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Cultura
“A Filosofia vem à cidade”
Dia 15 à tarde, no Casino Figueira
Em 2008, aquando das comemorações do cinquentenário da morte do intelectual figueirense Joaquim de Carvalho, o jornalista Carlos Magno – moderador de uma tertúlia realizada neste âmbito no Casino Figueira – lançou o repto: por que não comemorar anualmente o Dia Mundial da Filosofia, naquela mesma sala? A Associação Dr. Joaquim de Carvalho e a Escola Secundária com 3.º CEB Dr. Joaquim de Carvalho, que organizavam o evento, aceitaram o desafio e, novamente com o apoio do Casino Figueira, promovem este domingo, dia 15, durante toda a tarde, uma verdadeira festa da Filosofia.
“Queremos recriar na Figueira, que não é uma cidade muito grande, um pouco do ambiente que se vivia na Grécia Antiga, em que os filósofos conversavam nas ruas com os cidadãos”, explica Cândida Ferreira, docente de Filosofia na Escola Joaquim de Carvalho. Para “trazer a Filosofia à cidade”, a organização convidou António Pedro Pita e Pablo García Castillo (catedrático da Universidade de Salamanca), que falarão sobre “Filosofia, Cidadania e Democracia”, e António Pedro Vasconcelos, João Maria André e Rafael Carriço, para abordarem as questões da “Filosofia, Cidade e Cultura”. A moderação estará novamente a cargo de Carlos Magno.
“É uma iniciativa aberta a todos, porque o que queremos é que a Filosofia não esteja confinada aos estudantes e professores de Filosofia, mas que envolva todos os cidadãos”, explicou Cândida Ferreira, sublinhando que, mesmo que a efeméride deste ano já não esteja subordinada às comemorações alusivas a Joaquim de Carvalho, é ele, ainda, o seu mentor. “Joaquim de Carvalho levava a Filosofia às pessoas, através de tertúlias, de conversas, de acções concretas”, justificou a docente.
E para chegar ao máximo número de pessoas, a iniciativa no Casino Figueira terá entrada livre. A partir das 19h30, porém, é com um magusto que a festa termina, sendo a participação neste momento gastronómica feita contra o pagamento de 15 euros.
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Tesha e Mário Silva juntos em exposição
O Tubo d Ensaio tem patente, até ao próximo dia 29 de Novembro, uma exposição de pintura de Tesha e Mário Silva, unindo assim no mesmo espaço dois dos pintores mais consagrados da Figueira da Foz. Esta mostra tem duas particularidades: é a primeira vez que os dois artistas se juntam para dar cor e textura a uma exposição que reúne 11 trabalhos de cada um; e é a primeira vez que Mário Silva tem exposto um quadro que diz estar “inacabado”. Mas, para o artista, a sensação não é nova.
“Nunca termino as minhas obras. Há sempre um ponto a acrescentar e, para que isso não aconteça, tenho de retirar as obras do ateliê, porque se não estaria sempre a adicionar uma cor, um traço”, explicou o pintor.
Dois “lavoenses postiços”
Natércia Leitão nasceu em Moçambique mas desde sempre assina a sua obra como Tesha. Iniciou-se na pintura ainda muito jovem e está representada em muitas colecções particulares e institucionais, em Portugal e no estrangeiro, tendo recebido diversos prémios ao longo da sua carreira.
“As suas pinturas em acrílico demonstram influências de África pelas cores e pela força do seu traço, misturando a realidade com o sonho e a imaginação. As mulheres que pinta não negam as suas raízes, onde não faltam cenas de vida, alegria, tristeza ou dor, nem sequer uma flor ou uma mulher grávida simbolizando a esperança e a alegria de renascer”, refere-se no guia da exposição. As obras expostas foram, como explicou a pintora, concretizadas “propositadamente para esta exposição”.
Mário Silva nasceu em Bencanta, Coimbra, mas é na cidade figueirense que vive e trabalha. Premiado várias vezes pelo seu trabalho no domínio da pintura, os seus trabalhos fazem parte de várias colecções privadas e públicas de renome, nacional e internacionalmente.
Autor de uma obra genial, é além de um grande artista um revolucionário nato, sempre insatisfeito e capaz de surpreender a cada época. Com 50 anos de carreira artística, é sem dúvida um dos nomes grandes da pintura contemporânea nacional.
