Director:  
05/03/2010  
Ano 91º  
Edição N.º 5655  
O Figueirense
 
  Reportagem

Holiday Inn Figueira da Foz abre em Julho

A NOVA UNIDADE HOTELEIRA EM FASE FINAL DE CONSTRUÇÃO, NA ZONA DA PONTE DO GALANTE, SERÁ INAUGURADA EM JULHO PRÓXIMO, ADOPTANDO A DESIGNAÇÃO DE HOLIDAY INN FIGUEIRA DA FOZ.
TERÁ 158 QUARTOS E SUITES, 15 SALAS DE REUNIÕES, SALÃO DE FESTAS E ANFITEATRO.

“A PARTIR DE JULHO A FIGUEIRA DA FOZ PASSA A ESTAR ASSOCIADA A UMA CADEIA HOTELEIRA DESTA ENVERGADURA, O QUE IRÁ REFORÇAR O POSICIONAMENTO DO CONCELHO NOS MERCADOS INTERNO E EXTERNO”, SALIENTA PEDRO MACHADO (TURISMO CENTRO DE PORTUGAL).

A PROMOÇÃO DA NOVA UNIDADE HOTELEIRA JÁ COMEÇOU A SER FEITA EM ESPANHA.

O plano de expansão do InterContinental Hotels Group (IHG), prevê a abertura de três hotéis em Portugal, num total de mais de 600 quartos. E em 2011 há mais duas aberturas.
Ainda no primeiro semestre deverá abrir o Crowne Plaza Vilamoura (327 quartos e suites), seguindo-se o Holiday Inn Figueira da Foz (158) em Julho e, no fim do ano, o InterContinental Porto Palácio das Cardosas, com 109 quartos. Para 2011 há planos para a abertura de mais dois hotéis Holiday Inn Express, no Porto, com 96 quartos, e em Lisboa com 127 quartos, ambos geridos pela Palminvest.
Segundo o site da Turisver, o Crowne Plaza Vilamoura terá uma suite presidencial com 300 metros quadrados, 1200 metros quadrados para conferências e reuniões (sala maior com 760 metros quadrados), jardim, piscina exterior de mil metros quadrados, jacuzzi, spa, e outros equipamentos.
O InterContinental Porto Palácio das Cardosas será o primeiro hotel desta marca em Portugal, situado num edifício histórico com 250 anos na principal praça do Porto.
Terá centro de negócios e espaço de lazer com o antigo Café Astória (até há alguns no rés-do-chão do edifício) e um Spa.
O grupo IHG conta com mais de 645 mil quatros distribuídos por 4.400 hotéis sediados em perto de cem países, acolhendo anualmente perto de 130 milhões de hóspedes.

Futuro favorável”
Hylko Versteeg, director de desenvolvimento da IHG na Península Ibérica, afirma que “apesar da indústria turística ter sofrido com a crise económica mundial, o futuro a médio/longo prazo apresenta-se bastante favorável, com as previsões de crescimento das reservas via Internet e também com as perspectivas de aumento das viagens em companhias low cost”.
A abertura da nova unidade hoteleira na Figueira da Foz já começou a ser divulgada em Espanha. Como mero exemplo, o site noticioso “sunotadeprensa” tem como manchete “Mais de 600 novos quartos da cadeia IHG em Portugal”. Por outro lado, o site da agência espanhola Hosteltur noticia a abertura das novas unidades destacando, com recurso a imagem, a cidade da Figueira da Foz. Como referência: a existência do Casino Figueira e a proximidade a Coimbra.

“A requalificação necessária”
O futuro Holiday Inn Figueira da Foz traduz “a requalificação necessária da oferta turística figueirense e regional”, considera o presidente da Turismo Centro Portugal. Para Pedro Machado, a unidade hoteleira “vem reforçar a marca de excelência que a Figueira da Foz tem granjeado” quer no mapa nacional, quer no estrangeiro.
O novo hotel, defende o responsável pelo Turismo do Centro, “vem assim ao encontro da renovação e requalificação hoteleira figueirense e traz um valor acrescentado ao cronograma dos eventos e realizações”, na medida em que poderá ser uma mais valia junto de um público-alvo mais específico. Para além, como é óbvio, de aumentar a capacidade hoteleira local.
“A partir de Julho a Figueira da Foz passa a estar associada a uma cadeia hoteleira desta envergadura, o que irá reforçar o posicionamento do concelho nos mercados interno e externo”, salienta Pedro Machado.

