoio do hipermercado E. Leclerc.
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“Viver em Alegria” o Natal
A Associação Viver em Alegria promoveu, recentemente, o convívio de Natal entre os seus formandos dos cursos de Cidadania Activa e Educação para a Inclusão, e ainda utentes do Centro de Apoio à Vida Dra. Natércia Crisanto.
Para a festa, que decorreu na Assembleia Figueirense, foram convidados os adultos e, como não podia deixar de ser na quadra natalícia, as crianças.
Numa confraternização animada por poesias, testemunhos emocionados e muitas canções de Natal interpretadas por mães e filhas – uma vez que os homens se mantiveram prudentemente afastados do palco – não faltou a modelagem de balões com que a animadora de serviço, Rafaela, animou os mais pequenos, enquanto o Pai Natal não chegava.
Partilhar o Natal todos os dias do ano
Conduzida pela psicóloga Teresa Jorge, pela técnica Sandra Jorge e pela assistente social Isabel Silva – que constituem a equipa que coordena os cursos e o Centro de Apoio à Vida – a festa serviu para, em ambiente descontraído, trocar experiências e apurar resultados.
“É bom estar na Viver em Alegria”, afirmou Ana Patrícia Martins, que garantiu ter aprendido “muita coisa”, e não esqueceu a ajuda “com a alimentação e roupa para a minha filha”.
Também Anabela Mendes, mãe do pequeno Isidoro Filipe, sublinhou a importância desta comunidade “para as pessoas necessitadas e não só”.
Para esta mãe ‘de várias viagens’, mais importante do que a ajuda material que a Associação possa dar é o “apoio psicológico, são os conselhos e é a força” que a instituição tem conseguido transmitir aos seus utentes.
Não menos emocionado foi o testemunho das técnicas da Associação, que sublinharam que “as nossas mães do Centro de Apoio à Vida são exemplos de coragem, camaradagem e amizade”, felicitando-as por se tornarem “cada vez mais responsáveis com a educação dos filhos”.
Quanto aos bebés, as técnicas não esconderam a satisfação em vê-los “crescer, brincar, aprender e conviver”.
E, prova viva do bom trabalho, era a pequena Zara, de um ano e meio, orgulhosamente apresentada como “a primeira bebé do Centro de Apoio à Vida”, que, ao colo da mãe, Carla, acompanhava a festa.
O “bom trabalho que está a ser desenvolvido” foi louvado por Elisabete Barbosa, da Direcção da Associação Viver em Alegria, que marcou discreta presença na festa, pedindo a palavra apenas para garantir, da parte da Direcção, “a continuidade de todo o apoio possível”.
Mas, porque já não se concebe o Natal sem presentes para as crianças – e com o contributo da Plasfil, de alguns anónimos e do hipermercado Jumbo no lanche oferecido a todos os presentes – chamou-se finalmente o Pai Natal, que entregou a cada criança, chamando-as pelo seu nome, mais do que uma prenda, um pedacinho da magia do Natal.
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