O encontro destes dois pintores acontece em Lavos, terra onde ambos vivem. “Atravessámos os dois a ponte para estarmos juntos nesta mostra”, sublinha Tesha, acrescentando que , para além da paixão pela pintura, ela e Mário Silva partilham o facto de serem “lavoenses postiços”.
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Casino Figueira: Sons e sabores ao Encontro do espírito do S. Martinho
É já amanhã que o Salão Caffé do Casino Figueira abre as suas portas a um encontro muito especial, com que assinala o S. Martinho. O jantar e espectáculo, com início marcado para as 20h30, traz ao convívio dos presentes as vozes de Carlos Guilherme e Anabela, os dois intérpretes que põem a alma e a voz neste “Encontro”, em que – a solo ou em duetos, mas sempre acompanhados por uma formação musical ao vivo – interpretam alguns dos maiores êxitos da canção portuguesa, já editados num CD com o mesmo nome do espectáculo. A partir das 20h30, por 40 euros ou 400 pontos do Cartão Casino.
No mesmo dia, para quem prefere o ambiente reservado do Álea, o restaurante concerto bar do Casino Figueira, a mestria ao piano de Silva Cascão pode ser ouvida a partir das 21h00, com entrada livre.
Da Vinha Ao Vinho
E porque o mês é de São Martinho, o Casino Figueira “celebra o Vinho” de hoje a 27 de Novembro de 2009, com exposições, palestras, provas de vinho comentadas, acessórios e apresentações de livros. A iniciativa visa a valorização e divulgação de Portugal como País de Vinhedos e de Vinhos, já que este é um património nacional riquíssimo e de elevado potencial qualitativo que importa preservar, como garante da afirmação e importância desta cultura, a nível nacional.
Um tema, duas exposições
Da “Vinha ao Vinho – as Castas Portuguesas”, do Instituto do Vinho e da Vinha, é uma das duas exposições patentes no Casino Figueira. Nesta mostra são apresentadas algumas fotografias dos arquivos do Instituto da Vinha e do Vinho, I.P. e da revista Blue Wine – A Essência do Vinho, e identificadas algumas peças provenientes do Museu Nacional do Vinho, em Alcobaça, em breves apontamentos que permitem assinalar o forte peso que a cultura da vinha e do vinho sempre tiveram no nosso país, ao mesmo tempo que complementam a breve apresentação de todo o processo produtivo, de uma forma mais tradicional, desde os trabalhos no solo e nas videiras até à transformação das uvas em vinho, ao seu envelhecimento e engarrafamento.
Em complemento, os visitantes podem ficar a conhecer algumas das excelentes castas portuguesas que se destacam, devido à sua elevada qualidade e adaptação local, à produção de vinhos, já que em função do solo e clima e das práticas culturais, podem originar vinhos completamente distintos, embora possuam alguns componentes aromáticos que persistem independentemente desses factores, como são exemplos os vinhos Alfrocheiro, Alvarinho, Antão Vaz, Arinto, Aragonês, Castelão, Encruzado e Touriga Nacional.
A outra exposição patente “Vinoscópia – O vinho como nunca antes visto…”, facultada pelo Museu do Vinho e da autoria do Prof. Dr. Jorge Rino (Universidade de Aveiro), é uma exposição de fotografias ao microscópio, que realça o carácter pictórico e cromático natural, que os olhos humanos, à vista desarmada, não descortinam, mas que a tecnologia de ponta e os microscópios desvendam.
Conduzir o vinho
Para além das duas exposições, a ViniPortugal organiza dois mini-cursos de iniciação à Prova de Vinhos, nos dias 21 e 22 de Novembro, às 17h00. Já o Eng.º Mário Louro ensina a “Conduzir o Vinho” no dia 27, às 18h30, e Duarte Fernandes fala sobre “O Vinho na Gastronomia” no dia 25, às 18h30, com uma prova de vinhos harmonizada com queijos e enchidos.
As Provas de Vinhos comentadas pelos especialistas começam hoje, às 18h30, e prolongam-se pelos dias 13, 16, 19, 20, 21, 22, 25, 26 e 27 de Novembro com a presença de vários Produtores nacionais.
Rogério Dardeau lança o seu último livro, “Vinhos – uma festa de sentidos”, a 16 de Novembro, pelas 18h30, e João Paulo Martins e o Chefe Vítor Sobral apresentam a sua obra “Portugal de Hoje à Mesa” a 26 deste mês, às 18h30.
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