Jorge Lemos

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Pagar dívidas é a prioridade de Ataíde

“Dias de Governação - Um encontro do Presidente da Câmara com os Figueirenses”

O encontro com a população que João Ataíde promoveu ontem de manhã, na Casa do Paço, não atraiu mais de duas dezenas de figueirenses. Ainda assim, o autarca eleito pelo PS compromete-se a repetir iniciativas do género, de forma a permitir aos eleitores o acompanhamento da governação: as próximas decorrerão brevemente em freguesias do Norte e do Sul do Concelho.
Neste encontro, João Ataíde resumiu a situação financeira da autarquia, dando exemplos de situações que lhe levantam dúvidas, mas também reforçou promessas eleitorais e fez o ponto da situação dos projectos que considera estruturantes. Numa altura em que já surgiram críticas à alegada ausência de acções concretas do actual executivo, João Ataíde garantiu que a prioridade é “honrar os compromissos assumidos no passado” pela Câmara Municipal, ou seja, pagar aos cerca de 680 credores que têm a haver um total de 14,2 milhões de euros. No entretanto, porém, o autarca garante que estão a ser dados “os primeiros passos” para avançar com projectos como a regeneração urbana ou o parque desportivo de Buarcos. E, aos críticos, responde: “É imparável a força tranquila da nossa governação”.

Depois de uma “análise rigorosa das contas da autarquia e de um conjunto de dossiers e projectos essenciais”, feita num período que, sublinhou, “correspondente a 7% do mandato conferido pelos figueirenses”, o edil destacou a situação financeira da Câmara Municipal. “Sendo inequivocamente uma Câmara Municipal excessivamente endividada, permanece por apurar o montante exacto da dívida”, lamentou, revelando especial preocupação por, gastos os 10,5 milhões de euros obtidos por empréstimo no âmbito do programa de regularização de dívidas (PREDE), continuarem por liquidar “um conjunto de dívidas a fornecedores de bens e serviços” relativas aos anos de 2005 a 2009. “Falamos de 680 credores e de uma dívida total de 14,2 milhões de euros”, realçou, defendendo “a realização imediata de uma auditoria financeira”. Ataíde referiu ainda ter encontrado “procedimentos irregulares e actuações que violam as regras elementares da transparência e rigor financeiro, desde facturas de bens e serviços referentes ao anterior mandato e que se encontravam por lançar na contabilidade há mais de cinco meses, a compromissos assumidos com particulares e empresas, de forma informal e sem qualquer base legal”. O recurso sistemático à contratação externa (outsorcing), “sendo que, em muitos casos a Câmara possuía meios próprios capazes de assegurar os serviços”, foi outras das críticas de Ataíde à gestão do anterior executivo.
“Particularmente relevante é também a contratação externa para assegurar o patrocínio de dezenas de acções judiciais intentadas contra a Câmara Municipal e que representam um valor demandado à Câmara de vários milhões de euros, o qual não se encontra reflectido nas contas da autarquia nem foram constituídas provisões para assegurar o pagamento daquele valor”, denunciou. A auditoria servirá, sustenta o autarca, para clarificar os números e abrir portas “à concretização do saneamento e reposição do equilíbrio financeiro da autarquia”, tendo como prioritário a regularização das dívidas. “Trata-se, na grande maioria dos casos, de pequenas e médias empresas do nosso concelho; empresas cuja sobrevivência – e das centenas de postos de trabalho que representam – se encontra dependente dos pagamentos pela Câmara”, frisou.

