Director:  
13-11-2009  
Ano 91º  
Edição N.º 5639  
O Figueirense
 
  Reportagem

12 milhões de euros regeneram sede do concelho

O "Mais Centro" - o Programa Operacional Regional do Centro - aprovou projectos de regeneração urbana que representam investimentos superiores a mais de 300 milhões de euros.
No caso concreto do concelho da Figueira da Foz, o custo total dos diversos projectos apresentados ronda os 12 milhões de euros. O custo elegível é da ordem dos 10,5 milhões de euros, sendo a comparticipação (FEDER) de sensivelmente seis milhões de euros.
As despesas elegíveis são as que estão directamente relacionadas com o projecto e estão descritas na candidatura aprovada, em função do respectivo regulamento.
A diferença entre o custo total e o elegível é suportada pelo executor do projecto. A taxa do fundo é encontrada tendo em conta o que está definido a nível do regulamento nacional - neste caso seria o Regulamento das Parcerias para a Regeneração Urbana, sendo que não há comparticipações a 100%. Tendo na base este regulamento, o aviso de concurso elaborado pelo Mais Centro pode depois definir a taxa para a situação concreta, o que entra muitas vezes em linha de conta com o mérito do projecto. A diferença é também suportada pelo beneficiário.
Directamente sob a responsabilidade do município da Figueira da Foz (incluindo a Empresa Municipal Figueira Grande Turismo e Empresa Pública Municipal de Estacionamento da Figueira da Foz) estão previstos projectos orçados em pouco mais de 9,7 milhões de euros. Neste lote já aprovado, residem projectos liderados por outras entidades públicas e privadas (consultar quadro). A título de mero exemplo, um milhão e 200 mil euros serão aplicados na requalificação das instalações do Tennis Club da Figueira da Foz, Clube Náutico e porto de recreio. Áreas ribeirinhas, portanto.
À margem do jogo
A Sociedade Figueira Praia, única empresa privada do concelho a integrar este projecto, irá investir na comunidade figueirense 337.500 euros. O projecto designado como "acondicionamento do espaço público para a regularização do tráfego e estacionamento" está orçado em 450 mil euros, sendo comparticipado pelo FEDER em 25%.
Refira-se que este investimento no desenvolvimento da cidade, subscrito e apoiado pelo "Mais Centro", "não faz parte da contra-partida do Jogo. É uma acção, diferenciada, extra responsabilidades contratuais", refere fonte da empresa detentora do Casino Figueira.
Com início em Junho de 2010, o projecto está nesta fase "indefinido" e na sua apresentação "o texto é tão genérico que disponibiliza versatilidade para evoluir para tudo", salienta a mesma fonte. Esteve sempre explicitamente claro, da parte do Casino, que é necessário despedonalizar o Bairro Novo, com excepção da parte que sempre foi pedonal no Picadeiro, de forma a voltar a repor a circulação automóvel, fazer passeios para que o Bairro Novo volte a ter vida.

“É fundamental sabermos aproveitar esta oportunidade”
“Numa economia globalizada e aberta ao exterior, é fundamental para a Região Centro reforçar a competitividade do seu tecido económico.
Destinados a promover a competitividade, a inovação e o conhecimento, estes projectos vão contribuir para o aumento da produtividade, da flexibilidade e da presença activa das empresas nacionais no mercado global, pelo que têm também um impacto muito relevante ao nível da criação e manutenção de empregos.
A Região Centro ocupa o primeiro lugar a nível nacional no total de incentivos atribuídos no âmbito do QREN, assim como no investi-mento apoiado, englobando o Mais Centro, que apoia micro, pequenas e médias em-presas, e o Compete que apoia as médias e grandes empresas. É fundamental sabermos aproveitar esta oportunidade”.
(Alfredo Marques - Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro e da Comissão Directiva do Mais Centro)

"Um bálsamo para a actividade comercial"

Na opinião da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF) a regeneração urbana do Bairro Novo funcionará como bálsamo para a actividade comercial de toda a zona comercial da cidade, dado que a intervenção e a funcionalidade proposta para a área de intervenção terá repercussões nas áreas adjacentes.

