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Reportagem
ReAcontece com Carlos Pinto Coelho “bem acompanhado” no Casino Figueira
“Se acontece, reacontece aqui”, prometeu Carlos Pinto Coelho na apresentação da nova proposta do Casino Figueira, que trará ao Salão Caffé o “melhor e apenas o melhor” da vida pública portuguesa, para uma “aventura de encontro de ideias” a lembrar o programa que rebaptizou o jornalista de ‘Senhor Acontece’, mas agora “transplantada para um espaço de luxo”.
Visivelmente bem-disposto e entusiasmado, Carlos Pinto Coelho esteve no Salão Caffé para, aos jornalistas, explicar em que consiste este novo projecto, em que embarca com o apoio da sua produtora, Luísa Barragon, e do seu amigo-quase-irmão Francisco José Oliveira. “Vão ser nove sessões até ao final do ano, num formato concebido para a interacção das pessoas”, explicou Carlos Pinto Coelho, convicto de que não faltará quem queira intervir.
Sem mediocridade
“Vamos trazer cá o que há de melhor no país”, garantiu, acrescentando que “nem gente desinteressante nem de média qualidade” será convidada. Já aquelas “personalidades que têm sempre qualquer coisa de novo, de inteligente, para dizer”, têm presença agendada, pelo menos num dos dois formatos em que tudo (re)acontecerá.
“Por um lado teremos grupos temáticos, por outro grupos de pessoas que não têm nada em comum, à parte a grande qualidade”, ilustrou. Assim, o primeiro ReAcontece vai ter como convidados, para falar de Desporto, “e não apenas nem sequer sobretudo de futebol”, três figuras “muito respeitadas do desporto português, a pensar desporto em voz alta”. A dispensarem apresentações, os professores Manuel Sérgio e Mário Moniz Pereira e o “mais brilhante colega de relatos de futebol na rádio portuguesa”, Fernando Correia, compõem o primeiro painel que vai fazer acontecer no Casino Figueira “algo de único”.
E porque se pretende que toda a sala participe, Francisco José Oliveira, jornalista e antigo director da Rádio Nova, estará na plateia, garantindo a circulação fluida das conversas de e para o palco. À laia de condimento extra, “cada sessão terá convidados surpresa”.
Acontece em antena aberta
Se dúvidas houvesse do interesse do projecto, a pronta adesão da Antena 1, que irá gravar e transmitir, em versão editada, todos os ‘programas’, seria suficiente para diluí-las. “Mas o interesse em passar também os trechos mais sumarentos na Antena 2 demonstra ainda mais a solidez do projecto”, sustentou Carlos Pinto Coelho, secundado por Francisco José Oliveira, que lembrou que tal só era possível graças à visão de Rui Pego, director da Antena 1, que “de imediato percebeu que um serviço público deste calibre não podia ser só para alguns”.
Carlos Pinto Coelho sublinhou ainda a importância do Casino Figueira em todo o projecto, do lançamento do desafio, em meados de 2007, aquando da Tertúlia dos 125 Anos da Associação Académica de Coimbra, à mais-valia que representa a instituição como cartão de visita do ReAcontece. “É fácil trazer aqui os nomes grandes, porque o Casino Figueira tem tradição e prestígio”, disse o homem que, durante anos, apresentou, como Francisco José Oliveira fez questão de realçar, “o único programa cultural diário das televisões europeias”.
Um vendaval de artes
O Acontece não poderia reacontecer sem outras artes. Assim, cada programa contará com momentos especiais de música e poesia. Para fazer as honras da estreia, Nicolau Santos, sub-director do Expresso, será o ‘dizeur’ de poesia, acompanhado pelo quarteto de jazz “Conference Call”, no que Carlos Pinto Coelho apresentou como “um vendaval de poesia e jazz” capaz de fazer jus à tónica global de “alta qualidade”.
Tudo menos striptease, ou talvez não
“Vai ser muito bom, está-me a dar muita pica, muito prazer”, resume, num sorriso largo, Carlos Pinto Coelho. “Não me apetece ter aqui mediocridade”, reforça, satisfeito por sentir que “pela primeira vez” desde que deixou a televisão, está envolvido num “projecto robusto”, em que tudo pode acontecer. “Tudo, tudo menos striptease… peço desculpa, se calhar também vai acontecer striptease”, brincou, admitindo que o que Francisco José Oliveira chamou de “Acontece de antena aberta” é um formato em que o céu é o limite.
Já está a acontecer
Com Carlos Pinto Coelho mensalmente na Figueira da Foz, a cidade já começou a vê-lo por cá. De máquina fotográfica na mão, o Senhor Acontece confessa que já se reconhece nas ruas da Figueira, e que está a tirar grande gozo da descoberta das suas particularidades. “Isto já me começou a cativar”, admite, revelando que já tem “uma dezena de boas fotografias” daqueles pormenores que calam fundo na sua alma de fotógrafo: “a dobradiça da porta, a tinta que estala, o enquadramento da casa na esquina… e o mercado”, conclui, rendido à beleza do Mercado Eng.º Silva, e aos rostos que dão vida às suas bancas e corredores. “Quando for crescido mostro-vos”, conclui. A promessa está feita.