Arrumar a casa
No que respeita à estrutura orgânica da própria Câmara, o diagnóstico realizado permitiu a João Ataíde concluir que a estrutura existente “se encontra completamente desadequada, com departamentos constituídos por serviços que apenas existem no papel, e situações de pessoas que durante largos meses estiveram ao serviço da Câmara Municipal sem estar formalizado qualquer vínculo contratual”. Realizado o levantamento das situações e ouvidos os serviços, Ataíde considera estarem reunidas as condições para avançar, muito em breve, com uma nova estrutura orgânica, “mais flexível, mais eficaz e com maior racionalidade em termos de custos”.
“Total dependência financeira em relação à Câmara Municipal, sem que as empresas estejam configuradas para obter receitas próprias em níveis que permitam a sua auto-subsistência”. Foi assim que João Ataíde apresentou as empresas municipais, onde também detectou “vários procedimentos irregulares, bem como contratações, algumas das quais implicando milhões de euros, sem haver lugar sequer a concurso público e sem qualquer informação prévia ao Tribunal de Contas”. Fazer entrar vereadores do executivo para a administração dessas empresas municipais foi a forma encontrada para reforçar o “necessário e imperioso controlo financeiro” destas empresas, cuja sustentabilidade está já a ser avaliada, e que ditará a sua manutenção “ou, pelo menos, a manutenção nos moldes em que existiram até esta data”.

Tarifário das Águas: “Não queremos que dure muito mais tempo”
“No que respeita ao dossier da água e saneamento, e em virtude de um contrato de concessão celebrado em 1999, que consagrava a revisão do tarifário das águas em 2010, temos este ano uma actualização extraordinária daquele tarifário com uma subida de 13,2%”, lembrou o autarca, que sabia que era inevitável que o aumento entrasse em vigor. “Mas não queremos que dure muito mais tempo”, afirmou.

Revisão do PDM: “começar da estaca zero”
No que respeita à revisão dos planos de ordenamento do território, Ataíde disse ter encontrado “um total abandono das intenções de revisão anunciadas nos últimos anos”. O Plano Director Municipal (PDM), por exemplo, “terá que ser iniciado da estaca zero o mais rapidamente possível”, o mesmo acontecendo com a revisão do Plano de Urbanização da Figueira da Foz e o Plano de Pormenor do Areal da Figueira da Foz.
“Este executivo procedeu já à aprovação em Câmara do início do procedimento de elaboração de um Plano de Pormenor para a Costa de Lavos, e continuaremos a proceder a intervenções específicas e eficazes, sempre que tal se justifique, sem prejuízo de estarmos já a dar os primeiros passos na revisão do PDM”, disse o edil, acrescentando que o principal objectivo é ir “rapidamente ao encontro das necessidades de expansão urbanística e desenvolvimento das freguesias do concelho, aproveitando para corrigir alguns erros do passado nesta matéria”.

Projectos estruturantes
Relativamente à regeneração urbana, que visa intervir na frente marítima e ribeirinha e em zonas nobres da cidade, num investimento total de 13 milhões de euros (financiado no âmbito do Quadro Estratégico de Referência Nacional num valor de 6 milhões de euros), o projecto implica um conjunto de parcerias entre a autarquia, a Administração do Porto da Figueira da Foz, a agência de desenvolvimento regional Estruturas e Investimentos do Mondego, para além de outros parceiros públicos e privados. “Temos realizado um enorme esforço, em conjunto com os nossos parceiros, no sentido de retomarmos um processo que se encontrava praticamente parado”, disse João Ataíde, lembrando que o projecto foi objecto de uma candidatura a apoios comunitários, com “prazos extremamente apertados e que não podem ser ultrapassados, sob pena de se perder esta oportunidade de apoio financeiro, sem o qual é impossível concretizar este investimento”.
No dossier Parque Desportivo de Buarcos, “aquilo que existia era uma obra adjudicada de forma pouco responsável a uma empresa privada por um valor de cerca de 13 milhões de euros, estando a autarquia desde há muitos meses a suportar juros, sem que essa obra possa ser executada”, acrescentou, garantindo que o executivo actual tem-se “desmultiplicado em reuniões técnicas, tendo-se iniciado um processo de revisão cirúrgica do projecto de forma a ser validado pelas entidades competentes”. E porque estava em risco a perda de 6 milhões de euros de financiamento do Turismo de Portugal, o executivo assumiu já o compromisso perante aquela entidade de apresentar uma nova candidatura, sendo que até Junho deverá estar concluído um projecto para a construção do campo de golfe “que respeite a lei”.
A viabilização da Zona de Apoio Logístico (ZAL) da Figueira da Foz, considerada elemento crucial para alavancar o desenvolvimento económico da Figueira da Foz e da região Centro, tem também motivado “reuniões e contactos permanentes com o Ministério da Economia”, no sentido de o projecto ter acesso a fundos públicos. Por outro lado, Ataíde diz estar a sensibilizar as instâncias competentes para o desenvolvimento da componente intermodal ferroviária da ZAL, e a Secretaria de Estado dos Transportes para a necessidade de revitalização do ramal ferroviário que liga a Figueira da Foz à Pampilhosa. “Neste âmbito, este executivo conseguiu já em sede de PROT, que neste plano figurasse a requalificação do troço da Linha da Beira Alta, Figueira da Foz / Pampilhosa”, anunciou o autarca.