Acreditamos que de forma semelhante a outras cidades com intervenções de igual grandeza, a criação de mais áreas de acolhimento para a instalação de actividade comercial e de serviços será indutora de mais actividade económica.

A captação de investimento para uma zona urbana com clara vocação para o convívio entre a habitação e a oferta de produtos ligados ao turismo, ao lazer e ao comércio, parece-nos de extrema importância para o processo de inversão da erosão das zonas comerciais tradicionais, através da fixação das pessoas, do aumento de habitantes nos locais e da captação de novos públicos consumidores da oferta instalada e que se venha a instalar.

O custo da oportunidade é significativo se não formos capazes de intervir no espaço, o desafio é de grande complexidade e não é fácil gerir todos os interesses e opiniões. Mas acreditamos que todos seremos capazes de levar a cabo este trabalho.

(José Couto - Vice-Presidente da Direcção da ACIFF)

ARTIGO COMPLETO, COM QUADRO DE TODOS OS PROJECTOS, NA EDIÇÃO IMPRESSA.

Jorge Lemos
jorge.lemos@ofigueirense.com

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Grupo Catarino comemorou 60 anos na Figueira

Fundado há 60 anos, o Grupo Catarino comemorou na Figueira da Foz, na última sexta-feira, o seu aniversário. O Grupo Catarino – que engloba 16 empresas distribuídas por nove segmentos de actividade, entre os quais a construção, design de interiores, paisagismo, hotelaria, fileira florestal ou joalharia, entre outros – é actualmente o maior grupo português de construção, decoração de interiores e paisagismo, e estima facturar 150 milhões de euros em 2012, através de uma estratégia que contempla novos mercados internacionais.
“O mercado nacional acaba por se revelar exíguo para a ambição do grupo. Não queremos estar entre os maiores, mas antes ser um grupo médio com qualidade”, disse à agência Lusa Vítor Catarino, presidente do conselho de administração. O plano estratégico do grupo empresarial, apresentado durante o aniversário, aponta para uma facturação de 150 ME em 2012, quase o dobro da apurada em 2008, que se situou nos 82 milhões de euros.
No sector da construção e decoração de interiores, o grupo estendeu a sua actividade aos mercados internacionais a partir de 2002, chegando ao Brasil e Espanha e vai apostar agora num terceiro destino, ainda em fase de escolha e com decisão para breve.
“O denominador comum é que são destinos que possuem um forte componente turística e hoteleira”, disse Vítor Catarino.
Revelou que a escolha far-se-á entre França e o conjunto de ilhas Atlânticas constituída pela Madeira, Açores. Baleares, Canárias e Cabo Verde.
Já no segmento do equipamento e decoração de hotéis o grupo Catarino pretende marcar presença “à escala global”, nos mercados europeus, asiático e do Médio Oriente.
“É uma área muito delicada que requer muita prudência. Mas, por outro lado, não exige uma presença tão pesada como o sector da construção”, advogou.
Vítor Catarino sublinhou ainda que a empresa de base familiar - criada em 1949, tendo na sua génese as actividades de ourives ambulante, fornos de cal e serradores braçais – sustenta a sua estratégia, precisamente, na prudência “e análise continuada de riscos”.
Apesar da actual situação de crise financeira e da crise no sector da construção, instalada desde 2002, o grupo Catarino analisa “com uma malha muito apertada todas as oportunidades de negócio”.
Uma atitude sustentada na diferenciação de produtos, humanismo, profissionalismo e assumida irreverência, refere.
“Acreditamos que podemos ter sempre uma proposta de valor absolutamente singular para o cliente. E a prova disso é que estamos absolutamente inundados de projectos”, disse Vítor Catarino.
Na Figueira da Foz, para assinalar os 60 anos de vida de um grupo que continua a crescer, estiveram cerca de 600 convidados, entre os quais destacadas personalidades locais, regionais e nacionais. A sessão solene decorreu no Grande Auditório do Centro de Artes e Espectáculos, enquanto o jantar teve lugar numa tenda gigante montada, para o efeito, no Parque das Abadias.

(artigo completo na edição impressa)



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