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Qualidade dos apoios educativos pode diminuir
Decorreu na passada semana, na Escola Infante D. Pedro, em Buarcos, uma sessão de informação promovida pela equipa de apoio às escolas da Direcção Regional de Educação do Centro (DREC). Cerca de 60 pessoas, entre professores do ensino especial e técnicos, psicólogos, assistentes sociais e elementos dos conselhos executivos dos Agrupamentos de Escolas de Buarcos, Zona Urbana, Febres e Tocha, marcaram presença para compreender melhor quais as alterações no que respeita ao regime do ensino especial.
Actualmente, só no Concelho da Figueira da Foz, há centenas de crianças e jovens que estavam abrangidos pelo conceito de aluno/a com necessidades educativas especiais (NEE). Estavam, porque à luz do Decreto Lei 3/2008 de 7 de Janeiro, a maioria destes alunos deixa de caber neste estatuto. O Figueirense pediu ao Presidente do conselho executivo da EB 2/3 Infante D. Pedro e do Agrupamento de Escolas de Buarcos, Pedro Mota Curto, que clarificasse as alterações introduzidas, a forma como irão afectar os alunos, globalmente considerados, e as suas consequências menos directas.
Muito menos alunos
Esta é a primeira evidência: à luz da nova legislação a grande maioria dos alunos até agora considerados NEE, deixa de o ser. É que se até agora as necessidades educativas especiais compreendiam um leque de dificuldades diversas – dificuldades de aprendizagem, problemas comportamentais, deficit de atenção, hiperactividade e até um ambiente familiar problemático, ou seja, tudo o que fosse claramente impeditivo do normal acompanhamento das matérias – agora o conceito apertou-se. Doravante, os alunos com necessidades educativas especiais passam a ser apenas aqueles que tiverem “limitações significativas ao nível da actividade e participação, com alterações funcionais e estruturais de carácter permanente”, ou, por outras palavras, “cegos, surdos, mudos, autistas, deficientes mentais profundos ou alunos com o síndroma de Down”. Em consequência, e pese embora ainda estar na fase inicial o processo de avaliação, prevê-se que só 25 por cento da população escolar que até agora beneficiava dos apoios decorrentes do estatuto de NEE continue a ter esses apoios, nomeadamente o acesso a professores do ensino especial, a salas específicas e a material adequado ao estímulo do desenvolvimento.
(Leia o artigo completo na edição em papel)
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Figueira brincou ao Carnaval
Por todo o concelho da Figueira da Foz o Carnaval foi devidamente celebrado. Momentos aproveitados para remeter para canto tristezas e dar largas à imaginação. Com doses de boa disposição e alegria.
Para as crianças em idade de infantário, o Carnaval chegou no último dia de Janeiro.
Meninos e meninas da Casa da Criança de S. Julião, da CEPI da Figueira da Foz, do Conservatório de Música Semi Colcheia e Colcheia, do Jardim de Infância Goltz de Carvalho, do Jardim-Escola João de Deus das Alhadas, do Jardim-Escola João de Deus n.º1 e 2, da Casa Nossa Senhora do Rosário e da Traquinas e Trapalhões deram corpo a um Carnaval infantil que percorreu as ruas Joaquim Sotto Mayor, da Liberdade, Picadeiro, Cândido dos Reis, Mercado e Jardim municipais.
Destaca-se que as fantasias que mostravam a quem os quis acompanhar foram concebidas pelas próprias crianças, com o apoio de educadores.
Algumas delas com recurso a material reciclável.
Em Buarcos, na Avenida do Brasil, o corso foi cancelado no domingo de Carnaval. S. Pedro não devia estar bem disposto... mas na Terça-feira o desfile saiu à rua e, num modelo em t udo igual ao de anos anteriores, os foliões deram largas à sua alegria. Diana Chaves e Jorge Gabriel reinaram em Buarcos. Com uma segurança (re)forçada, já houve anos em que suas altezas reais conviveram mais de perto com os seus súbditos, tirando fotografias e distribuindo autógrafos. Numa festa que se pretende ser para o povo e não apenas para alguns.
Por outro lado, no Casino Figueira, reinou o Carnaval de Veneza num estilo mais adequado ao ambiente e temperaturas europeias. O Salão Caffé encheu-se de belas damas e elegantes cavalheiros num clima onde imperou a boa disposição. A própria Orquestra Clássica do Centro apresentou-se em concerto trajada a rigor.
Na Terça-feira Gorda o Avô Cantigas esgotou o Casino Figueira. As centenas de crianças presentes cantaram com o “Avô” os mais conhecidas temas do seu último sucesso discográfico, caso do “Fantasminha Brincalhão”. Um concurso de fantasias, para os mais pequenos, alegrou o resto da tarde.
(Leia o artigo completo e ilustrado na edição em papel)
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