Críticas ao críticos

“Governar em maioria simples, como é o caso, significa que o programa que apresentámos aos figueirenses e saiu vencedor das eleições é diariamente discutido e contrariado na sua aplicação”, disse João Ataíde, na recta final do seu discurso. “À ventania do bota-abaixo das vozes que apenas criticam, sem nunca contribuirem com uma ideia ou uma atitude construtiva para os destinos do nosso Concelho, nós responderemos com uma acção governativa tranquila e séria, sustentada em propostas concretas e viáveis, com vista a colocar a Figueira no mapa das melhores e mais apetecíveis cidades portuguesas”, prometeu, lembrando que “o papel da oposição num executivo de maioria simples assume uma relevância enorme, pelo que não faz sentido comportar-se, nesse contexto, como se continuasse em campanha eleitoral e não houvesse uma Câmara e um Concelho para governar e umas dezenas de milhar de cidadãos que esperam o melhor das nossas capacidades e empenho”.


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António Durão, um figueirense no «made in mozambique»

Perfil

António Manuel Ponte Durão, 40 anos.
Nascido na Figueira da Foz, mora em Buarcos. Casado com Sílvia Tavares, tem duas filhas. É licenciado em Gestão, e está a terminar o Mestrado em Gestão Estratégica Formador Certificado com CAP, tem 20 anos de experiência em formação e 15 anos de experiência em consultoria.
Principais projectos

Formador, de 1990 a 1997, em Informática, Gestão e Marketing, foi dinamizador de portais internet em Portugal entre 1997 e 2000.
Integrou a Direcção de Marketing da Suprides 1997-2000 e foi director da Fiducial Figueira da Foz entre 2001 e 2008.
Co-Responsável por implementação de projectos de Formação em Cabo Verde, é co-gestor do projecto 2mil - Livrarias | Papelarias | Artes.
Actualmente é Director de Marketing da empresa moçambicana Triana, SA e Director de Comunicação e Estratégia da MadeinMozambique.

Como é que surgiu a oportunidade de fazer parte deste projecto?

A oportunidade surgiu após um amigo de longa data, que está estabelecido em Moçambique, me ter lançado o desafio, pois teve conhecimento que iria surgir uma vaga para este grande projecto. Como estou na fase terminal do meu Mestrado em Gestão Estratégica na especialização de Balanced Scorecard, uma metodologia de gestão que tem como efeitos aumentar a todos os níveis a competitividade organizacional e executar estratégias de negócio, houve aqui um juntar “a fome com a vontade de comer”, utilizando um provérbio popular. Neste caso a organização é um Estado, um país. Os princípios são precisamente os mesmos. Após alguma negociação e de mostrar também algum currículo que acumulei ao longo destes 20 anos, fui escolhido… e lá fui eu. Com a minha “mala de cartão”… Felizmente correu muito bem, pois as expectativas, de ambas as partes, foram superadas. Refiro, no entanto, que faço parte de uma equipa de profissionais altamente capacitados e que estamos ligados a uma entidade privada. É um caso de sucesso de uma parceria público-privada onde o Estado tem sempre, e como é óbvio, a palavra final.

Como director de Comunicações e Estratégia do “Made in Mozambique” qual é exactamente o seu papel?

O meu papel é o de fazer cumprir as directivas do Ministério da Indústria e do Comércio da República de Moçambique através da UTPPRON (Unidade Técnica para Promoção dos Produtos Nacionais). É minha função, após absorver as directivas, políticas e estratégias definidas pelo Governo, transformá-las em projectos de índole empresarial e depois definir, coordenar e controlar toda a sua execução em Moçambique e no Eixo Américas-Europa. Sempre em total consonância com outros departamentos do Estado, é claro, e ao mais alto nível. São políticas estruturais. É minha função também definir todo o plano de comunicação institucional e transversal ao projecto para empresas que já são detentoras do selo “MadeinMozambique” (MIM), e para as que ainda não o têm. Sou ainda o co-responsável pela organização da 1ª Expo-MIM e pela concepção do programa, que neste momento está em fase de apreciação por parte do Ministério da tutela. Dadas as minhas competências, sou ainda responsável por toda a gestão e coordenação de programas de formação e de empreendedorismo que iremos lançar em Setembro de 2010 em todo o país, num mega-projecto de combate à exclusão social e estímulo ao emprego. Em poucas palavras é o que dá para resumir, mas é ainda uma responsabilidade e uma carga muito grande.

(ler mais na edição impressa)

Andreia Gouveia

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Serviço de Estrangeiros e Fronteiras com novas instalações durante 2010

O serviço de estrangeiros e Fronteiras (SEF) vai ter novas instalações na Figueira da Foz durante 2010, situadas no edifício sede da administração portuária, ao abrigo de um protocolo assinado sábado passado entre os dois organismos.
As novas instalações do SEF vão ocupar parte da ala nascente do prédio da Administração do Porto da Figueira da Foz (APFF), junto à marina de recreio, local onde funcionará, igualmente, o posto de fronteira marítima. Neste local irão trabalhar 20 elementos directamente relacionados com a investigação/controle fronteiriço e ainda dois funcionários para o atendimento de utentes.
Desde 1996 que a delegação do SEF e o posto da fronteira marítima da Figueira da Foz estão instaladas na doca de recreio, a cerca de 300 metros da nova localização, num edifício adaptado à função, construído para ser terminal fluvial mas que nunca funcionou como tal.
“O edifício onde estava não correspondia às necessidades e não estava condizente com as actuais atribuições”, disse o director nacional do SEF, congratulando-se com o acordo firmado com a APFF. Para Manuel Palos, “ o SEF agora cumpre melhor a sua missão, proporcionando melhores condições e um melhor serviço público”.
Para José Luís Cacho, este protocolo agora assinado “é um bom exemplo” na linha seguida pela actual administração portuária no que respeita a projectos de parcerias com diversas entidades portuárias. Enalteceu as boas relações com a autarquia local, “um parceiro activo nesta frente ribeirinha”.
O ministro da Administração Interna, Rui Pereira, presidiu à cerimónia e lembrou as responsabilidades que Portugal possui ao nível do controle europeu de fronteiras no espaço Schengen garantindo que “temos cumprido as nossas responsabilidades”.
“É preciso dar uma atenção especial às novas fronteiras marítimas”, frisou o governante, frisando que as novas instalações da Figueira da Foz “significam mais liberdade e mais segurança” para as pessoas.

SEF apresenta novo sistema electrónico de consulta às medidas cautelares de pessoas

O ministro da Administração Interna presidiu sábado, em Coimbra, à apresentação do sistema electrónico de consulta às medidas cautelares de pessoas, do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), que permite a troca de informação rápida ao nível policial.
“Todos sabemos que é da maior importância haver uma troca rápida, em tempo real, da informação, para melhorar a capacidade operacional das polícias”, sublinhou Rui Pereira ao intervir numa sessão que decorreu na delegação regional do SEF, em Coimbra.
A funcionar há uma semana, o novo sistema “é uma evolução do procedimento de consulta às medidas cautelares, na senda do percurso seguido pelo SEF de uma cada vez maior desmaterialização, simplificação e modernização”, disse, na sessão, o director nacional, Manuel Palos.
“Hoje é necessário que as novas tecnologias, que, por vezes, as organizações criminosas também utilizam, sejam utilizadas pelos sistemas de segurança, para dar mais segurança aos cidadãos e prevenir e combater a criminalidade”, sustentou ainda o ministro.
O director nacional do SEF explicou à agência Lusa que o novo sistema implica a digitalização de documentos como mandatos de captura, pedidos de paradeiro, cumprimento de sentenças de tribunais e interdição de saída de menores, entre outros.
Na sua intervenção, o ministro Rui Pereira destacou a importância da actividade do SEF em matéria de segurança e de prevenção da criminalidade, nomeadamente no combate à imigração ilegal e ao tráfico de pessoas.
Na mesma sessão foi apresentada a actividade operacional do SEF no centro do país e celebrado um protocolo de cooperação com o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.


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